E o tão aguardado dia chegou. A
despedida do Olímpico. Uma data que por sí só entra na história. Mas pra
mim o jogo em si e os eventos ocorridos nas horas anteriores e
posteriores a partida não tiveram nada de memoráveis.

Mas então o jogo propriamente dito começou. E começou truncado, como costumam iniciar os Grenais. As duas equipes estavam espelhadas num 4-3-2-1. Aos poucos o Grêmio foi ocupando o campo de ataque, mas atuava de maneira pouco inspirada, o jogo pouco fluía e o tricolor só chegava perto do meta adversária em cruzamentos e escanteios. No outro lado, Marcelo Grohe foi um espectador privilegiado durante todo o primeiro tempo, uma vez que o Inter praticamente não conseguiu atacar nos 45 minutos iniciais.
No segundo parecia que veríamos mais ação em campo. Parecia. Logo aos 2 minutos Saimon lançou Elano e Muriel colocou a mão fora da área para evitar o gol. O arqueiro colorado recebeu o cartão vermelho, mas o jogo demorou uma eternidade para ser re-iniciado (Nesse meio tempo Vanderlei Luxemburgo foi expulso por ingressar no gramado para retirar seus jogadores da confusão). Alguns minutos depois do recomeço, Leandro Damião, centroavante da seleção brasileira, que até ali não tinha visto a cor da bola, foi expulso por acertar um cotovelaço em Saimon. Novamente o jogo ficou um bom tempo parado, dessa vez sem nenhuma explicação, pois o atleta expulso já se encontrava fora do gramado. Aí o Grêmio teria, na teoria, pouco mais de 20 minutos de bola rolando para marcar um gol num adversário nove jogadores em campo. Na prática a bola pouco rolou nesse período. E quando rolou o tricolor não soube fazer valer a sua vantagem, não abriu o campo, não rodou a bola.
Insistiu em uma jogada de pivô na frente da área. E o pior é que quase marcou assim. Mas o mais inacreditável é que o Inter quase abriu o marcador quando já jogava com dois jogadores a menos.
Depois do apito final, alguns atletas do Internacional, que fizeram uma copa do mundo nesses 90 minutos (por que não jogaram assim antes?) comemoraram como tivessem vencido um campeonato, quando na verdade somente obrigaram o Grêmio a disputar dois jogos a mais na Libertadores (No ano passado era o Grêmio que tentava "tirar" o Inter dessa mesma pré-libertadores)
No geral o se viu ontem foram diversas demonstrações de mediocridade, mesquinharia e pequenez que não combinam com a magnitude do evento.
Eu já sinto e certamente sentirei muitas saudades do Olímpico, mas não de partidas como a de ontem.
Fotos: Tiago Baldasso (Tiago Baldasso), Lucas Uebel (Grêmio.net) e Guilherme Testa (Guilherme Testa)
Grêmio 0x0 Inter
GRÊMIO: Marcelo Grohe, Pará, Werley (Saimon 32'/1ºT), Naldo e Anderson Pico (Leandro 17'/2ºT); Fernando (Marquinhos 22'/2ºT), Souza, Léo Gago, Elano e Zé Roberto; André Lima
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
INTERNACIONAL: Muriel, Edson Ratinho (Renan 4'/2ºT), Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Ygor, Josimar, Guiñazu, Fred (Cassiano 17'/2ºT, depois Folrán 42'/2ºT) e D'Alessandro; Leandro Damião
Técnico: Osmar Loss.
38ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2012
Data: 2/12/2012, domingo, 17h00min
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Público: 46.209 (43.104 pagantes)
Renda: R$ 1.549.230,50
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) Ivan Carlos Bohn (PR)
Cartões amarelos: André Lima (GRE); Fred e Renan (INT)
Cartões vermelhos: Vanderlei Luxemburgo, 4'/2ºT (GRE) e
Saimon 47'/2ºT (GRE); Muriel 2'/2°T (INT), Leandro Damião 13'/2ºT (INT) e Osmar Loss, 47'/2ºT (INT)