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segunda-feira, novembro 28, 2011

Brasileirão 1996 - Grêmio 3 x 1 Palmeiras


No dia 28 de novembro de 1996, o Grêmio iniciava a sua participação na fase final do Campeonato Brasileiro. 8 dos 24 participantes se classificaram para as quartas de final.

Após uma série de tropeços nos últimos jogos da 1ª fase, o tricolor ficou na 6ª posição, enfrentando o 3º colocado na classificação geral: Palmeiras. Devido a melhor campanha, os paulistas tinham a vantagem de decidir em casa e de jogar por dois resultados iguais.

O jogo de ida, em Porto Alegre, foi memorável. Uma das melhores partidas que eu assisti no estádio Olímpico. Uma virada espetacular.

Lembro bem da magistral atuação de Emerson, que empurrou o Grêmio para a vitória. Felipão também foi brilhante, quando passou Carlos Miguel para a lateral-esquerda e colocou Zé Afonso no ataque tricolor.

Abaixo, algumas matérias e imagens da Folha de São Paulo, Correio do Povo e Zero Hora sobre aquela noite:



"Mais de 1 hora antes do início do jogo, todos os 55 mil ingressos já tinha sido vendidos. Às 21h o estádio já estava lotado. Apesar disso, a direção do Grêmio não liberou o o televsionamento da partida para Porto Alegre." (Correio do Povo - 29 de novembro de 1996)


"A diretoria do Grêmio festejou bastante a vitória por 3 a 1 sobre o Palmeiras, mas tenta conter o cilma de otimismo entre os jogadores. No confronto pela Libertadores do ano passado, o time venceu por 5 a 0 em Porto Alegre e, em São Paulo, perdeu por 5 a 1, quase ficando de fora da competição. "Temos que comemorar, mas é preciso calma", alertou o zagueiro Adílson. "Nos dará tranqüilidade. Tivemos muita raça e determinação, mas ainda não vencemos, disse Carlos Miguel". (Correio do Povo - 29 de novembro de 1996)




PLACAR - O JOGO: O Grêmio precisava da vitória em casa para garantir a classificação na partida de volta no Morumbi. Atacou durante todo o tempo e mereceu o resultado.



Cabeçadas definem a vitória do Grêmio
Equipe gaúcha bate o Palmeiras por 3 a 1 e agora pode até perder por um gol diferença para se classificar

O Grêmio bateu o Palmeiras por 3 a 1 e agora pode perder por até um gol de diferença, domingo, para obter a classificação para as semifinais do Campeonato Brasileiro. Todos os gols da partida foram de cabeça.
Para se classificar, o Palmeiras precisa vencer o Grêmio por dois gols de diferença.
O Palmeiras começou a partida com uma postura defensiva, contrariando o discurso do técnico Wanderley Luxemburgo, que disse durante a semana que sua equipe não iria mudar suas características ofensivas.
A equipe errou muitos passes, facilitando o trabalho dos gaúchos.
O Grêmio teve por duas vezes a chance de abrir o placar devido a erros do goleiro Velloso. Na primeira, o goleiro saiu do gol precipitadamente. Adílson cruzou, e Zé Alcino cabeceou, mas Cléber tirou a bola praticamente na linha do gol.
Na segunda, Velloso demorou muito para repor a bola e sofreu um tiro livre indireto, dentro da área, desperdiçado pelo Grêmio.
Com pouco volume de jogo, o gol da equipe paulista saiu da única maneira possível: de bola parada. Djalminha cobrou uma falta e Luizão completou de cabeça, contando com a ajuda da zaga do Grêmio: 1 a 0, aos 34min.
Precisando empatar a partida, o Grêmio reiniciou o jogo pressionando o Palmeiras.
Por sua vez, o time paulista assumiu uma postura defensiva. O meia-atacante Djalminha recuou e deixou Luizão sozinho no ataque do Palmeiras.
A pressão funcionou. O Grêmio não demorou a chegar ao empate, com uma cabeçada de Émerson, aos 8min.
Logo após o empate, Leandro foi expulso, fazendo o técnico Luxemburgo optar, definitivamente, pela retranca. Ele tirou Elivélton, um meia, e colocou Wágner, um lateral-esquerdo.
Aos 21min, Zé Afonso marcou o segundo gol do Grêmio, de cabeça. Goiano fechou o placar, aos 34min, também de cabeça. (Folha de São Paulo)




Luxemburgo culpa cartões e cobra 'vergonha na cara'
Técnico diz que faltou determinação e controle ao Palmeiras no Sul

O técnico Wanderley Luxemburgo, do Palmeiras, está inconformado com a derrota para o Grêmio, 3 a 1, anteontem, em Porto Alegre.
Segundo ele, a expulsão do volante Leandro, no início do segundo tempo, e a falta de determinação dos jogadores foram os fatores fundamentais para o resultado, que deixou o time em situação difícil no Brasileiro.
Para se classificar, a equipe palmeirense precisa vencer o adversário por, pelo menos, dois gols de diferença, amanhã, no Morumbi.
''Uma expulsão num jogo difícil como esse, contra o Grêmio, faz a diferença. O time vinha jogando bem até então e, depois disso, se descontrolou no aspecto emocional'', disse Luxemburgo, sobre a partida de Porto Alegre.
Segundo ele, o Grêmio mostrou mais vontade de vencer que o Palmeiras e esse quadro precisa ser revertido caso sua equipe deseje a vaga para as semifinais.
''Mais uma vez, os jogadores do Grêmio tiveram uma postura de verdadeiros homens que lutam por um resultado até conseguir'', disse o técnico.
''Quero o mesmo do meus atletas no domingo. Eles precisam me dar uma resposta, assumir a responsabilidade, ter vergonha e dignidade. O Palmeiras pode até sair da competição prematuramente, mas terá que lutar'', acrescentou.
Luxemburgo disse estar envergonhado com a derrota. ''Tenho vergonha mesmo de perder por 3 a 1 de um time que é igual ou inferior ao nosso tecnicamente.''
O discurso inflamado faz parte da estratégia de Luxemburgo, que, agora, vai procurar motivar os jogadores no aspecto emocional. (Folha de São Paulo, ARNALDO RIBEIRO)



"O zagueiro Cláudio passou mal no jogo de ontem, teve que ser substituído e chegou a desmaiar nos vestiários. Com dores em todo o corpo, foi conduzido a um hospital por uma ambulância."" Cláudio teve, anteontem, uma tetania muscular, síndrome que se caracteriza por uma sequência de cãibras em vários músculos do corpo. O jogador mal conseguia se mexer e teve que ser encaminhado ao hospital mais próximo do estádio. ''Senti a falta de ritmo e me desidratei. Agora, estou bem melhor. Só sinto dores na batata da perna. Posso jogar'', disse Cláudio"(Folha de São Paulo)



"Guerra de nervos dá o tom e quatro são suspensos
A guerra de nervos entre Grêmio e Palmeiras esteve sempre presente e culminou com as suspensões de Goiano (terceiro amarelo), Paulo Nunes, Leandro e Cléber.
Os quatro não poderão participar do jogo de volta, domingo, em São Paulo. O Palmeiras não terá também os zagueiros Sandro, suspenso pela CBF, e possivelmente Cláudio, que saiu machucado.
A aposta entre Paulo Nunes e Djalminha, para ver quem faria mais gols, e o mistério por parte dos técnicos nas escalações das equipes também incrementaram o clima da partida antes do início.
O Grêmio, por exemplo, aqueceu 25 jogadores antes de entrar em campo. O Palmeiras só definiu o time momentos antes do jogo.
Quando o Grêmio entrou em campo, foram estourados cem mil fogos de artifício. A torcida, que começou a chegar no fim da tarde, vibrou o tempo todo e já lotava o estádio uma hora antes. (Leo Gerchman - Folha de São Paulo, sexta-feira, 29 de novembro de 1996)

"A tão esperada nudez da atriz Taís Araújo, protagonista da novela ''Xica da Silva'', não conseguiu levantar a audiência da Rede Manchete de Televisão.
Quinta-feira à noite, foram exibidas cenas em que a atriz, que completou 18 anos no último dia 25, aparece nua pela primeira vez.
Às 21h50, a novela atingiu o pico de 10 pontos (800 mil telespectadores), contra 38 pontos (3 milhões) da Globo, que exibia o jogo entre Grêmio e Palmeiras." (Folha de São Paulo)



Grêmio 3 x 1 Palmeiras

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Rivarola, Adílson e André Silva (Zé Afonso 13 do 2º); Dinho, Goiano, Émerson (Aílton 34 d0 2º) e Carlos Miguel ; Zé Alcino (Rodrigo Gral 39 do 2º) e Paulo Nunes.
Técnico: Luís Felipe Scolari

PALMEIRAS: Velloso, Cafu, Cláudio (Roque Júnior 32 do 2º), Cléber e Júnior; Galeano, Leandro, Elivélton e Rincón; Luizão (Wágner 42 do 2º) e Djalminha (Rogério 42 do 2º)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Jogo de ida - Quartas de final - Campeonato Brasileiro 1996
Data:28 de Novembro de 1996, quinta-feira, 21h40min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Público: 44.430 (38.212 pagantes)
Renda: R$ 398.121,00
Juiz: Sidrak Marinho (SE)
Auxiliares: Antônio Hora Filho e Luis de Souza
Cartão Amarelo: Júnior e Goiano
Expulsão: Leandro aos 11, Cléber e Paulo Nunes aos 30 do 2ºt
Gols: Luizão aos 34 do 1º; Émerson aos 8, Zé Afonso aos 21 e Goiano aos 35 do 2ºtempo


quinta-feira, outubro 27, 2011

Foguinho 1909-1996


Oswaldo Rolla faleceu no dia 27 de outubro de 1996. Lá se vão 15 anos, contudo, seu legado permaneceu.

Foguinho, como atleta e treinador, foi o maior responsável pela criação e pelo desenvolvimento da identidade futebolística do Grêmio.

Num momento em que tanto se lamenta a ausência de valores, a falta de caráter no futebol, me parece oportuno lembrar de algumas das idéias defendidas por ele:

Link

"Nós não mostramos que somos mais homens driblando. Nós mostramos tocando a bola e vencendo"


"Jogar mal a gente joga, ninguém vai jogar sempre bem, agora a luta tem que ser constante, a vontade de vencer é indispensável. Isso aí o jogador tem que ter. Jogar mal é outra coisa."


"Os meus critérios como técnico: O primeiro deles era observar o caráter do homem. A dignidade do homem. Porque se não for um homem digno e de bom caráter, não se pode formar um time de futebol.” (Vídeo aqui)


"Eu não era craque. Ninguém, entretanto, me superava em vontade. Graças a isso, consegui algum sucesso como jogador de futebol. Minha função, por vontade própria, era ajudar o meio-de-campo e ser parte do ataque."




"Depois da arbitragem, Rolla passou a treinador, iniciando no Esperança de Hamburgo Velho. Numa ocasião, foi procurado por outro clube, que lhe ofereceu 5 mil cruzeiros por mês. Era muito dinheiro. Foguinho, surpreendente, fez sua contraproposta. Queria 3 mil cruzeiros. E justificou ao dirigente: "É que com 5 mil o pagamento vai atrasar, eu vou reclamar e nós vamos acabar brigando". Assinou por 3 mil." (Correio do Povo - 28 de Outubro de 1996)

"Oswaldo Rolla viveu os seus últimos anos longe do futebol que tanto o emocionou. Comentarista e cronista esportivo, resolveu se afastar do meio jornalístico desde que deixou de freqüentar os estádios. "Ele se negava a participar de programas, pois dizia que só comentava o que via no próprio campo", lembrou a viúva Joana Lemanski. (Correio do Povo- 28 de outubro de 1996)




quinta-feira, setembro 22, 2011

Grenal 331 - Campeonato Brasileiro 1996



Hoje completam-se 15 anos do Grenal 331, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro de 1996. Um clássico que entrou para a história em virtude do golaço de bicicleta de Paulo Nunes no início da partida.

Grêmio e Inter vinham tendo trajetórias parecidas na competição até aquele momento. O tricolor era o 11º colocado, com 13 pontos em 8 jogos. Já o co-irmão ocupava a 12º posição (12 pontos em 9 jogos).

Durante a semana grenal, a direção colorada pediu (e levou) árbitro de fora do estado, reclamou da violência do time do Grêmio e da escolha dos bandeirinhas. No Olímpico, as atenções eram divididas com a estréia do clube na Supercopa, com uniforme novo, onde vencia por 3x1 e cedeu o empate em 3x3 para o Velez de Chilavert.

A Zero Hora tratou o jogo como a reedição do Gre-nal Farroupilha, disputado no mesmo 22 de setembro, em 1935. O Correio do Povo chamava a atenção para a possibilidade de se inverter a "gangorra".

O resultado final ja é do conhecimento de todos. A partir dali, o Grêmio encaminhou sua classificação e a conquista do título do torneio. No Beira-rio, Nelsinho Batista deixou o clube poucos dias depois, indo treinar o Corinthians.

Um detalhe pouco lembrado é que, ainda no primeiro tempo, Dinho foi bater um escanteio e levou uma pedrada no queixo (é possível ver o curativo em algumas das fotos).


O post é composto por imagens e trechos de reportagens retirados dos jornais Zero Hora e Correio do Povo.



"A história do clássico, que proporcionou a maior renda da competição até o momento, começou com o gol magnífico de Paulo Nunes, logo aos 5 minutos. Arce cobrou escanteio da esquerda, a bola foi desviada e sobrou para o atacante, que bateu de bicicleta, surpreendendo André.
" (Correio do Povo - 23 de setembro de 1996)


"Aos 20 minutos o Grêmio parecia não ter forças para reagir, então, o bom árbitro Carlos Pimentel apitou uma falta na intermediária. Arce ajeitou a bola, mas quem veio de trás foi Dinho. Rente à grama, a bola entrou no canto direito de André. Era o gol da vitória. Garantida no final, pelas defesas de Danrlei, que saiu de campo ovacionado pela torcida que o vaiou na quarta-feira" (Zero Hora - 23 de setembro de 1996)


"André - Sem culpa nos gols. Firme nas intervenções. 8"

[...]
Danrlei - Simplesmente garantiu a vitória do Grêmio. 10" (Correio do Povo - 23 de setembro de 1996)


GAMARRA: Não perdeu nenhuma disputa individual e saiu jogando sempre com qualidade. NOTA 9

[...]


DANRLEI
: Foi o grande nome do jogo. Com incríveis defesas evitou a derrota do Grêmio. NOTA 9 (Zero Hora - 23 de setembro de 1996)



OS DESEMPENHOS
Chutes a gol:
Inter 10 x 7 Grêmio
Conclusões de cabeça: Inter 10 x 1 Grêmio
Escanteios cedidos:
Inter 3 x 11 Grêmio
Faltas cometidas:
Inter 26 x 25 Grêmio
Impedimentos:
Inter 3 x 1 Grêmio(Zero Hora - 23 de setembro de 1996)

"O goleiro André, ao comentar os gols sofridos, disse que no primeiro, marcado por Paulo Nunes, houve um desvio da bola no escanteio cobrado por Arce na esquerda. "A bola foi para o segundo pau e não deu tempo para eu chegar" (Renato Dornelles - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)


"Paulo Nunes contou que, quando a bola chegou até ele, sentiu que o lance era seu, apesar de Adílson gritar, atrás: "Eu, eu, eu!"" Então saltou com os dois pés e atingiu a bola em cheio com o pé direito." (Zero Hora - 24 de setembro de 1996)

"Conversando com Jardel, pela Gaúcha, Paulo Nunes foi traído pela euforia e, por alguns segundos, esquece a elegância, garantindo que "o mais bonito mesmo, foi calar a boca da torcida do Inter" (Wianey Carlet - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)



"Depois do jogo, em meio a festa no vestiário, Paulo Nunes conversou com outro craque, seu ex-companheiro de ataque Jardel. Via Rádio Gaúcha, o atacante do Porto brincou com o estilo dos gols de Paulo Nunes, segundo Jardel "de canela". "Aqui faço gol de tudo o que é jeito, até de bicicleta para calar a boca da torcida do Inter", ironizou o jogador gremista. Coisa de craque." (Eduardo Tessler - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)


"Os zagueiros colorados até tiveram cuidado de armar a barreira, aos 20 minutos do segundo tempo. Mas à frente dela, Arce disfarçava, ajeitava as meias e Dinho se posicionava a sete passos, atento a tudo. Carlos Miguel se juntou à barreira, trocou empurrões e a barreira abriu. O volante gremista sentiu naquele instante que o chute fatal era seu. Viu André mais à direita do gol, cobrindo o lado contrário da barreira, olhou para Arce como se pedisse permissão para bater, e partiu para a bola feito um carrasco: "Naquele momento eu decidi bater de três dedos, o chute tomou a curva certinha e entrou onde queria", narrou o volante" (Jones Lopes da Silva - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)


"Contido durante toda a semana, Luiz Carlos Silveira Martins desabafou fortemente após o clássico. "Violento é o chute do Dinho", ironizou o vice de futebol do Grêmio, referindo-se às queixas do Internacional quanto ao comportamento dos jogadores do Grêmio." (Correio do Povo - 23 de setembro de 1996)


"Bate que o goleiro está do outro lado", sussurrou o lateral para Dinho. "Deixa comigo", respondeu o volante, já projetando na cabeça a curva que a bola faria ao passar pela barreira." (Zero Hora - 24 de setembro de 1996)



"No final da partida, Danrlei foi tão contido e seco como na atuação durante todo o jogo. "
O importante foi o grande jogo da equipe do Grêmio", limitou-se a dizer no vestiário. Com pelo menos quatro defesas fundamentais, nem precisava dizer mais anda. (Lourenço Flores - Zero Hora - 23 de setembro de 1996)


Internacional 1 x 2 Grêmio

INTERNACIONAL: André, César Prates, Tonhão, Gamarra e Arílson; Fernando, Enciso (Luis Gustavo), Marcelo e Murilo (Yan); Fabiano (Fabinho) e Leandro.
Técnico: Nelsinho Batista

GRÊMIO: Danrlei, Arce, Luciano, Adílson e Roger; Dinho, Goiano, Aílton (Emerson) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (João Antônio) e Saulo (Zé Alcino).
Técnico: Luís Felipe Scolari

11ª Rodada - Primeira Fase - Campeonato Brasileiro 1996
Data: 22/09/96, domingo, 16h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre - RS
Público: 47.172 (39.621 pagantes)
Renda: R$ 491.200,00
Juiz: Carlos Elias Pimentel (RJ)
Auxiliares: Adriano Sajonc (RS) e José Carlos Oliveira (RS)
Cartão Amarelo: Leandro, Arílson, Adílson e Arce
Cartão Vermelho: Carlos Miguel
Gols: Paulo Nunes aos 5 do 1° tempo; Murilo aos 7 e Dinho aos 21 minutos do 2° tempo



quarta-feira, dezembro 15, 2010

Rivellino na final de 1996

Em 15 de dezembro de 1996, 39 minutos do segundo tempo da final do Campeonato Brasileiro entre Grêmio e Portuguesa. Rivellino vaticinava no microfone da TV Bandeirantes:

"A Portuguesa se supera, fisicamente está superior"

"Fatalmente há possibilidade de até empatar esse jogo"



Igualmente clássico é o tom de choro no grito de gol de Galvão Bueno após a bucha do Aílton:

Mais sobre o Campeonato Brasileiro de 1996 em:

quarta-feira, abril 07, 2010

Camisas - Branca 1996


O ano de 1996 foi especial para o Grêmio também em termos de camisas. O Clube chegou a lançar um quarto fardamento no decorrer do ano.

Antes disso, houve a sábia decisão de manter as bem aceitas e sucedidas camisas tricolor e celeste de 1995, renovando apenas a camisa branca para 96.

A camisa trazia um interessante grafismo na altura do peito, que (ao menos para mim) remetia/lembrava a camisa usada pela Alemanha na Copa de 1990.

O mesmo padrão se repetia no calção que completava o uniforme reserva. Interessante notar a adequação do patrocínio da Renner, que respeitava as listras (o que não tinha acontecido no ano anterior)

A matéria abaixo da Zero Hora da conta do lançamento do uniforme. Curioso a menção ao lançamento da meia celeste. Eu realmente não lembro dela ser sido usada antes de 96.

Zero Hora, 15 de Fevereiro de 1996

Ano:
1996-1997
Fornecedor: Penalty
Patrocinador: Tintas Renner

É válido lembrar que a camisa ainda foi usada no início de 1997, como nos jogos da Libertadores de 1997, contra Sporting Cristal e Alianza Lima no Peru.

A camisa trazia ainda o "scudetto" da Conmebol, devidamente ostentado em razão da conquista de 1995.



Foto: Zero Hora

Desenho ErojKit

Desenho Museu do Grêmio

terça-feira, dezembro 15, 2009

Campeão Brasileiro 1996



15 de Dezembro de 1996 - Bicampeão Brasileiro

Infelizmente os últimos posts ficaram um tanto saudosistas, mas penso que isso é inevitável, ainda mais nessa época do ano.

Sábado foi uma grande oportunidade para rever e reverenciar grande parte dos atletas responsáveis por esta e outras conquistas.

Mais informações sobre aquele campeonato em:



segunda-feira, dezembro 15, 2008

Campeão Brasileiro 1996


O Blog não está completamente finalizado. Mas pela lembrança dos 12 anos do título, achei importante "estreá-lo" mesmo assim. Faltam ainda algumas atualizações. Mas já tem fotos e vídeos da maioria dos jogos, e em todos a ficha do jogo.

Se, por um acaso, alguém possuir algum material que não esteja publicado lá, peço para que faça o favor de me enviar e contribuir com o blog.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Camisas - quarta 1996

Quarta camiseta do time, lançada em 1996. As três cores presentes, cada uma com um fundo diferente. Vinha com o símbolo do "mundial" no peito e o distintivo da sulamericana no braço direito. Em 1997, saiu o patrocínio da Renner na frente para entrar o "Ironcryl" e a manga esquerda passou a ostentar o símbolo da CBF.

"O caso do Grêmio e Penalty, em 1996 é um exemplo da necessidade e o sucesso das iniciativas de novos lançamentos. Apesar do seu ótimo momento futebolístico, com grandesconquistas, a direção do clube temia pela redução do volume de vendas das camisetas oficiaisapós a saturação do mercado. Então, por uma iniciativa exclusiva do departamento de marketingdo Grêmio, foi lançado um modelo inédito em que as combinações entre calção e camisetaformavam ondulações. A então fornecedora aprovou o modelo e a média de vendas diária nosprimeiros meses de lançamento surpreendeu: 5 mil unidades, o equivalente às médias mensaisdos grandes clubes do futebol do país. (CARDIA, 2004)" (FREDERICO MANDELLI GUARAGNA - A GESTÃO DO MARKETING ESPORTIVO NO FUTEBOL:CASO GRÊMIO FOOT-BALL PORTO-ALEGRENSE)

Ano: 1996-1997
Fornecedor: Penalty
Patrocinador: Renner e Ironcryl

O interessante é para essa camisa havia dois jogos de calçoes e meias, um predominantemente preto e outro, azul. Nas fotos de cima de de baixo é possível ver a combinação com preto. A combinação em azul pode ser vista neste link do youtube, do jogo contra o Sport pelo brasileiro de 1996


Como bem registra a pequena nota de revista placar abaixo, a camisa ganhou fama de azarada, e tudo isso se deve a sua estréia, no 1º jogo das oitvas de final da supercopa de 1996, onde o Grêmio ganhava do Velez por 3x1 mas permitiu o empate dos argentinos. No jogo de fol, 1x0 para o Velez no Amalfitani, gol de Bassedas aos 42 do 2ºtempo. Mais adiante a ficha do fatídico jogo segundo a Placar e matéria sobre o mesmo do Jornal Lá Nacion


Supercopa 1996
Grêmio 3 x 3 Velez Sarsfield

GRÊMIO: Danrlei; Marco Antônio, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Adílson, Dinho (Émerson), Aílton (João Antônio) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Saulo.
Técnico: Luiz Felipe Scolari

VELEZ SARSFIELD: Chilavert; Mendes, Sotomayor, Pelegrino e Cardoso. Herrera, Gomes, Camps (Dominguez) e Póssi (Cordoni); Moriggi e Pandolfi (Moussain)
Técnico: Osvaldo Piazza

Data: 18 de setembro de 1996
Local: Olímpico (Porto Alegre)
Público: 22.903
Renda: R$ 111.887,00
Juiz: Júlio Matto (Uruguai)
Cartão Amarelo: Paulo Nunes, Dinho, Mendes e Sotomayor
Cartão Vermelho: Adílson e Pellegrino
Gols: Camps aos 20, Saulo aos 30 e Arce aos 44 do 1º; Aílton aos 2, Moriggi aos 16 e Mauro Galvão (contra) aos 20 do 2ºtempo
Vídeo, aos 42 segundos:



Vélez siempre sale adelante

PORTO ALEGRE.- Habrá que rescatar el resultado. Y punto. Vélez empató 3 a 3 con Gremio, luego de ir perdiendo por 3 a 1, y festejó en la noche brasileña. Estuvo cerca de la goleada, sufrió la expulsión de Pellegrino (a los gaúchos le echaron a Adilson) y pudo haber regresado con una catástrofe a cuestas. Pero se recuperó con más suerte que otra cosa y se llevó a Buenos Aires mucho más de lo que pensó en algún momento. De arranque, por una cuestión de localía -casi como una obligación en esto de los torneos internacionales-, el que salió a buscar el partido resultó Gremio. Y la verdad es que no le fue demasiado bien al principio. No por que jugara mal, sino porque el que se puso en ventaja fue Vélez. Una injusticia, pero también una realidad inapelable.

Habían transcurrido 21 minutos de la primera etapa y, mientras Gremio manejaba la pelota sin crear peligro, un perfecto contraataque vía Cardozo-Pandolfi-Camps terminó con un golazo de éste, a través de un remate desde fuera del área.

El árbol, esta vez, no impidió ver el bosque. Dicho con otras palabras, el fantástico tanto de Camps no escondió el gran problema que tenía Vélez: sólo con disparos desde bien lejos podía llegar hasta los dominios de Danrlei.

Pandolfi y Posse estaban demasiado solos, como para que todos recordaran a Asad, aún en vías de recuperación. (Dicho sea de paso, Palmeiras se preocupó por la rehabilitación del delantero y pidió una cotización oficial).

Igual, los de Piazza no se retrasaron tanto en el campo. Esperaron a Gremio en la media cancha y desde allí planificaron sus contraofensivas.

Claro que no contaban con que, pocos minutos después, Chilavert reaccionara tarde en un centro de Carlos Miguel y Saulo marcara el empate de cabeza. Ni con que Arce desnivelara a un minuto del final del primer tiempo con un magnífico tiro libre que lo hizo acreedor al duelo de paraguayos. Ni mucho menos con que Ailton pusiera el 3 a 1 a los dos minutos del segundo tiempo con un cabezazo que parecía inofensivo.

Gremio se agrandó. Carlos Miguel se erigía en manija, Paulo Nunes volaba por su lateral, Saulo hacía olvidar a Jardel y Vélez tambaleaba por su lateral derecho. Para colmo, Pellegrino se tuvo que ir expulsado junto con Adilson y hasta se pensó que la firmeza defensiva quedaba a un paso del derrumbe.

Se produce el milagro

Pero no. Este Vélez está hecho a prueba de derrumbes; tiene todo para perder y no pierde. Apenas quince minutos después, Danrlei le regaló el descuento a Morigi y, cuando todavía se pensaba en que el 2-3 era un buen resultado, Mauro Galvao se llevó por delante la pelota y decretó el 3-3. Una perfecta carambola que, dadas las circunstancias, le daba muchísimo a Vélez y nada de nada a Gremio. Entre tantos desperfectos defensivos, el partido resultaba emocionante. Y aún quedaban 25 minutos. Pero Gremio se desanimó, Vélez levantó más la guardia y el tiempo sobró.

Al final, Piazza y los suyos festejaron un resultado muy bueno; más si se pone sobre la balanza el juego de ambos equipos.

Y ya es casi una costumbre. Cuando juega bien o cuando lo hace mal, cuando lo merece y cuando no, y hasta cuando ni sus hombres creen en cambiar la historia, Vélez siempre sale adelante. Como anoche.

Los equipos

Dirigió el uruguayo Julio Matto (regular) y los equipos formaron así:

Gremio: Danrlei (4); Arce (6), Rivarola (5), Galvao (5) y Roger (5); Dinho (5), Adilson (capitán, 4), Ailton (4; 23 del ST, Joao Antonio) y Carlos Miguel (7), Paulo Nunes (6) y Saulo (6). Director técnico: Luiz Scolari.

Vélez: Chilavert (5); Méndez (4), Sotomayor (5), Pellegrino (capitán, 4) y Cardozo (5); Herrera (4), Gómez (5), Morigi (7) y Camps (5; 30 del ST, Domínguez); Posse (4; 41 del ST, Cordone) y Pandolfi (5; 21 del ST, Husain). Director técnico: Osvaldo Piazza.

Primer tiempo: 21, Camps (V); 30, Saulo (G), y 44, Arce (G).

Segundo tiempo: 2, Ailton (G); 17, Morigi (V), y 20, Galvao (G), en contra. A los 11 minutos fueron expulsados Adilson (G) y Pellegrino (V). (La Nacion)