quinta-feira, janeiro 30, 2014

Gauchão 2014 - Brasil de Pelotas 1x1 Grêmio


E o time B do Grêmio voltou a campo pelo Gauchão do 2014. Usando uma terceira escalação diferente em três jogos, dessa vez com uma formação mais defensiva, com três volantes. Nem deu tempo pra ver se a estratégia foi bem pensada, porque logo aos 5 minutos o time sofreu o gol, novamente numa bola mal cortada pela defesa, que Gustavo Papa aproveitou para chutar e, com auxilío do desvio em Cleylton, superar o goleiro Follmann. O tricolor sentiu o golpe, o Xavante se animou, mas o jogo em si foi muito ruim. Os atletas gremistas tinham grande dificuldades em articular jogadas, raramente encaixavam uma sequência superior a dois passes. Já o Brasil tentava o contra-ataque, mas muito na base do "vamo que vamo". Assim o restante da partida foi um festival de chutões, com muitas disputas pela bola no alto e rebotes, com incontáveis faltas cometidas nesse tipo de lances.

O Brasil até esteve mais perto de ampliar (especialmente nas cabeçadas de Gustavo Papa) do que de levar o empate, mas aos 25 minutos do segundo tempo, numa das raras jogadas conscientes do Grêmio, Felipe Ferreira deu bela assistência e Luan tocou com categoria, por cima do goleiro Luiz Muller, para empatar o jogo. O Brasil pressionou nos minutos finais. Follmann fez grande defesa na cabeçada de Cirilo e Forster teve duas boas chances de desempatar nos acréscimos. Mas tanto na primeira (falta na entrada da área) como na segunda (pênalti duvidoso marcado em Márcio Hahn)  o lateral esquerdo acabou isolando a bola por cima do gol.

 

O juiz da partida era desconhecido para mim. Devemos saudar a renovação e reconhecer que ele foi bem no único critério relevante para a comissão de arbitragem da FGF: Saber fazer cara de brabo.

Me pareceram um tanto exagerados os elogios que os jornalistas da RBS TV fizeram ao gramado do Bento Freitas. O curioso é que nesse processo deu até para dar uma crítica injusta a Arena do Grêmio (o que já é de praxe)

Everton entrou bem no jogo. Conseguiu reter a bola na enfrente, enfrentar a zaga e concluir a gol. Poderia até ter começado a partida.

A explicação talvez passe pela desconfiança na sua zaga, mas Follmann poderia maneirar nas saídas tresloucadas do gol.


Fotos: Italo Santos (G.E.Brasil) e Fernando Gomes (Agência RBS)

Brasil-RS Brasil de Pelotas 1x1 Grêmio Grêmio

GRÊMIO: Follmann; Spessato, Rafael Thyere, Cleylton e Breno; Guilherme Amorim, Matheus Barbosa (Everton, intervalo),  Moisés (Jeferson, 28'/2°T) e Leandro Canhoto (Felipe Ferreira, 17'/2°T); Luan e Everaldo
Técnico: Mabília

BRASIL DE PELOTAS: Luiz Müller; Wender, Fernando Cardozo, Cirilo e Rafael Forster; Leandro Leite, Washington, Túlio Souza (Márcio Hahn, 27'/2°T) e Cleiton; Alex Amado e Gustavo Papa (Nena, 31'/2°T)
Técnico: Rogério Zimmermann

04ª Rodada - Campeonato Gaúcho 2014
Data: 28/01/2014, quarta-feira, 22h00min
Local: Estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS)
Árbitro: Eleno Gonzalez Todeschini
Auxiliares: Lúcio Beiersdorf Flor e Edemar Lacerda Palmeira
Cartões amarelos: Wender, Túlio Souza, Alex Amado e Washington (BRA); Spessato e Guilherme Amorim (GRE)
Cartão vermelho: Guilherme Amorim (GRE)
Gols: Gustavo Papa, aos  5 do 1° tempo e  Luan, aos -25 minutos do 2° tempo

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Camisa Branca 1956


Acho que é uma boa hora de retomar os posts que falam sobre camisas históricas do Grêmio. A camisa branca retratada na ilustração acima foi usada como fardamento reserva na década de cinquenta. No Memorial do Grêmio é atribuída a temporada de 1958, contudo encontrei alguns registros do time usando ela no ano de 1956 (Imagens abaixo).

A primeira é de um jogo disputado no Olímpico, em 20 de setembro de 1956 contra um time que dependendo da fonte, ora é creditada como Seleção Argentina, ora como "Seleção de agremiados da A.F.A."

 Grêmio 0x0 Seleção da A.F.A - 20 de setembro de 1956

GRÊMIO: Sérgio; Figueiró, Airton e Nelcí; Calvet e Ênio Rodrigues, Hercílio; Gessi, Juarez, Milton e Vieira

SELEÇÃO DA AFA: Roma; Daponte, Colman e Vairo; Pederzolli e Gutiereez; De Borgoing, Ceconatto (Pentrelli), Angelillo (Narvascki), Lugo e Garábal

 Juarez tenta o cabeceio no jogo contra o selecionado argentino (fonte: Grêmio História)

 Juarez marca uma dos gols da vitória de 2x0 sobre o Floriano em agosto de 1956 (fonte: Grêmio História)


Renner Vs. Grêmio  na década de 1950 - Valdir de Moraes defende a meta Rennista  no estádio Tiradentes-"Waterloo".


Mas o motivo que me levou a falar dessa fardamento foi me deparar com a foto abaixo, do Ronaldo enfrentando o Spartak em Moscou pela Champions League de 1998/1999 e perceber que a Internazionale de Milão usou um modelo bem parecido para seu uniforme reserva, apenas alternado a ordem em que o azul e o preto são estampados na camisa.


segunda-feira, janeiro 27, 2014

Gauchão 2014 - Grêmio 4x0 Aimoré

 
 

 E o time principal do Grêmio fez sua estreia na temporada 2014. E fez uma boa estreia, feitas todas as ressalvas. É óbvio que podemos questionar se o campeonato gaúcho é parâmetro ou mesma a fragilidade do Aimoré (que é a única equipe que ainda não somou pontos na competição), mas ainda assim acredito que o tricolor mostrou algumas características interessantes. Enderson Moreira escalou o time com 3 volantes, formando uma espécie de losango no meio de campo, que ficava um pouco torto uma vez que Maxi Rodriguez jogava mais aberto pela direita e Riveros avançava mais do que Ramiro.

O jogo em si foi resolvido rapidamente, na primeira meia hora. Aos 13, Barcos recebeu uma bola pelo lado direito, cortou para dentro e chutou de pé esquerdo , acertando o ângulo para marcar o 1x0. O Aimoré sentiu demais o golpe e não reagiu (sequência de fotos acima). Aos 22, Riveros recebeu em posição duvidosa e cruzou, Barcos cabeceou e Bressan completou pras redes. Cinco minutos depois, foi o estreante Edinho que marcou o seu, desviando a falta batida por Maxi Rodriguez (sequência de fotos abaixo). O Grêmio chegou a marcar o quarto ainda no primeiro tempo, mas o bandeirinha Paulo Conceição assinalou equivocadamente impedimento na jogada. Nos 45 minutos finais o tricolor, como era de se esperar, reduziu um pouco o ritmo, mas ainda assim chegou nos 4x0, em um pênalti sofrido por Bressan e convertido por Kleber.


 O lado ruim de um jogo como ontem é a possível empolgação excessiva com uma amostragem mínima. O lado bom é que ajuda a diminuir certos questionamentos. Barcos fez belo gol e foi importantíssimo na partida. Kleber voltou a marcar e Marcelo Grohe, mesmo num jogo disparelho, teve oportunidade de mostrar serviço.

Um aspecto que eu gostei muito no time do Grêmio era de que os atletas não mostraram pudor em cometer faltas para evitar um contra-ataque, o que pode fazer toda diferença num jogo decisivo (lembram da semifinal da Copa do Brasil de 2012?). Pode ser pouco, mas é indicativo de uma equipe bem treinada. 

Aos poucos se entende porque tem gente que ama e porque tem gente que odeia o futebol do Edinho. Por sinal, gostei da forma que ele se posicionou. Como era de se esperar ele se por diversas vezes se junta a linha dos zagueiros, mas sempre fechando pelo lado, e não se enfiando entre Bressan e Rhodolfo, e isto me parece ser bem mais producente.

Maxi Rodriguez jogou mais aberto pela direita (imagino que para balancear o posicionamento de Kleber, que costuma cair mais pela esquerda). Além disso, o uruguaio, ainda que com dificuldades, marcou mais do que costumava marcar em 2013, ficando responsável por acompanhar o lateral adversário.

Eu sigo achando que essas promoções de "acompanhante entra de graça" deveriam ser melhor pensadas. O público total de ontem ficou na casa dos 15 mil (que foi a média dos 5 jogos que o Grêmio fez na Arena pelo Gauchão 2012). Contudo, no ano passado, a média de pagantes na Arena no Gauchão do ano passado foi de 12.900, contra quase 11 mil ontem.

 
 
Fotos: André Kruse e Guilherme Testa (@GuimmyTesta)

 Grêmio Grêmio 4x0 Aimoré Aimoré

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Rhodolfo, Bressan e Wendell; Edinho, Riveros, Ramiro, Maxi Rodríguez (Jean Deretti, 36'/2º) e Kleber (Lucas Coelho, 38'/2º); Barcos (Paulinho, 29'/2º).
Técnico: Enderson Moreira

AIMORÉ: Rafael; Danilo Baia, Marcelo Ramos, Rogério e Juca; Luanderson, Cristian Lucca, Toto (João Paulo, 29'/1º) e Diego Torres; Paulinho Macaíba (Cleiton, intervalo) e Lucas Silva (Moacir, 19'/2º).
Técnico: Ben-Hur Pereira

03ª Rodada - Campeonato Gaúcho 2014
Data: 26 de janeiro de 2014, domingo, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 15.911 (10.824 pagantes)
Renda: R$ 303.675,00
Arbitragem: Jean Pierre Gonçalves Lima
Auxiliares:  Paulo Ricardo Conceição e Charles Lorenzetti.
Cartões amarelos: Danilo Baia, Cristian Lucca, Rogério (A)
Gols: Barcos, aos 13, Bressan  aos 22 e Edinho aos 27 minutos do primeiro tempo; Kleber (pênalti), aos 33 minutos do segundo. 

sábado, janeiro 25, 2014

Nem tudo é Grenal - 2º curta - "As cores da Rivalidade"



No último sábado, dia 18 de janeiro, a RBS TV exibiu o 2º curta da série "Nem tudo é Gre-Nal". O tema desse episódio é "As cores da rivalidade" e pode ser visto no vídeo acima (ou neste link). Falei um pouco sobre primeiro Gre-Nal da história. Acho interessante acrescentar dois pequenos trechos que ajudam a ilustrar como se desenrolou o jogo dos 10x0.


Relato do Correio do Povo de 20 de julho de 1909 sobre o jogo:
"Às 3.25 pelo respectivo referee, sr. Waldermar Bromberg, foi dado signal de kick-off, cabendo este ao center forward Booth, do team azul. Nos primeiros minutos, o jogo esteve indeciso, pois o team azul, que era constituído de excelentes elementos, pretendia conhecer a força do seu rival. Pelo primeiro lance, verificou-se que a linha de forward do Grêmio F.B. era bem combinada e com bizarria atacava seus adversários, sendo rechaçados, por várias vezes, pelo half-backs do team incarnado..." 

Depoimento dado em 1971, por Álvaro Brochado, atleta do Grêmio, sobre aquele primeiro clássico:
"Feito o sorteio, coube ao Internacional a escolha do goal que ocupou fronteiro à sociedade Atiradores. O jôgo ficou logo para os jogadores do Grêmio, que mantiveram a bola sempre no campo adversário, sendo notório que duas únicas vêzes os atacantes do Internacional chutassem contra o goal do Grêmio"(Revista Grandes Clubes Brasileiros - Grêmio - nº 7 - 1971)


sexta-feira, janeiro 24, 2014

Gauchão 2014 - Grêmio 2x1 Lajeadense



Depois da bizarrice que enfrentou no gramado sintético do Zequinha na partida de estréia, os guris do time B do Grêmio tiveram uma oportunidade de atuar em condições mais condizentes com a prática do futebol. Seguia fazendo muito calor, mas as 19h30, com sombra na grama natural da arena, era possível se realizar um jogo. E foi o que aconteceu. É verdade que não com muita velocidade, o estádio muito vazio fez com que os primeiros minutos de jogo fossem mais tranquilos. Aos poucos o Grêmio conseguiu se soltar, avançando em "jogadas pelos flancos" (OSTERMANN, Ruy) onde se destacavam Spessatto, Breno e, especialmente, Everton. O Lajeadense conseguia ameaçar através da maior presença física dos seus atletas, levando perigo principalmente na bola aérea. Aos 38 minutos Breno apareceu bem pela ponta esquerda e cruzou forte e rasteiro para Everton empurrar para as redes. 1x0 foi o placar do primeiro tempo.

No segundo tempo o Grêmio tratou de administrar o resultado e o seu cansaço. Notei uma movimentação curiosa: Everaldo, que é centroavante de área, retornava como meio-campista enquanto Luan permanecia como o atleta mais avançado. Aos poucos o tricolor foi perdendo o controle do meio de campo (as mudanças feitas não surtiram efeito) e o Lajeadense teve uma série de oportunidades para levanta a bola na área do Grêmio. Em um escanteio aos 32 minutos, Gabriel Atz subiu sozinho e empatou o jogo. Por sorte o Grêmio ainda teve tempo de reagir. Aos 43, Luan recebeu pelo passe e foi derrubado dentro da área. Leandro Canhoto converteu o pênalti que estabeleceu o 2x1 final.

 

Tivemos o menor público pagante da história da Arena ontem (até em Juventude x Botafogo-PB foram vendido mais ingressos). Era possível prever isso? O desinteresse é evidente, vários torcedores que estavam na Arena ignoram o jogo no segundo tempo para pedir autografo para Barcos. Em dias assim, não seria melhor abrir apenas o anel inferior? Seria mais econômico e diminuiria a sensação de vazio no estádio.

Outra questão que aumentou esse sentimento de o estádio estava deserto foi o fato, de mais uma vez, não termos bandeiras, faixas e instrumentos musicais na Arena. Os primeiros minutos de jogo, sem nenhum grito de torcida, foram deprimentes. Espero muito para que se resolvam todos os entraves dessa questão (sejam eles de fato burocráticos ou apenas de "espírito") antes da estreia na Libertadores.

Por que o Eduardo Martini estava usando o camisa "01" do Lajeadense? Quando o Rogério Ceni faz isso já excessivamente ridículo.

Tomei um susto quando ouvi na coletiva que o Everton tem apenas 17 anos. Mostrou bastante confiança e personalidade na partida. Promissor.

Breno foi um dos poucos que se destacou no primeiro jogo. Ontem novamente foi bem. Uma boa notícia, especialmente se considerarmos o fato o Grêmio não tem opções assim na lateral esquerda.
 
Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net) e André Kruse

Grêmio Grêmio 2x1 Lajeadense Lajeadense

GRÊMIO: Follmann; Spessatto, Rafael Thyere, Cleylton e Breno; Moisés (Angelo, 26'/2ºT), Guilherme Amorim e Jeferson (Matheus Barbosa, 20'/2ºT); Everton, Luan e Everaldo (Leandro Canhoto, 13'/2ºT).
Técnico: Marcelo Mabília

LAJEADENSE: Eduardo Martini; Márcio Gabriel, Bruno Oliveira, Gabriel Atz e Marcio Goiano; Rudiero, Mateus (João Felipe, 21'/2ºT), Everton e Rennan (Mikael, 28'/2ºT); Cléverson e Japa (Eber, 37'/2ºT).
Técnico: Fabiano Daitx

2ª Rodada - Campeonato Gaúcho 2014
Data: 24 de janeiro de 2014, quinta-feira, 19h30min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre-RS
Público: 5.029 (3.360 pagantes)
Renda: R$ 82.347,00
Árbitro: Diego Almeida Real,
Auxiliares :João Lúcio Junior e Elio Nepomuceno Jr.
Cartões amarelos: Rennan, Everton, Bruno Oliveira (L); Jeferson, Guilherme Amorin, Matheus Barbosa, Angelo (G)
Cartão vermelho: Bruno Oliveira (L)
Gols: Everton (G), a 38 min do primeiro tempo. Gabriel Atz (L), a 32 min, e Leandro Canhoto (G), a 42 min do segundo tempo.