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sábado, outubro 11, 2014

Eleições para Presidente 2014 - Primeiro Turno


 Na última terça-feira, ocorreu o primeiro turno da eleição para a Presidência do Grêmio para o próximo biênio. 291 conselheiros votaram. Foram três votos em branco e um nulo. Os demais votos ficaram assim distribuídos:

Chapa 01 - Grêmio Novo -  Presidente: Jorge Eduardo Bastos - 20 votos
Conselho de Administração: Rodrigo Karan, Sérgio Bombassaro, João Burzlaff, Lucas Thadeu da Luz, Donato Hubner e Milton de Mello

Chapa 02 - Projeto Grêmio - Presidente: Pierre Gonçalves - 10 votos
Conselho de Administração: André Luís Morini, Rafael Hansen de Lima, Leandro Bortolini, Giuliano Vieceli, Cristiano Machado Costa e Leandro Vidal Nogueira

Chapa 03 - Somos Grêmio - Presidente: Nilton Cabistani - 10 votos
Conselho de Administração: Ricardo Gothe, Paulo Grings, Maurício Lacerda,  Renato Vieira, Diego Luz e Roger Ritter 

Chapa 04 - Nossa Casa Novas Conquistas Nosso Futuro - Presidente: Romildo Bolzan Jr - 140 votos
Conselho de Administração: Adalberto Preis, Antônio Dutra Jr., Claudio Oderich, Marcos Herrmann, Odorico Roman e Sergei Ignacio da Costa 

Chapa 05 - Grêmio Por Todos  - Presidente: Homero Bellini Jr. - 107 votos
Conselho de Administração: Airton Ruschel, Eduardo Magrisso, Émerson Rosa, Fernando Hackmann, José de Jesus Camargo e Juarez Aiquel

Conforme consta no site do clube: "Assim, as duas chapas, as únicas a obterem pelo menos 20% dos votos entre os 291 conselheiros que participaram do pleito, disputarão a preferência dos associados no dia 18 de outubro, em Assembleia Geral."

Ainda que possa parecer óbvio para muitos, considero importante deixar claro que eu votei na Chapa 05, por entender que a atual administração não é satisfatória, por ter participado da elaboração do projeto de gestão do Homero Bellini e por acreditar que ali está a melhor opção para comandar o clube nos próximos anos.

Apesar de ser uma tarefa cansativa e muitas vezes pouco recompensadora, eu me empenho em defender a democratização no Grêmio. Fico feliz em ver mais uma eleição acontecendo, apesar de entender que ainda são necessárias algumas correções no nosso processo democrático. Já disse inúmeras vezes aqui no blog que não gosto desse formato de primeiro turno dentro do conselho, especialmente com a cláusula de barreira. Mas esse é apenas um descontentamento meu com as regras e o formato da eleição. De resto eu me incomodo muito mais com a postura e atitudes de alguns participantes desse processo. E quanto a este aspecto é difícil sugerir mudanças que não sejam as de consciência.

O grande número de chapas concorrentes espanta não só quem acompanha de longe como também quem milita na política gremista. É evidente que existem diferenças nas ideias, nas maneiras que se acredita que o clube deve ser administrado. Mas essas divergências não são tão variadas ao ponto de justificar cinco chapas distintas. Essa pluralidade se explica muito mais pela disputa por espaço do que pela disputa por ideias. A busca pura e simples por poder, cargos e colocações, sem qualquer ideologia por trás, não faz o menor sentido pra mim. Tento me esforçar para não julgar ou tentar deslegitimar quem pensa o contrário, mas é bastante complicado presenciar algumas coisas como, por exemplo, ver um conselheiro que concorreu por uma chapa se engajar de maneira enérgica na campanha de outro candidato antes mesmo da  votação no 1º turno se encerrar.

Me parece que a ânsia pelo poder não pode justificar uma série de incoerências  que temos visto por aí (a insistente crítica a inserção da política partidária no clube foi esquecida agora?). Aliás, a ânsia pelo poder deveria somente servir como motivação para o aprimoramento na apresentação dos projetos que se tem para o Grêmio. Mas isso não é tão fácil, porque quem efetivamente está interessado em introduzir ideias para o cenário do clube como um todo, pensando grande mas com os pés no chão, acaba perdendo uma quantidade absurda de energia tentando refutar propostas fantasiosas ou tentando desestimular debates irresponsavelmente baixos, cheios de terrorismos baratos ("se A ganhar o Fulano sai"; "se B vencer tal coisa irá acabar")  e falsas ilações e associações ("tal grupo está ligado em Beltrano, porque lá em 19XX..."). E por mais essa discussão típica de "recreio de colégio" possa ser iniciada de  maneira inconsciente, sem segundas intenções,  ela fatalmente acaba desviando o foco dos assuntos realmente importantes e relevantes.

Apesar de todas essas constatações, eu ainda tenho esperança de ajudar a aumentar nível e a profundidade do debate. A razão final da disputa política dever ser sempre a melhora do clube.

domingo, outubro 27, 2013

Eleição para a presidência do Conselho Deliberativo


Na última terça-feira (dia 22 de outubro de 2013) ocorreu a eleição para a presidência do conselho deliberativo do Grêmio. Foi a primeira reunião com a nova composição do conselho. Ao contrário do que aconteceu na última vez, não houve consenso e dois candidatos disputaram o cargo. No total, 295 conselheiros compareceram e assim distribuíram seus votos:

- Chapa 1: Milton Camargo ( Vice Jorge Bastos)  151 votos
- Chapa 2: César Pacheco ( Sergei  da Costa) 138 votos
- 3 votos nulos e 3 votos em brancos. 

Eu votei no Milton. Porque acho que era o candidato mais qualificado para o cargo e também porque acho que era certo dar alguma continuidade ao trabalho que Raul Régis fez na presidência do conselho (Milton foi vice no segundo mandato do Régis). 

Eu sei que o tema é polêmico mas defendendo que os conselheiros deveriam abrir seus votos. O ideal seria que todos fundamentassem para os sócios interessados suas decisões no conselho, mas isso talvez seja um exagero. Entendo que os conselheiros são representantes dos sócios (e não de si mesmos) e por uma questão de transparência, o mínimo que deveriam fazer era informar a maneira que votam dentro do conselho.

segunda-feira, setembro 30, 2013

Eleição para o Conselho Deliberativo 2013

Neste sábado, se encerrou a eleição para a renovação da metade das cadeiras do Conselho Deliberativo do Grêmio. Segundo o site do clube, os números finais do pleito foram os seguintes:

 4.670  sócios votaram por correspondência e 3.854 sócios compareceram na Arena no dia 28 para votar, totalizando assim 8.524 votos, distribuídos da seguinte forma:

Chapa 01 - Grêmio do Prata - 804 votos (9,5%)
Chapa 02 - Faixa no Peito - Unido e Vencedor - 2509 votos (29,5%) 
Chapa 03 - Nação Tricolor - 462 votos (5,4%)
Chapa 04 - Juntos pelo Sócio - 1.122 votos (13,2%)
Chapa 05 - Grêmio Maior - 1.354 votos (15,9%)
Chapa 06 - Somos Grêmio - 454 votos (5,3%)
Chapa 07 - #VemproGrêmio - 1.790 votos (21,1%) 

Apenas as chapas 2 e 7 superaram a a cláusula de barreira, que é de 20%. A chapa 2 elegeu 88 conselheiros titulares e 18 suplentes, enquanto a chapa 7 elegeu 62 conselheiros titulares e 12 suplentes.

Como já disse aqui, fiz campanha para a chapa 7. Estive durante todo o sábado na Arena, e o clima que vi lá era muito bom. Talvez o mesmo não se possa dizer em relação a outros debates feitos, especialmente na internet (em focos bem localizados), mas com certeza houve uma significativa melhora em relação a eleições anteriores.

Era imaginado que com o grande número de chapas poucas delas conseguiram superar a cláusula de barreira. O que é uma pena. E não digo isso por casuísmo, mas sim por sempre defendi a inexistência desse tipo de norma. Entendo que até possam existir mecanismos para impedir as chamadas "candidaturas aventureiras", mas não parece que seja correto e justo descartar votos dos sócios nesse processo. Na prática é isso que acontece. Contudo é preciso reconhecer que já houve uma evolução, o percentual que foi reduzido de 30% para 20% em 2011. A marca anterior não foi ultrapassada por nenhuma das chapas que concorreram nessa ocasião. Acho salutar que sejam feito debates nesse sentido, mas sem casuísmos, populismo e oportunismo.

Outro dado que me chama a atenção é o comparecimento dos sócios na eleição. Num total de mais de 37 mil sócios aptos a votar, cerca de 8.500 exerceram o seu direito, o que dá um comparecimento de 22, 7%. Não é um número de todo o ruim na comparação com o histórico de comparecimento de sócios. Contudo é preciso considerar que, assim como em 2012, havia a facilidade da votação pelo correio. Eu entendo algumas dificuldades, mas não posso deixar de considerar que há algum descaso de grande parcela do quadro social do clube com o processo democrático. E creio que a abstenção consciente, como forma de protesto, não funciona e não colabora com o futuro do Grêmio. Mas vou continuar com essa e outros considerações sobre as eleições em um outro post.


sábado, agosto 17, 2013

Iniciada a eleição do Conselho do Deliberativo

Encerrou ontem o prazo para inscrições de chapas para a eleição que renovará a metade das cadeiras do conselho deliberativo do Grêmio. 7 chapas foram inscritas. Num primeiro momento tal número pode parecer exagerado. É de se questionar se há tanta variedade de ideias/discurso para justificar tamanha pluralidade. Mas há também como encarar tal cenário de forma otimista. O grande número de postulantes é um indicativo claro de que há forte interesse dos sócios em fazer parte da política do clube e o clube vem se mostrando bem mais aberto a participação democrática.

É uma questão de abertura e de uma certa proporcionalidade. Em 2004 havia 6 mil sócios aptos a votar, e eram 2 as chapas concorrentes. Em 2007 foram registradas 3 chapas para um universo de 10 mil aptos a votar.  3 chapas  também foram inscritas em 2010, quando o eleitorado era de 28 mil sócios. Para a eleição do dia 28 de setembro, teremos mais de 37 mil sócios aptos a votar. Era de se esperar  que o número de candidatos acompanhasse o crescimento que o quadro social teve nos últimos anos.

Eu tenho posição firme e aberta nessa eleição. Sigo apoiando a ideia de que é preciso se distanciar do dualismo personalista que vem dominando o Grêmio nos últimos anos. Creio que não há mais espaço para tanto. Para isso acredito que é preciso criar alternativas, mas alternativas viáveis, responsáveis, que tenham a inteligência, capacidade e maturidade para fazer as mudanças necessárias na mentalidade do clube. Foi isso que busquei fazer em 2012, ao colaborar com a candidatura de Homero Bellini Junior para a presidência. Fico feliz que em 2013 mais grupos e mais pessoas tenham se filiado a essa ideia. Por isso votarei e trabalharei pela chapa "Grêmio de Todos" na eleição do dia 28 de setembro.

Não sou maniqueísta e reconheço virtudes e acertos em diversas outras chapas. Mas as divergências, as diferenças (por mais que possam tentar ser disfarçadas) existem, e por isso a disputa se faz presente. E não vejo mal nenhum em termos uma disputa.

Não consigo concordar com algumas pessoas que tentam atribuir toda a culpa dos insucessos futebolísticos do Grêmio nos últimos anos a disputa política. Temos várias maneiras de administrar um time de futebol, e entre elas se destacam duas formas: Uma é a do clube com dono ( Ex: Milan, Chelsea, Manchester United), que coloca o seu dinheiro e assim pode mandar e desmandar no time. Outra seria a do clube composto por sócios (Ex: Barcelona, Bayern de Munique, Boca Juniors) que elegem seus representantes para gerir o time. Não há e nunca houve nenhuma notícia de que o Grêmio pudesse ser vendido para um dono, assim é possível encaixar o tricolor nesse segundo "modelo" de clube.

Nunca é demais lembrar que o Barcelona, paradigma de sucesso no futebol nos últimos anos, vive intensa disputa eleitoral. Joan Laporta, sofreu uma "moção de censura" que visava afasta-lo da presidência do Barça em 2008. No ano seguinte ele permaneceu no comando e o time ganhou todos os títulos que disputou. Ainda assim, ele não conseguiu eleger o seu sucessor, sendo derrotado por Sandro Rossel, que conquistou o título mundial em 2011. Como se vê, disputa política não afasta o Barcelona dos troféus. Devem ser poucos os barcelonistas que reclamam das eleições. E aqueles que não gostam de exemplos tão longínquos e costumam achar "que a grama do vizinho é sempre mais verde" precisam se ater ao fato de que a última eleição do co-irmão teve nada menos do que 6 chapas concorrendo as vagas do conselho deliberativo

É certo que as eleições não são um fim si mesmo, mas tenho séria desconfiança de quem tem ojeriza a elas. Qual a alternativa que estes propõem? Será que desconhecem a célebre frase de Churchill: "A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos"



quarta-feira, junho 12, 2013

Minhas impressões sobre a reunião do conselho de 11 de junho de 2013

Deixo aqui algumas das minhas impressões e considerações sobre a reunião do conselho deliberativo realizado ontem. Tentarei fazer um relato mais detalhado e objetivo sobre a sessão em outro post.

A condução dos negócios da Arena é um assunto que tem ocupado muito do noticiário gremista. Eu estava bastante chateado com a forma que a coisa vinha se encaminhando, por isso fui um dos conselheiros que assinou um requerimento exigindo um reunião do conselho para tratar do tema. Como já é sabido, a reunião chegou a ser marcada para o dia 15 abril, mas acabou sendo adiada a pedido da direção do clube. Passou-se certo tempo e por fim foi designada a data de 11 de junho para uma nova reunião, tendo a "Alteração nas relações contratuais" na ordem do dia. 

Muito se ouvia falar da renegociação entre Grêmio e OAS, mas eram raras as manifestações oficiais. Mais raras ainda eram as informações disponíveis para os conselheiros. Diante disso, eu (juntamente com outros colegas conselheiros) requeri acesso aos documentos referentes a nova negociação. Até agora não obtive resposta. Aos poucos alguns detalhes do novo contrato eram divulgados, e esses revelavam sérias mudanças nas bases do negócio. Ainda assim a matéria só foi apresentada as comissões do conselho na noite da segunda-feira, prejudicando a análise das mesmas.

Diante disso eu considerava que seria extremamente complicado tomar qualquer tipo de decisão na noite de ontem, mas achei por bem esperar para ver o que a atual administração tinha para apresentar. Pois bem, o presidente Fábio Koff e conselheiro Irany Santana Jr. introduziram a apresentação do trabalho realizado pela consultoria Quantitas, feita por Wagner Salaverry. A apresentação foi longa e visava demonstrar a necessidade de se renegociar o contrato firmado entre Grêmio e a OAS. Depois da apresentação eu consegui entender um pouco melhor quais eram as mudanças pretendidas pela atual diretoria do Grêmio, mas eu ainda estava longe de poder firmar convicção sobre o tema. Não duvido que o trabalho tenha sido fruto de um longo estudo, mas discordo de algumas premissas que vi ali e da forma que alguns números foram contabilizados/dimensionados/considerados. Não poderia, somente com base naquela apresentação, concordar (ou mesmo discordar) com as mudanças pretendidas.

Os debates que aconteceram durante a noite mostraram que eu não era o único a ter dúvidas em relação ao que foi apresentando. Decidiu-se portanto em adiar a reunião para a próxima segunda-feira, ficando o contrato a disposição dos conselheiros e das comissões do órgão deliberativo. Me parece que fica melhor assim, tal situação é mais condizente com a forma que vem sendo conduzido o projeto Arena e mais condizente com os princípios de transparência e governança que, creio eu, devem orientar o clube.

A reunião foi um tanto tensa. Por vezes as discussões se acaloraram e o tom foi elevado. Creio que tal situação é natural, tendo em vista o longo período de espera para discutir o tema. Acho melhor que os assuntos sejam discutidos no conselho, ainda que lá ocorram alguns excessos. Me parece que uma conversa franca, de peito aberto e olho no olho é mais salutar do que uma discussão feita por aspones, declarações anônimas e notícias plantadas. Acho que o encaminhamento dado, depois de ouvidas a grande maioria dos representantes políticos gremistas, foi acertado.

Por fim, deixo um exemplo de como as coisas as vezes fogem do controle quando o debate é disperso: Ontem, correligionários do presidente Koff se manifestavam em redes sociais ridicularizando e/ou considerando uma heresia um eventual pedido de mais prazo para apreciação da matéria. Na reunião, após feitas as apresentações a manifestações, conselheiros da situação (entre eles Renato Moreira, vice-presidente do clube) também se associaram aos pedidos de prorrogação da decisão, no que concordou o presidente.

quarta-feira, setembro 26, 2012

1º turno da eleição para Presidente



Ontem, no Conselho Deliberativo, ocorreu o primeiro turno da eleição para a presidência do Grêmio em 2013/2014. "Participaram do pleito 314 conselheiros, sendo 22 suplentes, um quórum recorde na história do Clube". O resultado foi o seguinte. 

Chapa 1 - Fábio Koff: 93 votos (29,71%)
Chapa 2 - Eldir Antonini 2 votos (0,63%)
Chapa 3 - Homero Bellini Jr: 67 votos (21,40%)
Chapa 4 - Paulo Odone: 151 votos (48,24%)
 e 1 voto nulo.

Disse em inúmeras ocasiões que julgo ser inadequada essa forma de votação em primeiro turno dentro do conselho. Até entendo que os conselheiros possam fazer algum tipo de controle (ou aval) sobre as candidaturas, mas não concordo com a idéia do conselho decidir sozinho a eleição.

Mas essa é a regra e temos que obedecer. Em razão do acima exposto, eu fui um dos conselheiros que assinou a inscrição da Chapa 2 do Grêmio do Prata. Infelizmente eles não conseguiram votos suficientes para disputar a eleição junto ao associado. 

Já tinha aberto o meu voto em Homero Bellini Jr. E não é novidade para ninguém que sou integrante do Movimento Grêmio Independente. Tenho motivos objetivos e subjetivos para justificar a minha escolha, mas em suma digo que considero o Homero o candidato mais adequado para o momento e para o futuro do clube. Acho que é dele a candidatura que tem a chapa mais heterogênea e mais capacitada e que possui o projeto mais factível para o Grêmio. Mas respeito as opiniões divergentes e vejo virtudes em todas outras candidaturas.

Foi um noite bem fria no Olímpico ontem, com algumas pessoas ocupando o pátio (entre os quais muitos ex-conselheiros). O conselho em si estava bem cheio, contando com a presença de muitos membros que não costumam aparecer nas sessões ordinárias. Mas o clima era bom, cordial e a eleição transcorreu de forma pacífica e organizada.

Acho importante ressaltar como foi importante a redução da cláusula de barreira de 30% para 20%. Não tivesse sido promovida essa alteração (em duas ocasiões ela não foi) nós não teríamos eleições no pátio.

Outro dado importante é que a votação serviu para desmentir uma série de inverdades repetidas nos últimos anos. A principal delas talvez seja aquela frase irresponsável que afirma que o "presidente Odone domina/controla o conselho".

Eu fiquei feliz com o resultado. Teremos 3 candidatos no pátio. Acho importante que a escolha seja feita pelo sócio. Se o sócio vai escolher sabiamente aí já é uma outra história, mas isso faz parte da democracia.




sexta-feira, agosto 03, 2012

Reunião do Conselho - 30 de Julho de 2012


A pauta da reunião do conselho de 30 de julho de 2012:

Em regime ordinário:
1) Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do segundo trimestre de 2012;

Em regime extraordinário:
1) Apreciar e deliberar sobre proposta de reforma estatutária objetivando implantar a categoria de “Conselheiro Jubilado”, a ser inserida no capítulo pertinente ao Conselho Deliberativo (art.63 e seguintes do Estatuto Social);

2) Apreciar e deliberar sobre proposta de concessão do título de “Atleta Laureado” ao associado e ex-atleta Danrlei de Deus Hinterholz;

3) Apreciar e deliberar sobre proposta de antecipação, para a segunda quinzena do mês de setembro (dia 25), da sessão de aprovação das chapas concorrentes aos cargos de Presidente e Vice-Presidentes do Grêmio na eleição deste ano.

Foi uma sessão extensa, bastante cansativa. Antes do inicio da pauta propriamente dita, o conselheiro Paulo Luz fez um relato do trabalho do Fórum de Debates e entregou um relatório, assinado pela imensa maioria dos movimentos, ao presidente Raul Régis.

O presidente Paulo Odone falou sobre a prorrogação do contrato com a Globo, sobre as luvas recebidas e afirmou que o Grêmio foi o 12º dos 18 clubes que já firmaram tal prorrogação. Mencionou ainda a questão da migração e das receitas do quadro social.

O executivo geral do Grêmio, Cristiano Koehler, apresentou os números do segundo trimestre, detalhando valores das vendas de atletas (Mário Fernandes, Misael e Victor). Falou também sobre os valores da folha do futebol e sobre a rescisão de Caio Jr.

A leitura do parecer do Conselho Fiscal foi feita pelo conselheiro Jeferson Thomas e na sequência o conselheiro Donato Hubner apresentou a manifestação da comissão de finanças. A palavra foi colocada a disposição e sobre este temas os conselheiros Leandro Vidal Nogueira, Pierre Gonçalves, José Paulo Aráujo, Irany Sant´anna Junior, Nilton Mello, Afonso de Morais, Antonio Frizzo, Edson Berwanger, Nestor Hein, Gustavo Schmitz, Eduardo Magrisso, Marco Scapini e Diego Casagrande fizeram perguntas e/ou manifestações.

Foi colocada em apreciação a proposta dos conselheiros jubilados, tendo o conselheiro Clodoaldo da Silveira feito uma rápida apresentação dos motivos da mesma. Os conselheiros Afonso de Morais, Antônio Cruz e Hermes Duarte Jr falaram, tendo o último sugerido que os conselheiros jubilados também tivesse garantido o direito a voto. Nisso o presidente Raul Régis disse que tal acréscimo contrariava o espírito da mudança proposta, mas que o conselheiro poderia encaminhar tal pedido posteriormente. A proposta foi aprovada.

Foi colocada em discussão a proposta de láurea ao ex-goleiro Danrlei. O conselheiro Rui Costa do Santos apresentou o relatório da uma comissão designada para analisar o caso, composta pelos conselheiros Ney Fontana Feijó, Sergei Ignácio Assis da Costa, Mlton Kuelle, Sérgio Beckelli e Rui Costa. O parecer era favorável a láurea. A palavra foi colocada a disposição e os conselheiros Antônio Cruz, Mario Bernd, Nestor Hein, José Paulo Aráujo, Nilton Mello, Adalberto Preis, Clodoaldo da Silveira, Alberto Brentano, Roberto Sommer, Rafael Vallandro, José Mickelberg, Fernando Di Primio, Homero Belini Jr, Antonio Frizzo e Denis Abrahão. A concessão do título foi aprovada.

É importante referir que o presidente Raul Régis esclareceu que a láurea NÃO subsitui os requisitos para o sócio se candidatar a presidência do clube.

Por último, foi abordada a sugestão de antecipação da data do "primeiro turno" da eleição de 2012. O conselheiro Francisco José Moesch explicou a necessidade de tal mudança, em função da nova sistemática de votação por correio e do uso de urnas eletrôncias do TRE no segundo turno. Os conselheiros Antonio Carlos Maineri, Leandro Vidal Nogueira e Pierre Gonçalves fizeram uso da palavra.

terça-feira, junho 26, 2012

Reunião do Conselho - 25 de Junho de 2012


A ordem do dia da reunião do Conselho Deliberartivo era a seguinte:

" Tomar ciência do andamento do Projeto Arena pela Grêmio Empreendimentos, com a apresentação de relatórios referentemente à migração dos associados, à evolução das obras e às conclusões da Comissão de planejamento da transição do Olímpico para a Arena"

A reunião começou com Eduardo Antonini fazendo um detalhamento do andamento do processo de migração dos sócios. Foi dito que 15 mil sócios já fizeram a migração (sendo mais de 4 mil via web e mais de 10 mil via presencial no quadro social). Nesse processo foram feitas 2 mil novas associações e 1300 regularizações. Alguns outros dados interessantes:

- Em cerca de 55% das migrações os sócios optaram por lugares "melhores/mais caros" do que ocupam hoje.

- Até o momento, o setor da geral tem menos de 20% de ocupação. Já as cadeiras altas de R$ 169,00 são as mais procuradas, havendo a possibilidade de se converter alguns setores de R$ 120 em de R$ 169,00 (Na minha opinião, pesa a questão do lugar marcado)

- Pelos números apresentados na reunião, cerca de 50% dos sócios do Grêmio são da modalidade sócio torcedor (sendo 36% Sócio torcedor diamante e 14% sócio-torcedor ouro)

Depois disso foi apresentado, por Jerri Ribeiro, o trabalho da Price sobre a processo de transição para a arena. As informações passadas foram classificadas (pela PWC) como sigilosas.

Por último, sócio diretor da Muse & Mather Emilio Roca fez a apresentação de um projeto para o memorial a ser desenvolvido na arena. Explicou que a área do atual memorial é de 765 metros quadrados, passando para 1505 na Arena (Um setor de uniformes, por exemplo, teria espaço de 70 metros quadrados). Foi defendida a idéia de um museu "vivo", interativo, com luz, voltado também para o público infantil.

Pelo o que eu entendi da explicação do Presidente Paulo Odone, a decisão de investir no museu ainda passará pelo crivo do conselho deliberativo.

A palavra foi colocada a disposição e os conselheiros José Pedro Goulart, Carlos Gerbase, Antonio Carlos Azambuja, Onélvio Paes, Fábio Andretta, Roberto Sommer, Edson dos Reis e Rubem Franco fizeram manifestações/questionamentos. Destaco a pergunta do conselheiro Edson dos Reis, sobre uma possível limitação de opçoes para quem é socio-torcedor.

quarta-feira, maio 02, 2012

Reunião do Conselho - 26 de Abril de 2012

A reunião do Conselho Deliberativo de 26 de abril de 2012 teve a seguinte pauta:

a) Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do primeiro trimestre de 2012;

b) Assuntos gerais.


Antes apresentação dos números, o conselheiro Marcelo Aiquel pediu a palavra para pedir desculpas ao conselheiro Luciano Hocsman, por uma manifestação feita na reunião anterior.

Depois disso, a reunião foi muito parecida com as demais sobre exame de demonstrativos contábeis.

O diretor financeiro Mauro Rosito apresentou os números do trimestre, detalhando quanto foi orçado e quanto foi realizado em cada rubrica.

O conselheiro Jeferson Thomas leu o parecer do Conselho Fiscal, também registrando, em termos percentuais, quanto o do orçamento já havia sido executado/realizado em diversos itens, como receitas publicitárias e departamento de futebol.

O conselheiro Donato Hubner apresentou a manifestação da comissão de finanças, que comparava os números do mesmo período de 2012 em 2011, como no resultado do exercício, despesa com futebol, receita do quadro social e receita da Grêmio Mania. Foi apresentado o número de sócios em dia, assim como o número de sócios com até uma ano de atraso e o número de sócios inativos (com mais de um ano de atraso)

Representando o presidente Paulo Odone, o vice-presidente Eduardo Antonini fez algumas breves considerações e anunciou a venda de dois atletas, que só deixaram o clube após o término da Copa do Brasil.

A palavra foi colocada a disposição e os conselheiros Paulo Ferrer, Renato Moreira, Saul Berdichevski, Paulo Pieretti, Fernando Di Primio, André Kruse e Gilberto Kroeff fizeram questionamentos/manifestações.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Reunião do Conselho - 29 de novembro de 2011


1) Decidir sobre pedido do Conselho de Administração de suplementação do orçamento para o exercício de 2011;
2) Discutir e votar o orçamento do exercício de 2012.




A sistemática foi praticamente a mesma de todas as outras reuniões sobre este tema de orçamento/finanças.



O executivo geral do Grêmio, Cristiano Koehler, apresentou os números de 2011 (despesas e receitas realizadas) e o pedido de suplementação. Depois, apresentou o orçamento para 2012, que foi definido como mais "conservador em receitas e mais realista em despesas". Foram definidos algums objetivos para o time no próximo ano (que são bem mais realistas do que os previstos para 2011). Foi mencionado que o clube se empenhará mais no cumprimento do orçamento com o aumento de receitas e diminuição de despesas. Estariam sendo implementadas as recomendações referentes aos controles internos feitas pela auditoria externa. Foi dito que a idéia é de que não haja antecipação de verba de TV em 2012, ficando essa atrelada ao fluxo de caixa. Foi dito que o clube tem trabalhado na questão da criação de indicadores e governança corporativa. Foi revelado o valor da folha para 2012, bem como o valor gasto com algumas consultorias (mudança para arena, plano de negócios da arena).

O conselheiro Odorico Roman leu o relatório da Comissão de Finanças, apontando o quanto as receitas e as despesas ficaram acima do orçado. Foi dito, que sem a verba do novo contrato da Globo o pedido de suplementação seria semelhante ao de 2010. Foi enfatizada a necessidade se usar o orçamento como "peça de gestão". E em relação ao orçamento de 2012, foi dito que a perspectiva era não haver necessidade de antecipação de receitas.

O conselheiro Roberto Sommer, leu o parecer do Conselho Fiscal e a palavra foi colocada a disposição dos conselheiros.

Eu fiz as seguintes perguntas em relação aos indicadores/governaça corporativa: Quando esses índices seriam apresentados no conselho? Se já serão aplicados no ano de 2012? E se estas medidas abragem as constantes recomendações feitas pela comissão de finanças e conselho fiscal de usar o "orçamento como peça de gestão" e de se criar "um manual de normas e procedimentos"?

O conselheiro Pierre Gonçalves leu uma manifestação em nome do Movimento Grêmio Democrático, mencionando que os conselheiros do grupo passaram o 1º ano do mandato aprendendo/entendendo os meandros do clube e do conselho. Registrou que o movimento aprova o orçamento de 2012, mas iria rejeitar o pedido de suplementação para 2012.

O conselheiro José Paulo Araújo perguntou sobre o condomínio de credores, no que foi esclarecido o montante que ainda é devido e que o mesmo se encontra perto do fim.

O conselheiro Homero Belini Jr. disse que, infelizmente, a sua manifestação seria muito parecida com a de anos anteriores, dizendo que era necessário uma mudança de paradigma, lembrando do que Luiz Carvalho fez no seu mandato como presidente.

O conselheiro Jorge Bastos disse acreditar que o orçamento de 2012 será cumprido.

O conselheiro Zé Pedro Goulart lembrou do paradoxo do futebol, de situações em que o time está ameaçado de rebaixamento ou na iminência de um título e se vê com necessidade de fazer um gasto extra e descumprir o orça
mento.

O conselheiro Ricardo Gothe lembrou a sua experiência no setor público, junto ao prefeito Fortunatti e lembro que o orçamento representa a intenção de uma entidade.

O conselheiro Sergio Bombassaro questionou o percentual da arreacação do clube que é destinado ao futebol.

O conselheiro Juarez Aiquel perguntou sobre a da consultoria contrada para transição para arena, questionando se isso não estava contemplado no aditivo da arena. Foi esclarecido que eram questões distintas.

O conselheiro Antônio Vicente Martins lembrou da cultura do clube, que possui mais de cem anos, que não é tão simples de se mudar.

O presidente Paulo Odone fez uma longa manifestação, passando pelos números apresentados, por propostas por jogadores que ele recusou (que caso fossem aceitas poderiam "zerar" os números do ano), da saída de Roth, da contratação do novo treinador, mencionando que é preciso dar respaldo para ele num momento de dificuldade, da contração do Kléber e de outros assuntos. Pediu para que o Movimento Grêmio Democrático não votasse contra a suplementação, no que o conselheiro Pierre Gonçalves esclareceu o grupo mudou o voto, se dando por satisfeito com o debate que foi feito no conselho.

Então o pedido de suplementação e orçamento para 2012 foram colocados em votação e aprovados.

Por mais elementar que possa ser, eu achei positivo que o clube adote medidas mais conservadoras na montagem do seu orçamento para o próximo ano.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Reunião do Conselho - 27 de outubro de 2011

A ordem do dia da reunião do Conselho Deliberativo do dia 27 de outubro de 2011 era a seguinte: "Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros do terceiro trimestre de 2011"

Mauro Rosito, diretor financeiro do clube, apresentou os números, detalhando o quanto de receita e despesa havia sido orçado para o período e o quanto foi efetivamente realizado até então. Mencionou que os salários estão em dia e chamou a atenção para a necessidade de um orçamento mais preciso.

O Presidente da Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo, Carlos Biedermann, apresentou um compartivo de diversas contas entre 2010 e 2011, em especial o defícit do clube (ressaltando o impacto positivo que as luvas do contrato com a globo em 2011). Reiterou que o gasto do futebol extrapolou o limite das receitas advindas de verbas de TV + Rendas. Garantiu que é no TimeMania se encontra o maior passivo do clube. Apresentou o saldo do condomínio de credores. Mencinou que as receitas da Grêmio Mania cresceram em 25% em relação a 2010. Repetiu que a inauguração da Arena é uma grande oportunidade para mudar processos dentro de clube e lembrou da necessidade de se criar mais indicadores para a gestão.

O conselheiro Roberto Sommer, afirmou que o Conselho Fiscal recebeu todos os documentos referentes ao aditivo ao contrato da Arena e garantiu que foram adotas as recomendações feitas na sessão de 29 agosto. No parecer do conselho fiscal era dito que o cenário indicava a necessidade de pedido de suplementação orçamentária (como invariavelmente vem acontecendo). Repetiu a sugestão de que o clube criasse um "manual de práticas contábeis".

sexta-feira, outubro 14, 2011

Reunião do Conselho - 06 de outubro

A ordem do dia da Reunião do Conselho Deliberativo de 06 de outubro era a seguinte:

Apreciar e deliberar sobre as seguintes propostas de alteração estatutária:

- Inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio.
- Obrigatoriedade de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo.
- Obrigatoriedade nos processos eleitorais, de registro de chapas unicamente por grupos organizados de associados.
- Impossibilidade de candidato integrar mais de uma chapa concorrente ao Conselho Deliberativo.Exceção


As propostas foram previamente encaminhadas para os conselheiros via e-mail, uma iniciativa que merece ser louvada.

Devido ao baixo quorum (eram necessários 158 conselheiros para para deliberar sobre mudanças de estatuto) o início da sessão foi adiado em mais de 30 minutos. Nunca é demais dizer o quão constragedora é essa situação.

O presidente em exercício do Conselho, Milton Camargo, iniciou a sessão informando que a proposta sobre a necessidade das chapas serem inscritas unicamente pelos chamados grupos políticos foi retirada de pauta por pedido de quem a propôs. Depois disso as demais proposições foram discutidas e votadas. O resultado foi bem relatado pelo site do clube:

"Na reunião, foi aprovada por unanimidade a inclusão do denominado requisito "Ficha Limpa" para eleições aos conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio. Também foi aprovada a obrigatoriedade de nomeação das Comissões Permanentes do Conselho Deliberativo. No entanto, por maioria dos votos, foi rejeitada a proposta que impossibilitava um candidato de integrar mais de uma chapa concorrente ao Conselho Deliberativo."

A questão da ficha limpa foi alvo de algumas ponderações e dúvidas, na sua maioria em relação a questões dos crimes ambientais. Nisso a proposta recebeu uma alteração e foi aprovada.

O tema que gerou maior debate foi a proposta de um candidato ficar impedido de concorrer ao conselho deliberativo em mais de uma chapa. Aqui eu entendo que ocorreu um conflito conceitual sobre qual o papel do conselheiro, onde alguns pensam que o conselho deliberativo é o lugar de "grandes gremistas, com serviços prestados ao clube" e outros entendem que o conselho é órgão de representação do associado perante o clube. Os conceitos não são totalmente excludentes, mas na minha avaliação era isso que permeava as manifestações feitas. Achei que pouco foi falado no direito de escolha do sócio. Por fim, numa votação disputada a proposta foi rejeitada.

Eu votei a favor de todas as alterações. Acho que a "ficha limpa" é um tanto inócua, de difícil aplicação, valendo mais pelo seu aspecto simbólico. A questão de nomes repetidos em mais de uma chapa é algo que sempre me incomodou (mas é preciso reconhecer que tal aspecto melhorou bastante na última eleição) .

Entretanto, eu acho que essas questões de ficha limpa e nomes repetidos não necessariamente precisariam ser reguladas por disposições estatutárias, devendo ser sim preocupações de quem vai votar, de iniciativa dos próprios candidatos e, principalmente, de quem monta as chapas.

terça-feira, setembro 06, 2011

Reunião do Conselho - 5 de setembro de 2011

A ordem do dia era a seguinte:

"Apreciar e deliberar sobre propostas de alteração estatutária objetivando a inclusão do denominado requisito “Ficha Limpa” para eleições aos Conselhos de Administração e Deliberativo do Grêmio."

Conforme o Artigo 69, §8, "c" do Estatuto do Grêmio uma mudança de estatuto precisa ser aprovada pelos "votos favoráveis da maioria dos membros do Conselho Deliberativo".

O Presidente Raul Régis iniciou a sessão lendo um requerimento para incluir o ex-presidente Hélio Dourado na calçada da fama, que foi prontamente aprovado pelo conselho.

Depois disso, foi esclarecido o requisito do artigo acima citado, que se fazia necessária a presença de 158 conselheiros na sessão. Contudo, apenas 127 conselheiros titulares haviam assinado a lista a de presenças, o que inviabilizou a votação.

O fato é revoltante. A sensação de que fica é de estar assumindo um papel de palhaço, indo até o Olímpico, com a disposição de colaborar e nada poder fazer em função da omissão de alguns conselheiros.

Depois disso alguns conselheiros fizeram considerações sobre o projeto e sobre a aplicação do artigo 66 do estatuto (que regula a frequência dos conselheiros).

O presidente Raul Régis esclareceu que a proposta da "ficha limpa" foi inicialmente encaminhada pelo ex-presidente Luiz Carlos Silveira Martins, mas que a eles se juntaram diversos movimentos no pedido. Raul Régis garantiu ainda que a proposta poderia ainda ser votada antes da assembleia geral que apreciará as mudanças aprovados pelo conselho e que, até o final da tarde, 58 conselheiros haviam justificado as suas ausências.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Votação da Reunião do Conselho - 1º/setembro/2011

A reunião do conselho de ontem foi triste. O clima era pesado e melancólico ao mesmo tempo. Farei um relato mais detalhado depois. Aqui eu vou apenas tentar esclarecer o que foi votado.

Depois da leitura do parecer da Comissão para Assuntos Legais e Estatutários e algumas intervenções foi submetida ao conselho a seguinte votação:

- Aprovo integralmente o parecer da Comissão de Assuntos Legais e Estatutários (Reabertura do processo sob o aspecto ético disciplinar)

- Não aprovo por entender que o processo está encerrado em face da decisão do CD de 13.08.07 e seus efeitos

Eram esses os votos possíveis. Não estava sendo posta em votação exclusão do ex-presidente Guerreiro, não estavamos votando sobre os efeitos da decisão do processo judicial, tampouco está sendo avaliada a gestão do ex-presidente Guerreiro e/ou do período da ISL.

Como já tinha dito no twitter, a reunião de hoje passava muito pelo que foi decidido pelo conselho no dia 13 de agosto de 2007. Eu não era conselheiro naquela época. Na semana passada, estive no Olímpico, lendo a ata daquela sessão, para me inteirar do que havia sido discutido e decidido na ocasião. A decisão foi clara:



“foi decidido que não haveria a suspensão do processo para aguardar a decisão do Poder Judiciário”

[...]

“foi decidido que o processo seria arquivado, com exclusão dos associados apenas se houver sentença condenatória com trânsito em julgado”


No meu entender, a única discussão possível no conselho era se houve ou não uma sentença condenatória com trânsito em julgado, mas não era isso que estava sendo votado.

Assim sendo, a questão do processo administrativo (dentro do Grêmio) já estava decidida desde 2007. Repito que não era conselheiro em 2007, discordei do decidido na época e sigo discordando. Ocorre que tal decisão é soberana, não havendo, infelizmente, um justo motivo para alterá-la.

Desse modo, votei por não aprovar o parecer. Não foi uma decisão fácil, refleti bastante sobre o meu voto, discutindo o caso com colegas advogados, magistrados, conselheiros e sócios. Estou com a consciência tranquila pela decisão que fiz, baseada na técnica e na racionalidade.

O resultado final da votação foi a seguinte: 66 conselheiros aprovaram o parecer, 101 conselheiros não aprovaram e 10 conselheiros se abstiveram.


quarta-feira, agosto 31, 2011

Reunião do Conselho - 29 de agosto de 2011


A ordem do dia da reunião do conselho deliberativo de Grêmio em 29 de agosto de 2011 era a seguinte:

1) Tomar conhecimento do andamento do Projeto Arena pela Grêmio Empreendimentos;

2) Conhecer, apreciar e deliberar sobre aditivo ao Contrato da Arena celebrado entre o GRÊMIO e a OAS;Link
Foto: Mauro Schaefer (Correio do Povo)

Foi uma reunião longa, começando um pouco antes das 20:00 e terminando após a meia-noite. No início da sessão estavam presentes 192 conselheiros efetivos e 21 suplentes.

O conselheiro Giuliano Vieceli postou vários dados informados na reunião no Blog Grêmio Arena.

A primeira informação da noite foi a de que a Arena já tem 31% da obra executatada.

O arquiteto da Plarq, Pedro Santos fez uma apresentação detalhando todas as mudanças feitas no projeto, garantindo que o Grêmio terá a Arena mais funcional do Brasil.

Da mesma forma, o diretor da OAS, Carlos Eduardo Barreto, disse que no momento 1.100 funcionários trabalhavam na obra e listou algumas das ações da empreiteira no projeto. Lembrou a questão do financiamento e disse que era importante uma definição do conselho sobre o aditivo, tendo em vista que até então a OAS vinha usando capital próprio na obra e precisaria de financiamento daí em diante.

O integrante da Grêmio Empreendimentos, Conselheiro Sérgio Pegoraro, recomendou que todos visitassem o canteiro de obras para ter uma idéia da magnitude da construção. Contou ainda que questionou o arquiteto Pedro Santos, sobre qual patamar ele colocaria a Arena do Grêmio entre todos os estádios que ele conhecia, e o português respondeu que ela estaria dentro de um "top 5" mundial.

Na sequência, Eduardo Antonini passou a explicar o aditivo ao contrato da arena. Mencionou a certificação LEED, que somente 84 estádios no mundo possuem. Disse que a construção de uma subestação de 69 kV implicaria numa economia mensal de R$ 174 mil em relação a estação de 13,8 kV. Explicou ainda o aumento da capacidade ( e alocação das novas cadeiras), bem como as mudanças nas condições do contrato, listando os profissionais contratados para elaborar pareceres sobre as mudanças.

O conselheiro Paulo Ferrer, em nome dos gruois Grêmio Imortal, Grêmio Vencedor, Grêmio Sempre, Grêmio Acima de tudo, Grêmio Unido e Sócios Livres fez alguns apontamentos sobre pontos que consideravam preocupantes no projeto e sobre artigos que poderiam gerar diversas interpretações. Eduardo Antonini garantiu que muitas das questões ali levantadas já haviam sido contornadas, após uma reunião realizada na sexta-feira com Adalberto Preis.

O conselheiro Roberto Sommer leu o o parecer do Conselho Fiscal sobre o tema, mencionando que a mudança proposta pelo aditivo implicaria numa diferença de no máximo R$ 35 milhões e apontou uma série de recomendações ao clube, entre as quais estavam a valoração dos custos da obra e contratação de uma auditoria.

Em nome da Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo o Conselheiro Odorico Roman procedeu a leitura do um parecer, que dividia a análise do aditivo em dois pressupostos: 1) Financiamento e 2) isenções fiscais. As justificativas para o aumento do financiamento, em R$ 65 milhões, seriam a certificação LEED, a subestação de 69kV e o aumento da capacidade do estádio, mudanças essas que agregam valor a obra. Os demais reajustes se devem a inflação e o aumento dos custos da construção civil. O Grêmio abrirá mão de 35% do lucro líquido ajustado projetado da arena nos 7 primeiros anos (tinha direito a 100%, passa a ter 65%), no que o deixaria de receber R$ 23 milhões. E o aumento do empréstimo implica numa renúncia líquida de VPL total de R$ 3 milhões. As isenções fiscais possuem um teto de R$ 35 milhões, devendo ser revertidos para o clube, com a vedação de entrar direto no caixa do Grêmio. Assim sendo, a OAS reverterá tais benefícios através da construção de um CT padrão Fifa, com o aumento da área do Grêmio na arena em 3.000 metros quadrados e pela entrega da área adminsitrativa equipada e mobiliada. A comissão considerou que a G.E se valeu de premissas conservadores, e concluiu que o aditivo tem um custo final bastante atrativo para o clube, recomendando sua aprovação.

O conselheiro Nestor Hein disse que não estava suficientemente informado, que gostaria de ter tido acesso ao aditivo e pediu mais tempo para o conselho examinar a questão.

O conselheiro Renato Moreira chamou a atenção para as recomendações do Conselho Fiscal.

O presidente Paulo Odone fez algumas considerações sobre a magnitude do projeto arena, que adjetivou de "baita negócio", disse que as 2.000 cadeiras que cabem ao Grêmio (dos 4.000 lugares ampliados) podem servir como solução para a questão dos sócios remidos e das cadeiras perpétuas. Falou ainda sobre o sistema de drenagem do gramado e sobre a escolha que seria posteriomente submetida ao conselho, sobre a adoção ou não de um fosso, e garantiu que adotaria as recomendações do conselho fiscal.

O conselheiro Marcos Hermann perguntou se o presidente tinha o compromisso de adotar as medidas do Conselho Fiscal, no que o presidente reiterou que sim.

O conselheiro Daniel Tevah questionou se havia uma previsão de multa em caso de atraso na entrega da Arena.

O conselheiro Reginaldo Pujol lembrou do trabalho por ele executado na câmara de veradores e, em nome do grupo Grêmio Sem fronteiras, pediu a aprovação do aditivo.

O conselheiro Rogerio Ortiz Porto fez considerações sobre o certificado LEED, que envolve basicamente o aproveitamento de água, que implica na redução de despesas.

O conselheiro Diego Casagrande demonstrou preocupação com o aumento do custo da obra e do fato do clube abrir mão de receitas.

Então, o presidente Raul Régis mencionou um pedido dos grupos de oposição mencionados na fala de Paulo Ferrer, solicitando que a deliberação sobre o aditivo fosse adiada em 30 dias. O requerimento foi colocado em votação, sendo rejeitado pela maioria do conselho. Na sequência o aditivo foi submetido a votação, tendo sido aprovado pela maioria do conselho e de imediato encerrada a sessão.

Eu fui a outros dois eventos para tratar do tema (Uma com Antonini e outra com Pegoraro), além de ter acompanhado toda a discussão sobre o tema. Me julguei apto a votar o aditivo na terça, dia 29/08/2011.

Quanto ao aditivo propriamente, considero um tema delicado. Contudo, tendo como base essas conversas relatadas acima, bem como os pareceres das comissões do conselho e o estudos feitos, considerei ser um bom negócio para o clube. Penso que é importante que já exista uma definição sobre o CT e a área administrativa. Na comparação entre o contrato antigo e contrato com aditivo, os números projetados não me pareceram tão discrepantes, o que justifica o investimento nas melhorias do estádio (que são pertinentes).

quarta-feira, agosto 10, 2011

Reunião do Conselho - 26 de Julho


A ordem do dia da reunião do conselho deliberativo era a seguinte:

1) Examinar os demonstrativos contábeis e financeiros de 30 de junho de 2011;
2) Assuntos gerais.

Gerente Executivo Cristiano Koehler fez a apresentação dos números do semestre, demonstrando a realização orçamentária e ressaltando o impacto causado pela desclassificação na Libertadores.

O Presidente do Conselho Fiscal, Roberto Sommer, leu o o parecer do órgão, destacando o deficit, as receitas não realizadas e a quedas das verbas oriundas do quadro social e receitas publicitárias. Foi sugerido que o clube adotasse um "manual de normas e procedimentos".

Nisso o o gerente C, Koehler esclareceu que o clube vinha buscando uma solução entre diretoria, conselho fiscal e comissão de finanças. Disse que existe uma diferença de critérios na questão do quadro social e que deve haver um incremento nas verbas publicitárias com o novo contrato com o Banrisul.

O Presidente da Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo, Carlos Biedermann, saudou os novos auditores do clube (Rokembach auditores) e fez referência a harmonia entre a comissão de finanças, conselho fiscal e diretoria do clube. Quanto as cifras analisadas, destacou que há uma insuficiência de receitas. Foi detalhada a destinação dos 30 milhões recebidos por ocasião da assinatura do contrato de televisão com a Rede Globo. As obrigações tributárias estão em dia. As despesas do futebol extrapolaram a previsão relativa as verbas de TV + Renda de jogos. Houve melhora nas vendas da GrêmioMania em relação ao mesmo período no ano passado e que o número de sócios passou de 52 mil, em dezembro de 2o10, para 63 mil sócios, em junho de 2011. Foi demonstrada preocupação com despesas administrativas, uma vez que o clube precisa se readequar para uma nova realidade com a mudança para a Arena. Da mesma forma, foi referido que o clube precisa seguir modelo de governança ter maior disciplina orçamentária. Por último, foi dito que o capítulo X do estatuto deveria ser observado e que o Conselho de Administração vinha cumprindo mais o seus papel.

O conselheiro Minwer Daqawiya perguntou sobre a data de termino do contrato com o Banrisul, no que foi esclarecido que o contrato findou em junho, mas estava em vias de ser renovado.

O conselheiro Leandro Vidal questionou o porque das despesa realizada com formação de atletas ter ficado abaixo do orçado.

O conselheiro André Gutierres pediu para que a Geral do Grêmio fosse incluída no Fórum de debates e o Presidente Raul Régis disse que já havia recebido e deferido tal pedido.

O conselheiro Alceu de Oliveira da Rosa se queixou do preconceito contra o parlamentar, fazendo referência a uma proposta (por ele atribuída a Airton Ruschel) que visa impedir a presença de políticos em cargos no clube. Disse que para alguns, os políticos só servem para votar projetos de interesse do Grêmio. O conselheiro Afonso Saraiva de Moraes levantou uma questão de ordem, lembrando que a pauta era os demonstrativos contábeis.

O conselheiro Alexandre Bugin perguntou se já havia sido feito ou esboçado um "manual de normas e procedimentos", que foi referido na manifestação do conselho fiscal.

O conselheiro Odorico Roman questionou a prática de pagamento de premiações tendo em vista a situação financeira do clube.

Eu perguntei a composição dos 30 milhões do contrato da Globo, e foi esclarecido que 20 milhões eram de luvas e os outros 10 eram antecipações de receitas.

O presidente Paulo Odone que o Grêmio já estava adotando medidas que visam a modernização da gestão, mas que era preciso fazer um esforço para o clube se tornar mais ágil com a mudança para a Arena.

O conselheiro Eduardo Magrisso fez a apresentação do Instituto Desejo Azul, exibindo alguns vídeos de crianças que tiveram seus desejos realizados e dando maiores detalhes da organização

O presidente Raul Régis lembrou que entrou no Grêmio em 1967, no mandato do presidente Herminio Bittencourt, dizendo que desde então teve muitas alegrias e algumas poucas decepções, e garantiu que uma distinção entregue previamente pelo Instituto Desejo Azul foi motivo de muita emoção e orgulho para ele. Logo depois a sessão foi encerrada.

Estiveram presentes 158 conselheiros efetivos e 15 suplentes. 58 conselheiros justificaram as suas ausências.

quinta-feira, junho 16, 2011

Reunião do Conselho - 15 de junho de 2011

A ordem do dia da reunião do Conselho Deliberativo de ontem era a seguinte:

"Deliberar sobre propostas de alteração estatutária, objetivando a substituição, em reuniões do Conselho Deliberativo , de membros titulares ausentes por suplentes presentes, a estes conferindo, na hipótese, direito a voto"


Foi uma reunião bem rápida. O presidente do conselho. Dr.Raul Régis iniciou explicando que foram várias as propostas de alteração do estatuto que visavam dar voto aos conselheiros suplentes no caso de ausência dos titulares. Que mais de 150 conselheiros tinham assinados tais propostas e como haviam pequenas diferenças entre as mesmas, foi criada uma comissão para formular a proposta que estava sendo apresentada no conselho naquele momento.

O conselheiro Reginaldo Pujol lembrou da serventia da proposta, citando casos em que um conselheiro titular poderia ficar impossibilitado de comparecer e um suplente o poderia substituir sem maiores prejuízos as deliberações do órgão. Em seguida Raul Régis passou a palavra para o conselheiro José Francisco Teixeira Pinto, lembrando que ele foi um dos primeiros a sugerir tal mudança. O conselheiro Pinto disse que o tema já tinha sido bem exposto pelo conselheiro Pujol e só acrescentou que a sua idéia surgiu após as duas reuniões sobre redução da cláusula de barreira em 2009, onde faltou quorum para a votação.

Por derradeiro a proposta foi colocada em votação (de maneira simbólica) e foi aprovada por unanimidade, sendo a reunião encerrada logo depois.

quinta-feira, maio 26, 2011

Votação da cláusula de barreira

Ontem, no Conselho Deliberativo, foram votadas as seguintes propostas de mudanças do estatuto do Grêmio:

"Proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários, na Assembléia Geral, para eleição proporcional de uma chapa para o Conselho Deliberativo do GRÊMIO; Proposta de redução de 30% para 20% do percentual mínimo de votos necessários no Conselho Deliberativo, para aprovação prévia de uma chapa para concorrer ao Conselho de Administração do GRÊMIO;

Proposta de eleições para o Conselho Deliberativo e para o Conselho de Administração diretamente pela Assembléia Geral, com extinção da denominada “cláusula de barreira”

A sistemática foi a seguinte. Cada conselheiro foi chamado duas vezes. Na primeira, dizia se era favorável a redução de 30% para 20% para eleição do conselho e para eleição para presidente. Na segunda dizia se era favorável a extinção da cláusula de barreira para eleição do conselho e para eleição presidencial.

- A proposta de redução para 20% (tanto para conselho, como para presidente) foi aprovada com 219 votos a favor e 1 abstenção.
- A proposta de cláusula zero para presidente teve 8 votos favoráveis, 164 contrários e 1 abstenção,
-
A proposta de cláusula zero para o conselho: 13 votos favoráveis, 159 contrários e 1 abstenção.
*

Agora, essa mudança de 30% para 20% na cláusula de barreira será submetida a assémbleia geral do clube.

Votei sim para as quatro mudanças. Desde 2007 eu sou contrário a existência de cláusulas de barreira.

Entendo quem defende a existência de alguma barreira para que se evitem alguns problemas relativos a representatividade e unidade no conselho, mas acho que existem outras maneiras de se atingir tal objetivo, com outros dispositivos e mecanismos. Acredito que não se pode nunca ignorar o voto do associado e mexer com a proporcionalidade da votação feita.

Farei posteriormente um relato mais detalhado da reunião.

* Atualização Os números das votações foram computados e revisados pela presidência do Conselho:

  • "Redução da cláusula de barreira de 30% para 20% na eleição para o Conselho de Administração
    218 votos a favor
    1 abstenção
    61 ausências
    35 faltas justificadas

  • Redução da cláusula de barreira de 30% para 20% na eleição para o Conselho Deliberativo
    218 votos a favor
    1 abstenção
    61 ausências
    35 faltas justificadas

  • Extinção da cláusula de barreira para o Conselho Deliberativo
    165 votos contra
    28 votos a favor
    1 abstenção
    86 ausências
    35 faltas justificadas

  • Extinção da cláusula de barreira para o Conselho de Administração
    167 votos contra
    26 votos a favor
    1 abstenção
    86 ausências
    35 faltas justificadas"

terça-feira, março 29, 2011

Reunião do Conselho - 29 de Março 2011

ORDEM DO DIA:

1) Apreciar o relatório do Presidente do Grêmio, gestão 2010;
2) Tomar conhecimento do parecer do Conselho Fiscal;
3) Tomar conhecimento do parecer da Comissão para Assuntos Econômico-Financeiros;
4) Julgar as contas do Conselho de Administração referentes ao exercício de 2010;
5) Eleger e empossar 02 (dois) Conselheiros Fiscais, com mandato de 03 (três) anos

Como não poderia deixar de ser, Raul Régis começou a reunião lamentando a morte do ex-presidente Rudi Armin Petry. O presidente do conselho pediu uma salva de palmas em homenagem ao seu Petry, que foi longa.

De imediato a palavra foi passada para o Presidente Paulo Odone, que anunciou o luto oficial do clube. Depois, fez algumas considerações sobre a última reunião do conselho, explicando a sua saída e ressaltando que entendia as divergências. Não concordava, mas as entendia. Sobre a pauta do dia, lembrou que deveria ser encarado como a gestão de todos os gremistas, que o estaria sendo discutido era tão somente a aprovação das contas. Que já tinha tido acesso aos números e os aprovava.

O ex-presidente Duda Kroeff lembrou que era adolescente quando conheceu o seu Petry, dizendo que o mesmo era muito amigo de seu pai. Fez uma rápida brincadeira com Paulo Odone, falando que já estava com saudade do Olímpico, mas que vinha dormindo melhor. Chamou Irany Sant'ana Jr. para apresentar o relatório de 2010.

Irany disse que no primeiro semestre de 2009 o clube ficou "perto do 0x0", já no segundo semestre houve uma readequação de valores, que o time de 2008 tinham valores muito abaixo do restante do mercado (o que não deixava de ser um mérito da gestão anterior). Afirmou que foi feita uma aposta em 2010, mas que a resposta só aconteceu no segundo semestre. Explicou ainda a questão referente as antecipações, afirmando que elas se faziam necessárias para retomar a credibilidade com pagamento de outros passivos e para desonerar a área do Olímpico

O parecer do Conselho Fiscal foi lido pelo conselheiro Roberto Sommer, onde foram detalhadas as contas, o deficit e foi enfatizado que "mínimas foram as melhorias em relação a 2009", mas que não havia maior objeções técnicas em relação aos números apresentados.

O conselheiro Carlos Biedermann, Presidente da Comissão de Finanças, saudou a grande presença de conselheiros na sala e fez algumas considerações sobre o parecer da auditoria (que será publicado no final de abril) . Lembrou que o clube não tem nenhum imposto vencido. Deu alguns números do condomínio de credores, mencionou o êxito no processo relativo ao Banco Central e ressaltou que o clube não cumpria requisitos de governança previsto no capítulo X do estatuto (mas que tal situação foi em parte resolvida com a contratação de Crisitiano Koehler).

E as contas foram aprovadas pelo conselho.

Houve uma única chapa inscrita para preencher 2 vagas do conselho fiscal, e assim sendo, os conselheiros Eduadro Magrisso e Jaime de Marco foram aclamados para os cargos.

O levantamento sobre o número de conselheiros presentes ainda não havia sido feito no momento em que a reunião acabou.

quarta-feira, março 23, 2011

Reunião do Conselho - 22 de Março de 2011

A ordem do dia na era a seguinte:

1) Apreciar e votar reavaliação do orçamento de 2011;
2) Votar o Planejamento Estratégico até o período de 2014;
3) Assuntos gerais.

Como já sabido por todos, dentro dos assuntos gerais foi abordado o contrato de televisionamento do Brasileirão com a rede Globo.

Foi uma sessão longa e bastante acalorada (especialmente na sua parte final). Na minha opinião a reunião foi esclarecedora, em muitos aspectos. Fico preocupado é com o foco errado de muitos dos envolvidos. Isso sim preocupa. Muito mais que as picuinhas políticas e eventuais disputas de vaidade. Mas vamos aos assuntos tratados:


Reavaliação do orçamento de 2011

Foi o Presidente Odone que começou a explanação do tema. Disse que faria uma exposição mais prática e menos técnica, e apresentou uma evolução histórica de diversas números do Grêmio nos últimos 10-15, como por exemplo arrecadação total, despesas, sócios em dia, vendas na GrêmioMania, TV, Venda de Atletas, Rendas, Passivo, Resultado, Antecipação de Receitas, Investimento na base (dizendo que em 2008 foi o pico, que o Grêmio deveria retomar investimento no setor), gastos do departamento de futebol (queixando-se dos altos valores praticados no Brasil, citando como exemplo o salário dos treinadores)

O CEO Cristiano Koehler apresentou a reavaliação do orçamento propriamente dita, colocando lado a lado os números do orçamento feito em novembro de 2010 com os ajustados na reavaliação.

O conselheiro Roberto Sommer fez a leitura do parecer do Conselho Fiscal, que recomendava a aprovação da reavaliação, mas destacou que o orçamento previa um cenário muito otimista, que havia uma grande influência do resultado de campo nos números e alertando que os pedidos de suplementação no final do ano tem virado rotina.

O presidente da Comissão de Finanças, o conselheiro Carlos Biedermann saudou o número elevado de presentes, no que o Presidente Raul Régis revelou que 203 conselheiros (182 efetivos e 21 suplentes) compareceram na reunião. Biedermann mencionou uma mudança de critério nas despesas e receitas, que elevaram os valores, mas se mostram mais adequados. Também foi registrada a preocupação com o cenário otimista projetado. Reiterou-se que o clube não vem demonstrando disciplina orçamentária e que deveria adotar regras de convergência. Por último, Biedermann fez duas sugestões: 1) que o clube também observasse a questão do fluxo de caixa nas suas demonstrações. 2) que fosse reduzido o custo de futebol (o que ele acredita que é possível) e que o momento para começar a reduzir o custo do futebol em 2012 é agora.

A palavra foi colocado a disposição:
- O conselheiro Luis Gustavo Schmitz ressaltou que não tinha assinado o parecer do conselho fiscal, dizendo que não tinha tido acesso aos documentos necessários para tanto em função de não ter ido a uma das reuniões do órgão. Disse que faria a leitura de um parecer independente. Nisso o Conselheiro José Simões levantou uma questão de ordem, afirmando que tal tema era de competência interna do conselho fiscal. O presidente Raul Régis disse que o conselheiro Schmitz poderia se manifestar como conselheiro, e este leu seu aparecer, sugerindo a aprovação da reavaliação.
-O conselheiro Renato Moreira questionou a nomenclatura de uma conta utilizada e foi esclarecido que a mesma se referia a comissão técnica.
-O conselheiro Antônio Carlos Azambuja questionou um repasse feito a Grêmio empreendimentos, e foi esclarecido que o mesmo era referente a contratação do escritório do arquiteto De La Corte para acompanhar a obra. O conselheiro Azambuja mais uma vez manifestou contrariedade com a formatação jurídica da Grêmio Empreendimentos, tendo solicitado a leitura de um parecer seu sobre o tema. O presidente Raul Régis negou tal pedido, mas garantiu que tal material seria colocado a disposição dos conselheiros.
- O conselheiro Denis Abraão saudou o fato de que o o Grêmio tinha como objetivo ganhar títulos.

O tema foi colocado em votação e foi aprovado por unanimidade.


Planejamento Estratégico até o período de 2014

O documento referente ao planejamento estratégico ficou a disposição dos conselheiros na secretaria do conselho deliberativo. Li o material na última sexta-feira.

O consultor Claus Süffert fez uma explanação do funcionamento do Planejamento Estratégico, desde sua implementação no clube em 2003. Deu detalhes de como o Conselho de Administração pode trabalhar para atingir as metas previstas ali.

O presidente da comissão de acompanhamento do planejamento estratégico, conselheiro Gabriel Mello detalhou o trabalho feito e sugeriu que fossem feitas reuniões trimestrais para o acompanhamento da execução do PE.

A palavra foi colocada a disposição: O conselheiro Paulo Luz destacou o trabalho dos envolvidos, em especial do conselheiro Marcos Herrmann, no que foi sugerida uma salva de palmas pelo Raul Régis. O conselheiro Minwer Daqawiya relatou que tinha solicitado que o documento referente ao PE fosse disponibilizado on-line aos conselheiros, ressaltando que nem todos tem disponibilidade em comparecer no clube no horário marcado e que era de extrema importância que os conselheiros tivessem conhecimento do documento apresentado. O presidente Raul Régis disse que a sugestão foi considerada, mas que o arquivo em questão era muito pesado para ser colocado no site do clube. O conselheiro Jeferson Thomas disse que tal disponibilização não era possível em virtude da possibilidade de vazamentos, já que não é possível afirmar que todos os conselheiros são confiáveis. **

E o Planejamento Estratégico foi aprovado por unanimidade.


Contrato Televisonamento 2012-2015 Rede Globo

O presidente Paulo Odone fez um longo e minucioso relato da escolha do Grêmio e dos números do contrato com a Rede Globo (acrescentando vários dados aos já divulgados na sua entrevista na TVCOM)

Começou com um comparativo da questão do direito de imagem na Europa, onde o direito a negociação cabe ao mandante do jogo. O presidente disse que felizmente no Brasil a legislação prevê a participação dos dois clubes na negociação do direito de arena, e que isso é um trunfo dos times, evitando maiores disparidades

Odone fez um histórico da criação do Clube dos Treze em 1987. Relatou das dificuldades do enfrentamento dos clubes com a CBF/Fifa, da ameaça de perder o passe dos jogadores e do apoio que teve dos parceiros da Copa União (Globo e Coca-cola). Disse que deveria existir uma unidade entre o clubes, com todos recebendo o mesmo valor.

Listou alguns critérios que no entender da diretoria deveriam nortear a escolha da proposta das redes de TV: Preço, Tecnologia, Know-how, Abrangência (capilaridade) e Audiência.

Odone achava que o Clube dos Treze deveria fazer a licitação levando em conta preço e técnica (citou o exemplo das licitações no ramo publicitário). Mas o Clube dos Treze optou por levar e conta somente o preço, dando um ágio de 10% em favor da Globo (o que acabou sendo derrubado)

O presidente disse que ligou para Fábio Koff antes de falar com a Globo.

Disse que entrou em contato com a Record, mas que a diretoria da emissora não compareceu a uma reunião agendada e depois disso quis tratar somente com o C13. Odone enfatizou que a proposta da Record para o Corinthians é ilegal. Disse que a proposta total da RedeTV é muito pouco superior a da Rede Globo (Diferença de 8 milhões no geral) e ainda depende da garantias financeiras e da anuência de todos os 20 clubes.

Odone ressaltou que todo o conselho de administração e a a diretoria-executiva do Grêmio participaram das reuniões com a Globo.

Na questão do aspecto técnico, a Topper (Alpargatas S/A) foi consultada, dizendo que é grande a diferença para o patrocinador em relação ao jogo ser exibido na Globo ou em outra emissora. A Globo possuiria 75% do mercado de patrocínio no futebol.

Então foram apresentados os números exatos do acordo com a Globo, e a divisão deles na contas (TV Aberta, TV Fechada, Pay-per-View, etc...). Obviamente foi pedido sigilo ao conselho.

Também foram explicadas as novas divisões dos Grupos (I, II, III e IV), onde ficou clara a questão da diferença percentual entre cada grupo (tabela abaixo). Lembrando que o Grêmio está no Grupo III



Acho que era esse um dos pontos fundamentais do contrato. A diferença entre Grêmio e Corinthians caiu de 40% para 31% (quando muitos diziam que iriam aumentar). Em relação ao Vasco o percentual caiu de 40% para 18%.

O Grêmio ainda celebrou algumas garantias formais ("side letter") com a Globo, que asseguram a manutenção desse percentual (ou seja, caso algum clube receba a mais, o Grêmio também terá seu valor reajustado). Outras questões garantidas são a do "Naming Rights", de placas de publicidade, e que o cronograma priorizará o horário diurno aos domingos.

Odone enfatizou que a opção feita pelo Grêmio era puramente técnica. Lamentou muito a situação atual do clube dos treze, que se encontra esfacelado, sem uma perspectiva de acerto tão fácil/rápida. Queixou-se do papel exercido pela entidade, citando o exemplo do pouco dinheiro recebido na Libertadores e da falta de representatividade do clubes brasileiros na Conmebol. Disse que vai trabalhar na reconstrução de tal unidade, mas que isso demanda tempo.

A palavra foi colocado a disposição. Eu pedi pra falar mas acabei não sendo atendido*.
- Adalberto Preis fez uma exposição sobre a necessidade do tema passar pelo Conselho Deliberativo, mencionado o artigo 65, XXVI do estatuto e decisões do CADE.
- O conselheiro Zé Pedro Goulart falou da sua preocupação com o fato de a Globo não levar em conta critérios futebolísitcos na escolha dos jogos, no que o conselheiro Francisco Santos lembrou que a tabela dos jogos exibidos segundo turno fica aberta, sendo definida conforme o desenrolar do campeonato.
- O conselheiro Renato Moreira lamentou a falta de união entre os clubes, lembrando do ano de 1996, quando uma emissora se dispos a pagar pela final do Brasileirão quantia superior a que o Grêmio tinha recebido no campeonato inteiro.
- O conselheiro Romildo Bolzan se queixou da forma como a questão foi conduzida, da falta de transparência e do fato do Grêmio estar indo contra o Fábio Koff. Paulo Odone respondeu de forma enérgica, reiterando que a escolha foi absolutamente técnica, visando o melhor para o clube. Solicitou que os conselheiros que estavam de acordo com a condução do negócio ficassem de pé. A imensa maioria do conselho se levantou.
- Visivelmente irritado, o presidente acabou deixando a sala. A irritação do Odone é compreensível, mas não justifica a saída. Não saberia precisar quantos minutos, mas pouco depois da manifestação o Romildo Bolzan também foi embora. É importante dizer que vários conselheiros (sejam de situação ou oposição) deixaram a sessão antes do seu final.
- O Vice-presidente Antônio Vicente Martins disse que ao contrário do que vinha sendo dito, as manifestações anteriores eram sim políticas. E que isso é natural. Que ele já foi oposição e poder vir a ser daqui a pouco tempo. Disse que o posicionamento do Grêmio não é um desrespeito ao Fábio Koff. Que é preciso fazer uma separaração da figura mítica do presidente campeão do mundo do presidente do C13. Disse ter profundo respeito pelos ex-presidentes do clube, mas que em muitos momentos divergiu deles. Disse que o artigo evocado por Preis permite interpretações diversas, que o estatuto deve ser interpretado num todo, que o conselho não foi chamado anteriormente a opinar sobre algumas matérias, como venda de jogadores e que, em última análise, o conselho estava se pronunciando a respeito do tema.
- O conselheiro Homero Bellini Jr. criticou a retirada do Presidente Odone. Lembrou do lobby pelo encerramento das ligas regionais no início da década de 2000 (que era uma iniciativa de união dos clubes). Disse que também tinha dificuldade em aceitar algumas divisões nas cotas de TV, que todo o gremista acha que o Grêmio é o maior time do mundo, mas que é preciso reconhecer o tamanho da torcida de Corinthians e Flamengo. Disse ainda que foi minoria no conselho por um longo período e que esperou no mínimo 6 meses para fazer qualquer crítica a gestão Duda Kroeff no conselho.
- O Vice-presidente Marco Antônio Scapini divergiu da interpretação do estatuto feita por Adalberto Preis.
- O conselheiro Paulo Ferrer disse que o Grêmio não poderia ter sido o primeiro clube a ir contra Fábio Koff, no que foi esclarecido que o clube não foi o primeiro a assinar com a Globo.

Raul Régis disse que conversou algumas vezes com Fábio Koff ao longo do processo. Disse que o ex-presidente havia sido informado que o tema seria tratado nessa reunião e que como conselheiro do Grêmio ele fora devidamente convocado e poderia se fazer presente.

Ainda, Raul Régis esclareceu a interpretação feita por ele do estatuto, dizendo que o inciso XXVI do artigo 65 se refere a passivos, e que o novo contrato de TV é um ativo. Lembrou ainda que tal matéria nunca passou pelo Conselho Deliberativo.

Diante de todas as circunstancias apresentadas eu fiquei convencido que o Grêmio escolheu a melhor opção possível na questão da TV.

* No final da sessão eu mencionei isso ao Presidente Raul Régis. Ele me pediu desculpas e disse que o fato seria devidamente registrado.
** O conselheiro Jeferson Thomas fez o seguinte esclarecimento: "disse não confiar em determinados conselheiros porque já é fato provado o vazamento de informacoes confidenciais"