Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Nova Edição "A História dos Grenais"



Em Novembro, por ocasião da Feira do Livro e aproveitando o centenário do clássico, foi lançada a nova edição do livro "A História dos Grenais", pela LPM, que explica a cronologia da obra:

"O livro começou a ser escrito em 1994, quando o Grenal já existia há 85 anos. Os jornalistas David Coimbra e Nico Noronha se encarregaram de narrar esta parte da história. Durante seis meses, entrevistaram mais de 100 personagens do clássico e consultaram jornais e revistas que abrangeram todo esse período.

A primeira edição foi dividida em cinco capítulos. David Coimbra escreveu três: “Os primeiros tempos”, “Doze campeonatos em treze” e “A era Beira-Rio”. Nico Noronha escreveu “O Rolo Compressor” e “Tempos modernos”.

Em 2004, o jornalista Mário Marcos de Souza escreveu sobre os dez anos que haviam transcorrido desde a publicação da primeira edição, baseado sobretudo na sua própria experiência como editor de Esportes de Zero Hora.

Em 2009, quando o Grenal completou 100 anos, o jornalista Carlos André Moreira fez o arremate da história, que foi dividida em capítulos menores e revista desde o primeiro capítulo por David Coimbra."


No início do ano, fiz um post comentando sobre as duas primeiras edições do livro. Fiquei sabendo dessa nova edição pelos blogs do David Coimbra e do Carlos André Moreira, que falavam em atualização de dados, revisões e etc...

Assim, fiquei esperançoso que os defeitos existentes pudessem ter sido sanados ou diminuídos. Mas nessa semana consegui finalmente ler essa edição e infelizmente isso não aconteceu. A atualização feita por Carlos André Moreira padece de um mesmo defeito apresentado na atualização feita por Mário Marcos: É por demais sucinta, burocrática.

Além disso, o texto referente ao período pós 2004 não tem qualquer compromisso com a imparcialidade, muito antes pelo contrário. Um bom exemplo é a referência feita aos grenais de 2006.

Enfim, muitos detalhes e histórias interessantes foram (ou seguem) deixados de fora. Uma pena.

E pro meu gosto, ainda que ficasse datado, o livro faria mais sentido sem essas duas atualizações.


Terça-feira, Novembro 24, 2009

Brasileirão - Classificação 36ª Rodada

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Seminário MGI - Rodrigo Caetano e Julinho Camargo

Ontem compareci no seminário Gestão de Futebol, promovido pelo Movimento Grêmio Independente (MGI). Os palestrantes foram Rodrigo Caetano (diretor de futebol do Vasco da Gama) e o Julinho Camargo (técnico do Caxias).


Julio Camargo falou sobre “A Montagem de um Time de Futebol”:
- Disse que um time deve contar com cerca de 40% de atletas oriundos da base
- Explicou as diferenças de métodos e fases de aprendizagem através das idades
- Falou que a melhor fase para "trabalhar" um jogador é dos 7 aos 11 anos, mas que os atletas fatalmente chegam nos clubes mais tarde
- Lembrou que hoje as comissões técnicas são composta por diversos profissionais, de diversas áreas, e que todos devem ser valorizados.
- Concordou com a dificuldade dos times do sul em formar atacantes, muito embora tenha sido perguntado especificamente sobre o Grêmio e centroavantes.
- Falou sobre a questão do jogador estar pronto ou não. Lembrou os caso do Lucas e Carlos Eduardo, ambos nascidos em 1987, mas o volante foi lançado em 2005 enquanto o meia só subiu para os profissionais em 2007.
- Nos profissionais, disse que prefere iniciar trabalhando com um grupo menor, e depois ir somando atletas. Lembrou a máxima "jogador ruim, cedo ou tarde, acaba jogando"
- Na base, disse que quanto menor a idade, maior deve ser o grupo de jogadores, pois a margem de erro é maior. Lembrou o caso do Douglas Costa, que vindo do Futsal (Cepe de Canoas) demorou a se firmar.


Rodrigo Caetano, falou sobre “Organização e Estrutura do Departamento de Futebol Profissional”:
- Iniciou falando sobre a sua formação, ressaltando que vinha da área da Administração, e não da Educação Física, como a maioria dos profissionais do futebol.
- Lembrou que trabalhos como o seu normalmente são feitos em clubes em crise, e que o profissional tem que estar preparado para isso, levando com ele um modelo a ser implementado
- Disse que o profissional tem que conhecer o clube, o estatuto o organograma, e entender as diferenças de cada time. Lembrou que o Vasco tem os esportes olímpicos até no hino.
- Por diversas vezes disse que o gestor do futebol deve respeitar o orçamento apresentado, bem como trabalhar em conjunto com os departamentos jurídico e financeiro.
- Disse que, tirando dívidas antigas, não há razão para um clube de futebol ser deficitário. Saudou o fato de o Vasco estar no grupo I das cotas de TV.
- Disse que é possível trabalhar com orçamento limitado, sendo necessário o uso de criatividade.
- Disse que pior do trabalhar com pouco dinheiro é trabalhar com pouca estrutura.
- Saudou o Grêmio por desenvolver seus próprios softwares de gestão. Lamentou que o Vasco não faça o mesmo.
-Valorizou a profissionalização no futebol, mas disse que os dirigentes políticos são fundamentais.
- Disse que era preciso saber trabalhar com empresários. Sobre parcerias em direitos de jogadores, disse que é preciso que os clubes estabeleçam critérios claros sobre o tema (uma espécie de cartilha)
- Lembrou que é preciso valorizar os profissionais que trabalham na base, que por vezes recebem pouco, comparado com os valores que acabam gerando pro clube. Cogitou a idéia de alguma participação dos mesmo em resultados.
- Também cogitou a possibilidade de se remunerar os atletas profissionais com um salário fixo e outro variável, de acordo com metas e etc...
- Disse que os clubes precisam abrir espaço para jogadores da base. Disse que o ideal é trabalhar com um grupo de 30 atletas, onde cerca de 25 seriam fixos e as outras 5 vagas iriam sendo preenchidas por jogadores da base (Aqueles atletas que o treinador puxa da base para observar melhor) .


Enfim, acho que era isso. Sei que a palestra departamento de futebol, e não sobre a vida do Rodrigo Caetano, mas acho que ele poderia ter falado um pouco mais sobre a sua trajetória no futebol. Abaixo segue uma reportagem da Zero Hora, do ano de 1995, falando a carreira dele até então:

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Tcheco se despede.




Entendo que Tcheco tenha seus motivos para querer sair. Contudo, não compreendo as razões que levaram a diretoria a não demonstrar o menor esforço para garantir sua permanência.



Minha postura pode parecer incoerente, mas explico:



Tcheco vem sendo perseguido por boa parte da torcida e imprensa. Um exemplo disso foi o que fez Maurício Saraiva no último domingo. Ainda tem aquela postura, que eu julgo completamente irracional e pouco responsável, de querer atribuir exclusivamente ao capitão a culpa por todo e qualquer insucesso do Grêmio.



Assim, acho justo que Tcheco queira procurar novos ares, um clube onde possa jogar seu bom futebol de forma mais tranquila, longe de histéricas polêmicas.



Tcheco não é santo, tem seus defeitos, mas é inegavelmente um grande jogador, de raras características. Acho que será difícil a reposição. Isso sem levar em conta a identificação, o engajamento do jogador com o clube.



Assim, salvo engano, me parece que a direção pouco se empenhou em tentar a renovação com o camisa 10. Espero que já tenham algum acerto com um substituto à altura.



Independente do acerto ou não na saída do Tcheco, há de se reconhecer que a direção procedeu com enorme respeito pelo jogador. O mesmo respeito que Tcheco sempre demonstrou ter pela camisa e torcida que representava.


Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Brasileirão - Grêmio 2 x 0 Palmeiras


Rospide manteve o esquema que deu certo no Mineirão, promovendo a entrada de Maylson no meio campo e fixando Douglas Costa no ataque, bem aberto pela esquerda. Muricy, por sua vez, optou por um 4-4-2 mais clássico, com Diego Souza de meia e Obina e Ortigoza no ataque.

Como não poderia deixar de ser, Diego Souza era a principal esperança palmeirense, e ameaçava ao forçar a jogada pela ponta esquerda, em cima de Thiego. No Grêmio, Souza estava apagado e o meio campo pouco encostava no ataque, que ainda assim dava conta do recado. Douglas e Maxi incomodaram bastante a defesa adversária. O Grêmio teve mais volume e gol de Rafael Marques, no rebote da jogada de Maxi, fez justiça no placar.

Na saída para o vestiário, Maurício e Obina trocaram socos. Heber disse que iria ao vestiário tomar uma água e na volta teria uma decisão. Dito e feito, voltou e expulsou os dois.

A partir daí era de se imaginar que o jogo perderia a graça. Não só perdeu a graça como também virou modorrento, uma vez que o Grêmio não soube aproveitar a vantagem númerica. Diego Souza tentou um empate heróico, mas aos 25, Maxi acreditou na jogada, venceu a zaga verde, driblou marcos e decretou o placar final.

Assim como o Minwer, eu não gostei da escolha de Rochemback para capitão,
mas aparentemente a braçadeira lhe fez bem.

Se saúda a manutenção da invencibilidade em casa e o retorno de Willian Magrão.

Se lamenta o fato de que um time como o Palmeiras ainda esteja na briga pela Libertadores enquanto o Grêmio não tem mais nada pra fazer no campeonato.

Fotos: Grêmio.net e ClicRBS

Grêmio 2 x 0 Palmeiras
Rafael Marques 45'
Maxi Lopez 70'

GRÊMIO : Marcelo Grohe; Thiego (William Magrão, 28'/2ºT), Rafael Marques, Réver e Lúcio (Bruno Collaço, 37'/2ºT); Adilson, Fábio Rochemback, Souza e Maylson (Herrera, 9'/2ºT); Douglas Costa e Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide.

PALMEIRAS: Marcos; Figueroa, Maurício, Danilo e Armero; Pierre, Sandro Silva, Deyvid Sacconi e Diego Souza, Ortigoza (Marcão, intervalo) e Obina.
Técnico: Muricy Ramalho.

36ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2009
Data: 18 de novembro de 2009, quarta-feira, 21h50min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 14.521 (12.233 pagantes)
Renda: R$ 331.233,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA)
Cartões amarelos: Lúcio (GRE); Maurício, Armero, Pierre (PAL)
Cartões vermelhos: Maurício, intervalo (PAL); Obina, intervalo (PAL)
Gols: Rafael Marques aos 45 do 1ºT e Maxi López 25 do 2ºT