segunda-feira, julho 07, 2008

Brasileirão - Botafogo 2 x 0 Grêmio


Um filme de terror. Um castigo para quem viu o jogo. Isto foi Botafogo e Grêmio. o Tricolor não consegui passar do meio de campo nos 15 minutos iniciais. E isso foi o que realmente aconteceu, não é um exagero de um torcedor insatisfeito. O Botafogo era muita vontade e pouco talento, qual jogador botafoguense teve boa atuação?

O gol de Túlio foi para desanimar qualquer fanático. Um volante recebe dentro da área, fica com a bola por longos segundos, chuta mascado, desviado e a bola ainda bate num defensor gremista antes de entrar.



O esquema foi errado. Marcel não foi bem no grenal, mas 0 3-5-2 vinha dando resultados e deveria ser mantido. Convicção Roth, convicção. Rudinei ainda não fez nada que justifique sua escalação. Na volta do intervalo, time corrigido, alguma melhora. Mas aos 8 minutos, falta para o Botafogo, Zé Carlos bate, Victor tenta advinhar o canto, escorrega e leva um frango. 2x0. O Goleiro salvou em algumas opurtunidades o que poderia ser o terceiro do fogão.

No primeiro tempo o Grêmio teve uma falta na entrada da área. Barreira muito perto. Ninguém reclama, Paulo Sérgio bate na barreira. Um pouquinho de malandragem, um poquinho de catimba as vezes resolvem.



Sobre a tão falada ausência de Roger, um "comentarista" (Otávio Niewinski) disse algo interessante no Impedimento:
"acho que o Grêmio perdeu porque os dois melhores zagueiros não puderam jogar, e os dois reservas imediatos são nabas completas. Lembrando que o Grêmio está onde está porque leva poucos gols, e não porque faz muitos."




Botafogo 2 x 0 Grêmio
Túlio 16´
Zé Carlos 53´

BOTAFOGO: Castillo; Renato Silva, Leandro Guerreiro e Édson; Alessandro, Túlio, Diguinho, Lucio Flavio (Thiaguinho 47 do 2º) e Zé Carlos; Jorge Henrique e Wellington Paulista
Técnico: Geninho

GRÊMIO: Victor; Jean (Maylson 15 do 2º), Thiego e Réver; Paulo Sérgio, Willian Magrão, Rafael Carioca, Rudnei (Marcel - intervalo) e Rodrigo Mendes (Makelele 15 do 2º) e Helder; Perea
Técnico: Celso Roth

9ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2008
Data: 06/07/2008, Domingo, 18h10min
Local: Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 7.436 pagantes.
Renda: R$ 68.722,50
Árbitro: Cláudio Mercante Junior (PE)
Assistentes: Jossemmar Moutinho (PE) e Fabiano Ramires (ES)
Cartões amarelos: Túlio, Wellington Paulista (Botafogo); Jean, Paulo Sérgio, Réver (Grêmio)
Gols: Túlio, aos 16 minutos do primeiro tempo, e Zé Carlos, aos 8 minutos do segundo tempo

Roger foi embora

"Roger não joga mais pelo Grêmio. Vai defender o Catar F.C., de Doha. Receberá US$ 5 milhões (cerca de R$ 8 milhões) por dois anos de contrato" (Zero Hora, 05/07/2008)

Tá certo é uma boa proposta, mas Roger ganhava um salário de fome no Grêmio? O dinheiro justifica tudo? Vejam o que saiu no Blog Impedimento:

Cheguei num estágio da minha vida em que o dinheiro não é o mais importante”, dizia Roger, ex-Grêmio, em entrevista ao Jornal do Almoço de 21 de maio de 2008, ao responder uma questão sobre encerrar sua carreira no Tricolor. Clicando aqui, dá para conferir o vídeo.


Descontada a hipocrisia, ainda temos uma declaração interessante.

Descontado o "teatro", me solidarizo com Odone. Tem muita razão em estar brabo.

Grêmio poderia ter feito um contrato melhor, com multa mais alta? Poderia, mais é difícil com pouco dinheiro.

Verdade seja dita. Roger não foi o "Roger Chinelinho" dos últimos anos. Jogou quase sempre, pouco se machucou, se esforçou, fez boas partidas (22 jogos, 10 gols (7 de Pênalti)).

O principal erro de Roger foi não ter informado a direção antes. Estragou todo um planejamento que a direção fez lá no começo do ano quando apostou num jogador desacreditado.

Estranho também como as coisa foram noticiadas. Apressaram-se em arranjar desculpas para o jogador. Uma justificativa foi que a iniciativa do negócio partiu do Corinthians. O clube negou:
"A direção do Sport Club Corinthians Paulista comunica que não negociou o meia Roger. O atleta, que está emprestado ao Grêmio, procurou o Corinthians e comunicou a intenção em rescindir o contrato. A situação só deverá ser definida no começo da próxima semana."

Ainda tem essa história de uma renovação negada pelo clube, o que o jogador nunca falou. Mas deu declarações interessantes, principalmente em relação ao seu salário, que foi alvo de especulação pela imprensa:

"O Grêmio me ajudou bastante, mas paga só 40%, do meu salário e eu vim de graça. O Corinthians me liberou e ainda paga grande parte do salário. A economia que o Grêmio fez para ter um jogador desse porte foi grande. O que foi estipulado para rescisão unilateral foi de acordo com o que aconteceu no final do ano. Eu era um jogador desacreditado, todo mundo dizia que as portas estavam se fechando. Se acontecesse o contrário, a multa seria da outra parte." (ClicRBS)


quinta-feira, julho 03, 2008

Repercussões

Não gostei das repercussões sobre o clássico grenal 370, principalmente sobre a arbitragem.

De fato o Internacional jogou melhor o grenal, mas não foi essa diferença gritante que falam por aí. O co-irmão fez um gol cedo e tratou de garantir o resultado. Seus laterais não passaram do meio de campo. Quem teve que tomar a iniciativa do jogo sempre foi o tricolor. Vejam alguns números: Chutes a gol (Gre 9 x 6 Int), Cruzamentos ( Gre 15 x 8 Int). Escanteios (Gre 10 x 8 int).

Sobre a arbitragem. Kriger está proibido de falar pelo STJD. Rodrigo Caetano não costuma falar. Ainda não ouvi nada de Meira e Kuelle desde que assumiram. Já no lado vermelho todos falam, e a imprensa, aparentemente aceita tudo. Primeira a frase de Piffero, repetida por Luigi: "nunca vi marcarem um pênalti assim". Não é possível que nenhum reporter nao tenha alertado os dirigentes colorados sobre o lance de Sessa em Palácio em 2007. Ainda teve Silvio Silveira: "O diretor de futebol Sílvio Silveira irritou alguns repórteres ao perguntar: "Qual o único time do mundo que teve a seu favor 4 pênaltis marcados na sequência de dois jogos"

Temos o principal lance do jogo, e não adianta, não é erro técnico, não é imprudência, é agressão, como bem lembrou o pessoal do GremioImortal. O fato de Renan de ser bom moço, de boa família, ser atencioso com a imprensa, ser gaúcho, da categoria de base não muda nada. O pênalti e a expulsão foram justos.

O Gol do Nilmar. Esatava impedido. Incontestável. Não tem como negar ou omitir isso:
- Coloradão: Como sou coloradão da gema, omiti o impedimento de Nilmar no gol do Inter. Impedimento que muitos só flagraram depois do repeteco da TV, mas que eu, experiente, devo de percebido na hora e escondido o fato com a esperança de que os demais fossem fazer o mesmo. Imprensa colorada esta! (Hiltor Mombach, Correio do Povo, 1º/07/2008)

Por mais que Hiltor encha seu choro de ironias, não vai conseguir desfazer o erro do Correio do povo de segunda: Omitir a presença de Nilmar no lance: Vejam:

"Alex cobrou falta da esquerda, Marcão cabeceou, Victor salvou e, no rebote, Índio, de cabeça, mandou para a rede" (Correio do povo, segunda, 30/06/2008)

agora, comparem:

"Houve, no entanto, um equívoco do assistente Alessandro Álvaro Rocha de Mattos no gol do Internacional. Na hora em que o zagueiro Marcão cabeceia na área gremista, Nilmar está impedido. Depois da defesa do goleiro Victor, ele toca na bola, servindo Índio para marcar o gol" (Zero Hora, segunda, 30/06/2008)

"Alex cobrou falta pelo lado esquerdo, Marcão cabeceou, Victor deu rebote, Nilmar, que estava adiantado, desviou a bola. Índio cabeceou para as redes." (O Sul,
segunda, 30/06/2008)


Suposto pênalti em Nilmar: Inicialmente era pedido um pênalti de Pereira em Nilmar. Com o tempo, ao menos corrigiram o autor da infração. R.Mendes, que de fato puxa, de leve Nilmar, insuficiente para derrubar. O avante colorado não alcançaria a bola. E foi puxado para frente, e se jogou para trás.
(Vejam o vídeo, com 6 minutos e 5 segundos)

O árbitro parou o jogo em duas vezes, reclamando de agarra-agarra nas áreas. Estranho falar só nesse lance. Poderiam ter falado de um escanteio no segundo tempo, quando o Rever foi deslocado ao cabecear e boa parte do estádio reclamou. Ou de uma cabeçada do Marcel que bateu no Sorondo e os reservas do gremio, que estavam atrás do gol, reclamaram do toque de mão. Enfim, era só selecionar um lance e repeti-lo à exaustão em câmera lenta, por diversos ângulos.


Por falar nisso, estranhamente, há um lance que não foi repetido diversas vezes: Gol Anulado de Perea.

"Alguns dos blogueiros me chamam a atenção, por exemplo, para a possibilidade de que o gol de Perea tenha sido mal anulado. Dizem que o último cabeceio antes da conclusão do colombiano parte do zagueiro do Inter e não de Marcel. Neste caso, o impedimento teria sido mal marcado, pois a bola vinda do defensor colorado daria condição normal a Perea. Nesta terça-feira, vou-me deter no lance e colocá-lo no TVCOM Esportes." (Blog TVCOM Esportes.)

Não vi o TVCOM esportes. Também não achei vídeo desse lance, contudo:

"Confesso que só fui perceber após rever a imagem. E, realmente foi Sorondo quem colocou a cabeça na bola, direcionando-a a Perea, circunstância que afastaria o impedimento." (Cacalo, Diário Gaúcho, 02/07/2008)


STJD em Brasília?

Faz todo sentido:

"STJD em Brasília

Tramita na Câmara proposta do pernambucano Bruno Araújo, vice-líder do PSDB, que transfere do Rio para Brasília a sede do STJD, última instância da Justiça desportiva no país.

Bruno alega que, com a mudança, a instituição estará "mais protegida das pressões de clubes e torcidas, especialmente, as cariocas". É. Pode ser." (Ancelmo Goias , 2/07/2008)

terça-feira, julho 01, 2008

Regulamento embaixo do braço



Já faz algum tempo que separei um material da placar, sobre um jogo campeonato gaúcho em que o Grêmio, levando a máxima de jogar com o "regulamento embaixo do braço" as últimas consequências, perdeu de propósito. Foi em 78. Passado 30 anos este jogo já ganhou status de lenda, com todas as imprecisões que as lendas trazem consigo.

O Material, retirado de uma revista Placar do final dos anos 90 é auto-explicativo. Ainda não havia achado nenhum motivo especial para publica-lo até ler sobre o mesmo jogo no Blog Almanaque Esportivo do ClicRBS. Coloco primeiro a reportagem da Placar, e, na seqüência, o que foi postado naquele blog. Tirem suas próprias conclusões:



Terça-feira, 03 de junho de 2008
Regulamentos Idiotas, parte II

Aconteceu no Campeonato Gaúcho de 1978, disputado em três turnos. O campeão e o vice de cada turno classificava-se para um Hexagonal. No primeiro (sem participação da dupla Gre-Nal, que disputava o Brasileiro), deu Esportivo e Novo Hamburgo. No segundo, Inter e Juventude.

Restavam duas vagas. Na noite de 25 de outubro daquele ano, o Grêmio enfrentava o Juventude, pela última rodada do Terceiro Turno. Empatando ou vencendo, o Tricolor ia para o Quadrangular do turno, mas poderia classificar o Inter de Santa Maria.

Isso obrigaria o Grêmio a ficar em primeiro ou segundo no Terceiro Turno para se garantir no Hexagonal. Perdendo, o caminho ficava fácil: Inter, Caxias, Juventude e Grêmio iriam para o Quadrangular do Terceiro Turno.

Como Inter e Juventude já estavam assegurados no Hexagonal final, Grêmio e Caxias começariam a disputa do Terceiro Turno também garantidos para o Hexagonal, como terceiro e quarto colocados no turno.

Toda a semana foi repleta de especulação. Até mesmo o técnico Telê Santana se recusava a falar que o Grêmio propositadamente entregaria. O Tricolor até fez um esforço para não ficar feio, mas claramente perdeu sem maiores tristezas. O problema é que para o Juventude era interessante perder também, O Grêmio saiu na frente, mas depois levou a "virada" para vaia da torcida. No final do "jogo da vergonha", o time saiu abraçado, agradecendo a "compreensão" da torcida. Mas o Internacional terminou campeão gaúcho daquele ano.

Ficha do jogo:

Grêmio 3x4 Juventude

Local: Estádio Olímpico (Porto Alegre) Juiz: Pedro Ivo Reis Plein
Renda: Cr$ 101,277,00
Público: 4.091 pagantes
Gols: Valdir aos 13m, Plein (de pênalti) aos 23m, Rubenval aos 33m e Amauri aos 37m do 1º tempo. Amauri aos 2m, Flecha aos 19m e Serginho aos 42m do 2º tempo.

Grêmio: Remi, Valdoir, Adílson (Vilson), Baidek (Vicente) e Serginho; Valderez, Rubenval e Valdir; Botelho, Everaldo e Jurandir. Técnico: Telê Santana

Juventude: Vandeir, Jorge Gonçalves, Édson (Renato Cogo), Sánchez e Cacau; Amauri, Assis e Flecha; Plein (Vânio) e Ivanildo. Técnico: Ênio Andrade (Blog Almanaque Esportivo)



Reportagem da seção Há 30 anos em ZH, do Jornal Zero Hora, dos dias 25 e 26 de outubro de 2008.


"Devido à fórmula confusa do Gauchão, o Grêmio vive um impasse na noite de hoje. Se perder para o Juventude, estará automaticamente no hexagonal final da competição. Se empatar ou vencer, ainda depende dos resultados de outras partidas para a classificação. Perplexo com a situação, o técnico Telê Santana (foto) afirmou que ainda não sabe com que equipe entrará em campo, nem a orientação que dará aos time: “Eu não saberia mandar meus jogadores entrar para perder. Isso seria um absurdo" (Zero Hora, 25/10/2008)



"O Grêmio disputou ontem a partida mais confusa de sua história. Para se classificar ao hexagonal do Gauchão, o time precisava perder. E foi isso que os jogadores fizeram: facilitaram todas as jogadas para o Juventude. O esquema era apenas um: recuar e passar o mínimo possível do meio-de-campo. A estratégia surtiu efeito, e o clube conseguir perder de 4 a 3 para seu adversário. Valdir, Rubenval e Serginho marcaram para o Grêmio, e Plein, Amauri (2) e Flecha para o Juventude. (3) Grêmio: Remi; Valdoir, Adilson (Vilson), Baidek (Vicente) e Serginho; Valderez, Rubenval e Valdir; Botelho, Everaldo e Jurandir. (4) Juventude: Vandeir; Jorge, Gonçalves, Edson (Renato Cogo), Sanches; Cacau, Amauri e Assis; Flecha, Plein (Vânio) e Ivanildo." (Zero Hora, 26/10/2008)
Zero Hora - 30 de junho de 1996

Revista Placar da época