
Planejamento defenestrado. Souza falando mais do que deveria (embora estivesse coberto de razão em sua fala) e time titular em campo no Gauchão, 48 horas antes de uma partida de Libertadores.
Roth surpreendeu com a escalação de Thiego. Réver fez um papel de volante, Adílson foi adiantado e Souza jogo na ala (no segundo tempo Adílson fechou o lado do campo e Souza ficou mais centralizado). Um esquema interessante para jogos em que seja necessário jogar mais fechado, ainda que careça de maior treinamento.
Inter jogou no seu costumeiro 4-3-1-2 (dependendo do ponto de vista um 4-3-2-1). Grêmio esperou no seu campo, buscando neutralizar a principal virtude do adversário: A velocidade. Embora tivesse alguma dificuldade na saída de bola (o que resultou nos maiores perigos), a estratégia gremista se mostrou acertada.
É sempre difícil falar de sorte ou azar em futebol. Contudo, no segundo tempo a equipe tricolor mandou duas bolas na trave (falta de Souza e cabeçada de Jonas) e ainda teve um lance no qual Guinãzu salvou em cima da linha após cabeçada de Réver.

E Gaciba? Até quando vai ser lembrado como o juiz que deixou Ronaldinho dominar uma bola na mão? O que acontece com o bom juiz que desaparece em grenais?
- Aos 11 minutos um penâlti clarrísmimo em Léo. Sabe-se lá por que ninguém do trio de arbitragem marcou. Teve falta por cima e por baixo, era só escolher uma. Penalide máxima de concurso.
- Logo depois disso Souza fez falta dura em Guinãzu e não foi advertido. Álvaro deu uma entrada fortíssima (carrinho com os dois pés, por cima da bola) e levou só amarelo (muito embora tenha passado o resto do jogo cometendo faltas).
- Aos 18, pênalti marcado em Tcheco em um lance muito mais díficil. Aparentemente Kléber ignorou a bola que vinha pelo alto e travou o capitão Gremista. Questionável o cartão mostrado ao lateral da seleção.
- Aos 27, bola lançada no "vazio". Nilmar e Thiego correm juntos, ao ingressar na área o avante colorado se joga. pênalti marcado. Cartão amarelo para Thiego. O contato, se é que existiu, não é faltoso e de forma alguma é capaz de derrubar o adversário. Pior que no segundo tempo, aos 9 minutos, em lance parecido, envolvendo os mesmos jogadores, Thiego foi para o chão e Gaciba nada marcou.
- Aos 26 do segindo, confusão iniciada por D´Alessandro (voltando de longo migué) e Rafael Marques e Taisson são expulsos. Para qual time era mais interessante ter mais espaço em campo?
- Ainda no segundo tempo Nilmar entra com o pé alto em Victor (última foto) Gaciba manda seguir e marca escanteio para o Inter.
- Seis substituições. Duas expulsões. Um gol. Atendimento médico= 3 minutos de acréscimos, que sequer são observados.
Uma arbitragem não condizente com o juiz que foi eleito o melhor do País, mas no nível das demais arbitragens apresentados no campeonato e nos últimos clássicos.

- Ainda no segundo tempo Nilmar entra com o pé alto em Victor (última foto) Gaciba manda seguir e marca escanteio para o Inter.
- Seis substituições. Duas expulsões. Um gol. Atendimento médico= 3 minutos de acréscimos, que sequer são observados.
Uma arbitragem não condizente com o juiz que foi eleito o melhor do País, mas no nível das demais arbitragens apresentados no campeonato e nos últimos clássicos.

Tão ou mais revoltante é a cobertura da imprensa. Provavelmente me perguntarão qual é novidade nesse meu comentário? Pois lhes digo. Proponho que nossa imprensa seja substituída pela assessoria de imprensa do Internacional. Para facilitar as coisas, uma relação mais honesta e mais direta com o torcedor. Na sexta-feira um repórter apresenta um especial em homenagem ao aniversário do Internacional; no domingo o mesmo repórter está fazendo a cobertura do clássico, "isento", "imparcial". R.Marques e Taisson são expulsos, só se entrevista o colorado. Jogo termina, árbitro marcou dois pênaltis polêmicos e deixou de dar outro escandaloso. Não seria interessante ouvir o juiz? Não é o que pensa o repórter, que prefere entrevistar Índio. Entrevistar não seria o termo mais correto. O repórter simplesmente dirigia elogios ao zagueiro colorado (ex: zagueiro-centroavante; maior que Figueroa) que chegou a ficar constrangido. Curiosamente o repórter tinha todas as estatísticas do atleta na ponta da língua durante a partida. Falando assim até parece perseguição ao jornalista, mas infelizmente esse é bom exemplo do que ocorre na imprensa gaúcha.
Mas de nada adianta eu ficar aqui reclamando enquanto a direção do meu time nada faz. Uma semana atrás um repórter dizia que o Grêmio era um time de racistas. Alguém do Grêmio sequer se mexeu para ser dado o contraditório?
Por mais que não seja a prioridade, como é que a direção permite que o campeonato tenha essa fórmula esdrúxula, com a tabela dirigida, onde o mando de campo define tudo. Como é que a direção permite levar um grenal (que era pra se jogado em no Olímpico) para Erechim? E ainda por cima divide a renda. Como é que muda todo o planejamento de utilização de reservas (que vigorou durante todo o campeonato) na véspera de um clássico?
Eu peço desculpas, porque dessa vez a análise do jogo (que é o que tento fazer aqui) ficou com cara de desabafo.
Mas de nada adianta eu ficar aqui reclamando enquanto a direção do meu time nada faz. Uma semana atrás um repórter dizia que o Grêmio era um time de racistas. Alguém do Grêmio sequer se mexeu para ser dado o contraditório?
Por mais que não seja a prioridade, como é que a direção permite que o campeonato tenha essa fórmula esdrúxula, com a tabela dirigida, onde o mando de campo define tudo. Como é que a direção permite levar um grenal (que era pra se jogado em no Olímpico) para Erechim? E ainda por cima divide a renda. Como é que muda todo o planejamento de utilização de reservas (que vigorou durante todo o campeonato) na véspera de um clássico?
Eu peço desculpas, porque dessa vez a análise do jogo (que é o que tento fazer aqui) ficou com cara de desabafo.

Internacional 2 x 1 Grêmio
INTERNACIONAL: Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Sandro, Magrão (Marcelo Cordeiro 46 do 2º), Guiñazu e Andrezinho (DAlessandro 19 do 2º); Taison e Nilmar (Alecsandro 41 do 2º).
Técnico: Tite
GRÊMIO: Victor; Léo, Rafael Marques e Thiego; Souza, Réver, Adílson (Makelele 22 do 2º), Tcheco e Fábio Santos; Jonas (Maxi López 37 do 2º) e Herrera (Reinaldo 22 do 2º)
Técnico: Celso Roth
Gauchão 2009 - segundo turno - quartas-de-final
Data: 5/abril/2009, domingo, 17h00min
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
Público total: 44.590
Renda : R$ 535.444,00
Arbitragem: Leonardo Gaciba (Fifa-RS), auxiliado por Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Júlio César dos Santos.
Cartões amarelos: Álvaro, Kléber (I); Thiego, Souza, Jonas e Réver ;(G).
Cartões vermelhos: Taison (I); Rafael Marques (G), ambos ao 27 do 2ºt
Gols: Tcheco (G, de pênalti), aos 19min; Andrezinho (I, de pênalti), aos 33min, no 1º tempo. Índio (I), aos 32min, do 2º tempo.























