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quinta-feira, janeiro 31, 2013

Libertadores - Grêmio 1x0 LDU (5x4 nos pênaltis)


Foi uma classificação difícil, como era de se imaginar. O 1x0 no primeiro jogo colocava a LDU em uma situação de relativo conforto, podendo se fechar atrás e especular. O Grêmio precisava atacar, mas com cuidados, porque um eventual gol dos visitantes praticamente terminaria com a disputa.O tricolor teve que ir para o ataque, mas não conseguia furar o bom bloqueio defensivo dos equatorianos. A troca de passes era lenta e as jogadas de criação eram raras, tendo a torcida se animado apenas em algumas arracandas de Vargas.

Em cenários como o de ontem é sempre possível apelar para a bola alta e a ligação direta. É uma iniciativa mal vista por alguns, mas que eu considero válida e eficiente (especialmente pelos poucos riscos defensivos). E foi o que o Grêmio fez, mas sem sucesso ofensivo, uma vez que Marcelo Moreno não conseguia vencer a disputa com os seus marcadores. 

O Grêmio melhorou um pouco no segundo tempo, quando Luxa saiu do 4-4-2 para 4-3-3. O time ganhou mais movimentação e entusiasmo na frente com André Lima e passou a chegar mais perto da meta defendida por Domínguez. Mas as situações efetivas de gol só surgiam em lances de bola parada e chutes de longa distância. Foi aí que Elano apareceu. Primeiro obrigando o goleiro a fazer uma boa defesa em cobrança de falta. Depois, ao marcar uma senhora bucha aos 16 minutos do segundo tempo, mandando um pombo sem asa da intermediária para o ângulo superior direito do arqueiro oponente. Depois de uma parada em função da queda da grade de proteção na geral, o jogo seguiu da mesma forma. A LDU fechada e o Grêmio tentando atacar sem correr muito riscos na defesa. A classificação foi ser decidida nos pênaltis. Aí Saimon foi parado por Domínguez, Reasco parou na trave e Marcelo Grohe defendeu a cobrança de Morante. Grêmio avançou, com alguma justiça, pois mostrou ser mais time e foi melhor na soma dos 180 minutos.

 

Elano fez um golaço, Marcelo Grohe foi decisivo, mas para mim o melhor em campo foi Souza. Um monstro, dominando o meio campo.

Gostei muito do Bressan. Tá certo que não foi tão exigido, mas quando apareceu demonstrou segurança, jogando com seriedade e simplicidade. Considero a estréia do Alex Telles um tanto tímida, mas ainda acho que o time rendeu melhor com um canhoto na esquerda e com o Pará na lateral direita. E o Deretti mais uma vez entrou bem no jogo, jogador de drible curto, característica pouco presente no plantel tricolor.

Uma pena que tenha sobrado lugar no 4º anel. O Grêmio está perdendo dinheiro com isso. É preciso criar um sistema de confirmação de presenças e ausências. É um tema tratado no tão decantado "A Bola Não Entra por Acaso", quem efetivamente leu o livro sabe disso.

Na inaguração haviam mais orientadores/stewards na Arena. Achei que dessa vez eram poucos. Também é preciso fazer alguma correção em relação a lugares com obstrução de visão.

 
 
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial), André Avila (Correio do Povo) e Ricardo Rimoli (Lance)

Grêmio Grêmio 1x0 LDU LDU Ecuador 
(5x4 Grêmio nos pênaltis)

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Saimon, Bressan e Alex Telles; Fernando (Willian José – intervalo), Souza, Elano (Jean Deretti, 35'/2ºT) e Zé Roberto; Vargas e Marcelo Moreno (André Lima – intervalo). Técnico: Vanderlei Luxembrugo

LDU: Dominguez; Canutto, Hurtado e Morante; Reasco, Hidalgo, Vera, Feraud (Vitti, 22'/2ºT), Saritama e Madrid; Garcés (Velez, 36'/2ºT). 
Técnico: Edgardo Bauza

Libertadores 2013 - 1ª Fase - Jogo de volta 
Data: 30/01/2013, quarta-feira, 22h00min 
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS) 
Público total: 41.461 (39.925 pagantes)
Renda: R$ 2.026.381,00 
Auxiliares: Ernesto Uziga e Gustavo Rossi (ARG) 
Cartões amarelos: Vera (LDU) Elano, Saimon e Souza (GRE) 
Cartão vermelho: Hurtado (LDU) 
Gol: Elano aos 16 do 2º tempo

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Libertadores - LDU 1x0 Grêmio


E a tão aguardada estreia do Grêmio na Libertadores 2013 aconteceu. E não foi uma partirda particularmente nervoso ou tensa. Os primeiros minutos foram de algum estudo e poucas ações. O Grêmio esperava a LDU que por sua vez não apresentava um futebol meio criativo. A defesa tricolor se portava bem, com as ressalva de ter cedidos excessivos escanteios e ter deixado se surpreender em cobranças rápidas do adversário. Os comandados de Luxemburgo penavam para manter a bola no ataque, uma vez que Marcelo Moreno e William José não se achavam e não combinavam jogadas. O desempenho ofensivo gremista só foi melhorar nos minutos iniciais da primeira etapa, quando Zé Roberto e Elano se apresentaram mais pro jogo e o time conseguiu trocar passes no campo de ataque. Mas a bem da verdade o primeiro tempo foi de pouco futebol por parte dois times.

Na segunda etapa o Grêmio cresceu de rendimento com Vargas no lugar de W.José. Passou a ter maior domínio das ações e passou a atacar com efetividade. Os laterais foram mais a frente, o time passou a ter mais jogada de linha de fundo e o goleiro Domínguez a trabalhar. Souza foi que esteve mais perto de marcar, mas o travessão impediu o gol tricolor. Aos 30 minutos, logo após a saída do lesionado Dida, a LDU marcou o único gol do jogo. E marcou quando era visivelmente inferior ao time visitante, após uma jogada em bola que atravessou a área, onde Marcelo Grohe fez duas boas defesas até Feraud colocar para dentro. É sempre um golpe duro tomar o gol quando se joga melhor, mas o Grêmio não se abalou e foi buscar o empate. E esteve perto, criando chances e colocando mais uma bola na trave, mas o resultado final acabou sendo de 1x0 para o time da casa.


O jogo em si foi um tanto fraco. O resultado foi ruim, mas o que conforta é o fato de o Grêmio ter sido superior a LDU. Ao que tudo indica o tricolor tem mais time. Resta saber se vai conseguir traduzir essa superioridade em gols na próxima quarta-feira. Ontem isso não aconteceu, infelizmente.

Na saída de campo Zé Roberto se queixou da altitude, mas no aspecto físico o Grêmio pareceu ter jogado de igual pra igual com a LDU.

Dida passou confiança no gol. Da mesma forma Cris, que talvez tenha sido o melhor em campo. Jogando deslocado, Pará ficou preso na defesa e os laterais do Grêmio pouco contribuíram na criação. 

Um problema que já acontecia em 2012 se repetiu ontem. A inconstância de Elano. Quando ele chama o jogo o time cresce, como pode ser visto na metade final do primeiro tempo.

O ideal seria não ter um jogo decisivo tão cedo na temporada. É natural que alguns jogadores ainda não estejam 100%. Me pareceu ter sido o caso de Marcelo Moreno, que fez uma série de escolhas erradas na conclusão da jogadas.
A amostragem foi curta, mas Vargas entrou bem no jogo e deu claro sinais de que pode ser o jogador de velocidade que faltava ao time do Grêmio.

Não entendi porque o time usou a meia preta, e não a listrada, que foi a mais usada como alternativa no ano passado. 


Fotos: Diego Vara (ClicRBS) e Terra

LDU LDU 1x0 Grêmio Grêmio


LDU: Domínguez, Canuto, Araujo e Morante;Reasco, Vera, Hidalgo, Feraud e Rojas (Urrutia, 9'/1ºT) (Arboleda, 25'/2ºT); Garcés e Vitti (Saritama, 10'/2ºT).  
Técnico: Edgardo Bauza.

GRÊMIO: Dida (Marcelo Grohe, 29'2ºT), Tony, Saimon, Cris e Pará; Fernando, Souza, Elano (Marco Antônio, 23'/2ºT) e Zé Roberto; Willian José (Eduardo Vargas – intervalo) e Marcelo Moreno
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Libertadores 2013- Primeira Fase - Jogo de ida
Data: 23/1/2012, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Casa Blanca, em Quito-EQU
Árbitro: Wilmar Roldan (COL)
Auxiliares: Eduardo Diaz (COL) e Alexander Guzman (COL)
Cartões amarelos: Vera e Morante (EQU); Marco Antônio (GRE)
Gols: Feraud, aos 30 minutos do segundo tempo

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Mais uma Libertadores

 O Grêmio iniciará hoje sua 14ª participação em Copa Libertadores. A 4ª nas últimas 10 edições. Uma marca interessante na comparação com os seus rivais brasileiros (Tabela abaixo).



Eu considero esses dados muito importantes. É evidente que o objetivo principal/maior de um clube é conquistar títulos, mas existem caminhos a serem percorridos, maneiras de alcançar esta meta. E me parece claro que a participação, a familiarização com as decisões, a ambientação com a competição e o seu topo,  é importante para ganhar os campeonatos. Por isso eu não nunca concordei com a terra arrasada que é feita quando se fala no período sem títulos do Grêmio. É uma simplificação grosseira, por que numa rápida retrospectiva se percebe que, ao menos desde 2006, o Grêmio tem "chegado", não é mero coadjuvante nas competições que disputa. Foram finais, semifinais, G4 no Brasileirão, etc... Me parece que tudo isso ajuda a dar experiência ao time. E é razoável afirmar que essa experiência aumenta a perspectiva de títulos nas competições futuras. 

Folgo em saber que o Vanderlei Luxemburgo pensa da mesma forma. Ao menos é essa a leitura que fiz de uma recente entrevista sua ao jornal Zero Hora. Destaquei abaixo alguns trechos em que ele enfatiza essa idéia:


"Não tenha dúvidas de que o Grêmio vai entrar para ganhar, mas o mais importante é frequentar essa zona. O Corinthians campeão da Libertadores de 2012 nada mais é do que o fracassado do ano anterior. Não desistiu e ganhou o Brasileiro e a Libertadores praticamente com o mesmo elenco. O Fluminense campeão de 2012 tinha a mesma base do time que havia vencido em 2010. O Grêmio está forte, mas brigará com equipes que já estão prontas. Agora, se o trabalho é feito como o nosso, com planejamento, seriedade e sustentação, não tenho dúvidas de que poderá resultar na conquista de títulos." (Zero Hora - 12/01/2013)

 "Se eu disputar seis Libertadores seguidas pelo Grêmio, com certeza vou ganhar uma. É uma competição diferente. Estou familiarizado com o Campeonato Brasileiro. A Libertadores também é diferente para a equipe. Se não vencer um ano, tem que ver o que foi feito errado, manter a base e reforçar. São Paulo e Cruzeiro ganharam assim. Você amadurece a cada competição. Fui jogar em Bogotá (contra o Millonarios, pela Sul-Americana) e tinha na equipe uma porção de jogadores que nunca haviam enfrentado altitude, não sabiam como a banda tocava. Já será diferente dessa vez, eles já enfrentaram a dificuldade na derrota, obtiveram um amadurecimento de competição." (Zero Hora - 12/01/2013)


Outro ponto interessante mencionado por Luxemburgo é a continuidade da equipe (tema que abordei em julho do ano passado), a manutenção de peças e de uma ideia de jogo. Vejo que o Grêmio manteve para 2013 a base de equipe que tinha em 2012, fato que deve ser saudado efusivamente.  Esses aspectos objetivos me animam muito mais do que qualquer outros aspectos subjetivos, como sorte, coincidências, humor e estrela dos nossos protagonistas.