sábado, outubro 11, 2014

Eleições para Presidente 2014 - Primeiro Turno


 Na última terça-feira, ocorreu o primeiro turno da eleição para a Presidência do Grêmio para o próximo biênio. 291 conselheiros votaram. Foram três votos em branco e um nulo. Os demais votos ficaram assim distribuídos:

Chapa 01 - Grêmio Novo -  Presidente: Jorge Eduardo Bastos - 20 votos
Conselho de Administração: Rodrigo Karan, Sérgio Bombassaro, João Burzlaff, Lucas Thadeu da Luz, Donato Hubner e Milton de Mello

Chapa 02 - Projeto Grêmio - Presidente: Pierre Gonçalves - 10 votos
Conselho de Administração: André Luís Morini, Rafael Hansen de Lima, Leandro Bortolini, Giuliano Vieceli, Cristiano Machado Costa e Leandro Vidal Nogueira

Chapa 03 - Somos Grêmio - Presidente: Nilton Cabistani - 10 votos
Conselho de Administração: Ricardo Gothe, Paulo Grings, Maurício Lacerda,  Renato Vieira, Diego Luz e Roger Ritter 

Chapa 04 - Nossa Casa Novas Conquistas Nosso Futuro - Presidente: Romildo Bolzan Jr - 140 votos
Conselho de Administração: Adalberto Preis, Antônio Dutra Jr., Claudio Oderich, Marcos Herrmann, Odorico Roman e Sergei Ignacio da Costa 

Chapa 05 - Grêmio Por Todos  - Presidente: Homero Bellini Jr. - 107 votos
Conselho de Administração: Airton Ruschel, Eduardo Magrisso, Émerson Rosa, Fernando Hackmann, José de Jesus Camargo e Juarez Aiquel

Conforme consta no site do clube: "Assim, as duas chapas, as únicas a obterem pelo menos 20% dos votos entre os 291 conselheiros que participaram do pleito, disputarão a preferência dos associados no dia 18 de outubro, em Assembleia Geral."

Ainda que possa parecer óbvio para muitos, considero importante deixar claro que eu votei na Chapa 05, por entender que a atual administração não é satisfatória, por ter participado da elaboração do projeto de gestão do Homero Bellini e por acreditar que ali está a melhor opção para comandar o clube nos próximos anos.

Apesar de ser uma tarefa cansativa e muitas vezes pouco recompensadora, eu me empenho em defender a democratização no Grêmio. Fico feliz em ver mais uma eleição acontecendo, apesar de entender que ainda são necessárias algumas correções no nosso processo democrático. Já disse inúmeras vezes aqui no blog que não gosto desse formato de primeiro turno dentro do conselho, especialmente com a cláusula de barreira. Mas esse é apenas um descontentamento meu com as regras e o formato da eleição. De resto eu me incomodo muito mais com a postura e atitudes de alguns participantes desse processo. E quanto a este aspecto é difícil sugerir mudanças que não sejam as de consciência.

O grande número de chapas concorrentes espanta não só quem acompanha de longe como também quem milita na política gremista. É evidente que existem diferenças nas ideias, nas maneiras que se acredita que o clube deve ser administrado. Mas essas divergências não são tão variadas ao ponto de justificar cinco chapas distintas. Essa pluralidade se explica muito mais pela disputa por espaço do que pela disputa por ideias. A busca pura e simples por poder, cargos e colocações, sem qualquer ideologia por trás, não faz o menor sentido pra mim. Tento me esforçar para não julgar ou tentar deslegitimar quem pensa o contrário, mas é bastante complicado presenciar algumas coisas como, por exemplo, ver um conselheiro que concorreu por uma chapa se engajar de maneira enérgica na campanha de outro candidato antes mesmo da  votação no 1º turno se encerrar.

Me parece que a ânsia pelo poder não pode justificar uma série de incoerências  que temos visto por aí (a insistente crítica a inserção da política partidária no clube foi esquecida agora?). Aliás, a ânsia pelo poder deveria somente servir como motivação para o aprimoramento na apresentação dos projetos que se tem para o Grêmio. Mas isso não é tão fácil, porque quem efetivamente está interessado em introduzir ideias para o cenário do clube como um todo, pensando grande mas com os pés no chão, acaba perdendo uma quantidade absurda de energia tentando refutar propostas fantasiosas ou tentando desestimular debates irresponsavelmente baixos, cheios de terrorismos baratos ("se A ganhar o Fulano sai"; "se B vencer tal coisa irá acabar")  e falsas ilações e associações ("tal grupo está ligado em Beltrano, porque lá em 19XX..."). E por mais essa discussão típica de "recreio de colégio" possa ser iniciada de  maneira inconsciente, sem segundas intenções,  ela fatalmente acaba desviando o foco dos assuntos realmente importantes e relevantes.

Apesar de todas essas constatações, eu ainda tenho esperança de ajudar a aumentar nível e a profundidade do debate. A razão final da disputa política dever ser sempre a melhora do clube.

quinta-feira, outubro 09, 2014

Brasileirão 2014 - Grêmio 2x0 Sport


O placar final de 2x0 pode dar a impressão de que o Grêmio finalmente teve uma vitória tranquila em casa nesse Brasileirão. Mas não foi bem isso que aconteceu. O próprio treinador gremista classificou a atuação do time como "razoável". Na escalação, pode se perceber uma mudança no setor ofensivo. Fernandinho foi escalado para jogar aberto pelo lado direito, praticamente espelhando o posicionamento que Dudu tem pela esquerda. Um pouco mais recuado ficava Alan Ruiz, com a missão de acionar os dois "pontas" acima citados e o centroavante Barcos. O começo de jogo do Grêmio foi um pouco truncado, o time conseguiu ter a bola no campo de ataque mas as conclusões só aconteceram em chutes de longa distância de Fellipe Bastos (chutes com boa força, mas pouca direção). O Sport tinha espaços no contra-ataque, mas o tricolor  acabou se ajeitando em campo aos 30 minutos, com o gol de Alan Ruiz,  que aproveitou uma bola vinda de Barcos para soltar um foguete da entrada da área e abrir o marcador.

No segundo tempo o Grêmio recuou, atraindo o Sport para o seu campo em busca de espaços para contra-atacar. O problema é que ao fazer isso o time acabou cometendo algumas faltas perigosas na frente da área. Por sorte os visitantes não aproveitaram e o tricolor seguiu esperando por uma bola para liquidar o jogo. E essa bola foi lançada por Giuliano, aos 31 minutos do segundo tempo, encontrando Dudu com todo o campo de ataque livre para avançar, driblar o goleiro Magrão e marcar o 2x0.


Felipão foi muito bem na coletiva pós-jogo. Fez as piadas que queria fazer (a "dos oito volantes" e do "bolo x confusão com Luxemburgo") mas nem por isso deixou de fazer a (auto)crítica da equipe, deixando bem claro o que espera ver melhorado (posicionamento e posse de bola). Único elemento que ele deixou de citar foi o baixo aproveitamento da bola parada. Contudo ele já se manifestou anteriormente sobre isso.

Um fornecedor "alternativo" embarcou no Outubro Rosa antes do fornecedor de material esportivo oficial.

Grande partida do Tiago Machowski. Passou segurança desde o apito inicial.

Tivemos 46 mil pessoas presentes na Arena no sábado. 4 dias depois, num jogo pelo mesmo campeonato, o público caiu para 13 mil. Essa dinâmica da torcida pode ser curiosa, difícil de entender, mas é plenamente conhecida. Em razão disso, penso que não faz muito sentido  o preço dos ingressos contra o Sport, numa quarta-feira as 22h, ser o mesmo do jogo contra o São Paulo num sábado as 16h20.

Fotos: André Kruse (Grêmio1983.blogspot), Fabiano do Amaral (Correio do Povo) e Ricardo Rimoli (Lance)

Grêmio Grêmio 2x0 Sport Sport

GRÊMIO: Tiago; Pará, Geromel, Rhodolfo (Bressan, 18'/2º) e Zé Roberto; Ramiro, Fellipe Bastos,  Fernandinho (Walace, 28'/2º), Alán Ruiz (Giuliano, 21'/2º) e Dudu; Barcos
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SPORT: Magrão; Patric, Durval, Henrique Mattos e Renê; Wendel, Rithely, Augusto (Ananias, intervalo) e Danilo (Mike, 16'/2º); Diego Souza e Neto Baiano (Felipe Azevedo, intervalo).
Técnico: Eduardo Baptista

27ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2014
Data: 8/10/2014, quarta-feira, às 22h00min
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público: 13.327 (11.659 pagantes)
Renda: R$ 247. 559,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ)
Auxiliares: Rodrigo Henrique Corrêa-RJ e Luiz Claudio Regazone-RJ
Cartões amarelos: Geromel, Giuliano, Walace (GRE); Wendel (SPT)
Gols: Alán Ruiz, aos 30 minutos do primeiro tempo e Dudu, aos 31 minutos do segundo tempo

terça-feira, outubro 07, 2014

Brasileirão 2014 - Classificação e Aproveitamento na 26ª Rodada



No Campeonato Brasileiro de 2014 o Grêmio conquistou 43 pontos nas primeiras 26 rodadas, tendo um aproveitamento de 55,13%. Até aqui a média de público pagante nos jogos em casa é de 19.681 (considerando só os jogos na Arena é de 21.246) e a média de público total é de 22.288 (considerando só os jogos na Arena é de 24.056).

 Na era dos pontos corridos com 20 times somente em 2008, 2012 e 2013 o clube conseguiu um aproveitamento superior a este: 

- Em 2013 o Grêmio fez 48 pontos nos primeiros 26 jogos (61,54% de aproveitamento)
- Em 2012 o Grêmio fez 49 pontos nos primeiros 26 jogos (62,82% de aproveitamento)
- Em 2011 o Grêmio fez 36 pontos nos primeiros 26 jogos* (46,15% de aproveitamento)
- Em 2010 o Grêmio fez 36 pontos nos primeiros 26 jogos (46,15% de aproveitamento)
- Em 2009 o Grêmio fez 39 pontos nos primeiros 26 jogos (50,00% de aproveitamento) 
- Em 2008 o Grêmio fez 50 pontos nos primeiros 26 jogos (64,10% de aproveitamento) 
- Em 2007 o Grêmio fez 41 pontos nos primeiros 26 jogos (52,56% de aproveitamento) 
- Em 2006 o Grêmio fez 45 pontos nos primeiros 26 jogos (57,69% de aproveitamento) 

 Se o Cruzeiro mantiver o atual aproveitamento de 71% atingirá a marca de 81 pontos.  Ainda que o Grêmio conseguisse 100% de aproveitamento nas 12 rodadas restantes (36 pontos a serem disputados) ele não alcançaria os mineiros.  Veja abaixo como foi o aproveitamento do Grêmio nessa reta final em anos anteriores:

- Em 2013 o Grêmio fez 17 pontos nos últimos 12 jogos (47,22% de aproveitamento)
- Em 2012 o Grêmio fez 22 pontos nós últimos 12 jogos (61,11% de aproveitamento)
- Em 2011 o Grêmio fez 12 pontos nos últimos 12 jogos (33,33% de aproveitamento)
- Em 2010 o Grêmio fez 27 pontos nos últimos 12 jogos (75,00% de aproveitamento)
- Em 2009 o Grêmio fez 16 pontos nos últimos 12 jogos (44,44% de aproveitamento)
- Em 2008 o Grêmio fez 22 pontos nos últimos 12 jogos (61,11% de aproveitamento)
- Em 2007 o Grêmio fez 17 pontos nos últimos 12 jogos (47,22% de aproveitamento)
- Em 2006 o Grêmio fez 22 pontos nós últimos 12 jogos (61,11% de aproveitamento)

Contudo, se o Grêmio conseguir manter o atual aproveitamento, ele tem grandes chances  de se classificar para a Libertadores de 2015. Desde 2003 o mínimo que um time teve que fazer de aproveitamento para classificar para a Libertadores foi 52% e o máximo foi 58% (O último classificado para a Libertadores teve 53% em 2003, 57% em 2004, 55% em 2005, 53% em 2006, 53% em 2007, 57% em 2008, 54% em 2009, 55% em 2010, 52% em 2011, 58% em 2012 e 53% em 2013. Sendo que em 2003, 2006, 2007 e 2011 o quinto colocado se classificou para a Libertadores)



*Jogo contra o Santos foi adiado para 5 de outubro
 




Fontes: Folha de São Paulo. Correio do Povo e  Bola na Área.

segunda-feira, outubro 06, 2014

Brasileirão 2014 - Grêmio 0x1 São Paulo


Todos sabiam que uma hora Marcelo Grohe teria interrompido o seu longo período sem sofrer gols. E cedo ou tarde o Grêmio perderia sua sequência de jogos sem derrota. Pra nosso azar, isso foi acontecer justamente contra o São Paulo, que é um adversário direto na luta pelo G4.

O Grêmio não conseguiu repetir a postura apresentada em outras partidas de adiantar a sua marcação e de trabalhar a posse de bola no campo de ataque. Assim o jogo foi um pouco mais aberto e corrido do que os anteriores, com as duas equipes tendo um bom número de chances. Logo aos 3 minutos Luan recebeu a bola de frente pro gol, mas no Rogério Ceni espalmou seu primeiro chute e Paulo Miranda salvou em cima da linha o segundo arremate. Aos 21 Pato soltou forte chute de pé esquerdo e Marcelo Grohe colocou a bola pela linha de fundo. Na cobrança do escanteio Kaká acertou o travessão, quase marcando um gol olímpico. Aos 32 Fellipe Bastos pegou um rebote e obrigou Rogério Ceni a fazer grande defesa. Dois minutos depois, Zé Roberto mandou uma bomba do bico da área, a bola carimbou Michel Bastos e encobriu Rogério Ceni, mas Edson Silva conseguiu tirar de cima da linha.

Logo no início do segundo tempo o São Paulo teve um pênalti questionável marcado a seu favor. Rogério Ceni converteu e o time e torcida do Grêmio ficaram excessivamente incomodados com a desvantagem no placar e justificadamente revoltados com a péssima condução de jogo que era feito pelo quinteto de arbitragem. O Grêmio lutou bastante para buscar uma reação, mas novamente transpareceram alguns defeitos da equipe, especialmente a falta de refino no penúltimo e último toque nas jogadas de ataque e o péssimo aproveitamento na bola parada. 

Assim o Grêmio acabou sendo derrotado dentro de casa para o São Paulo, o que em qualquer circunstância é ruim, mas não inaceitável. Especialmente se considerarmos que o Grêmio é um time em formação (ou reconstrução) em meio a temporada.


Essa brincadeira de buscar um time ou um treinador para ser o vilão do campeonato perde a graça quando começa a afetar a isenção de quem deveria fazer uma análise séria. Pode se até chegar a conclusão de que o juiz acertou no lance do pênalti, mas ainda assim é inaceitável que se diga que a arbitragem foi "boa". Mais estranho ainda é o fato do Sportv ter excluído da sua edição de melhores momentos o clamoroso erro do Auxiliar FIFA Bruno Boschilia, que ignorou o livro de regras e marcou impedimento numa bola que foi passada pela defesa. Curiosamente, o Grêmio foi prejudicado com esse mesmo erro no confronto contra o São Paulo no primeiro turno.

Mas o principal problema esteve na condução do jogo como um todo, na total falta de critério da arbitragem. Pará, Kaká e Zé Roberto tentaram cavar pênaltis ao cair dentro da área, mas estranhamente só o camisa 10 gremista recebeu cartão amarelo.

Aos 15 minutos o juiz mostrou cartão amarelo para Fellipe Bastos por uma falta que não foi marcado pelo fato do São Paulo ter tido vantagem na sequência. Seis minutos depois Alan Kardec segurou Giuliano, o Grêmio teve vantagem mas o juiz não deu amarelo para o são-paulino. E é valido lembrar que as orientações do livro de regras determinam que o jogador que segura um adversário com a bola em jogo dever ser advertido com cartão. 

E todos os assistentes só se manifestavam de forma favorável ao São Paulo. Exemplo claro disso aconteceu no lance em Hudson dominou a bola com a mão, mas o "assistente de trás de gol" resolveu ignorar e  atender uma marcação posterior de Rogério Ceni. A propósito, seria bem mais econômico não pagar a taxa de arbitragem e deixar as marcações a critério do goleiro são-paulino e de Kaká, que foram quem efetivamente apitaram boa parte do jogo.

O carrinho que Rhodolfo deu em Alan Kardec foi tão faltoso quanto um que Kaká recebeu de Geromel dentro da área ainda no primeiro tempo, ou mesmo dos recebidos por Ramiro e Barcos no jogo contra o Fluminense. Mas só um deles foi marcado. O critério para marcação não pode (ou não deveria) passar pelo forma que o jogador cai dentro da área.

Kaká foi o grande destaque do jogo, nem tanto por brilho técnico, mas pela "cancha" que ele empresta a esse time do São Paulo e pela disposição dele dentro do campo.

É impossível que as 45 mil pessoas  tenham os mesmos conceitos sobre futebol. E talvez seja um exagero exigir que massa dentro de um estádio seja justa e criteriosa nas suas manifestações. Mas eu me incomodei em ouvir vaias ao Luan. Não entendo essa mania de pegar no pé dele. Nós deveríamos ter MAIS paciência com os guris da base (e não o contrário).

Ir num jogo de estádio cheio, com bandeiras, instrumentos e faixas na torcida é sempre muito legal, independente do resultado final. Todos os ingressos teriam sido vendidos. Mas se viam vários assentos vazios, como nas cadeiras superior corner nordeste e, especialmente, nas cadeiras superior corner sudeste. Um problema que deverá persistir enquanto não for implementado o check-in. O triste é que esse era um jogo propício para se buscar uma solução para essa questão, mas na semana surgiu uma nova desculpa (ao meu ver furada) para que o clube permaneça inerte sobre este assunto.


Grêmio Grêmio 0x1 São Paulo São Paulo

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Pedro Geromel, Rhodolfo e Zé Roberto; Walace (Giuliano, aos 19'/2ºT), Fellipe Bastos (Riveros, aos 32'/2ºT), Ramiro, Luan e Dudu; Barcos
Técnico: Luiz Felipe Scolari

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Hudson, Paulo Miranda, Edson Silva e Michel Bastos; Souza, Maicon (Reinaldo, aos 29'/2ºT), Kaká e Paulo Henrique Ganso; Alexandre Pato (Osvaldo, aos 33'/2ºT) e Alan Kardec
Técnico: Milton Cruz

26ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2014
Data: 4/outubro/2014, sábado, às 16h20min
Local: Arena Grêmio, Porto Alegre (RS)
Público: 46.441 (43.653 pagantes)
Renda: R$ 1.677.434,00
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (PR)
Assistentes: Bruno Boschilia (FIFA-PR) e Ivan Carlos Bohn
Cartões amarelos: Pará, Fellipe Bastos, Rhodolfo, Barcos e Zé Roberto; Hudson, Edson Silva e Reinaldo
Gol: Rogério Ceni (de pênalti)  aos 9 minutos do 2º tempo

quinta-feira, outubro 02, 2014

Brasileirão 1990 - Grêmio 1x0 São Paulo


Como se avizinha mais um jogo de Grêmio e São Paulo no Brasileirão, acho válido lembrar mais um episódio da história desse confronto. Em 1990, vinte times disputaram o Campeonato Brasileiro. A fórmula da competição, conforme o Bola na Área, era a seguinte: "A fase de classificação é dividida em dois turnos. No primeiro, o Grupo A enfrenta o B. No segundo os jogos são dentro dos próprios grupos. O vencedor de turno em cada grupo e os outros quatro clubes de melhor campanha no geral, seguem para as quartas-de-final."

Pois na primeira fase, o Grêmio não só foi o vencedor do Grupo B no 1º turno como também teve a melhor campanha no geral. Nas quartas de final o time comandado por Evaristo de Macedo passou pelo Palmeiras, em dois jogos bastante tensos, com direito a uma dantesca cena  de um Frei tentando conter a briga entre a Brigada Militar e a torcida Palmeirense na partida de volta no Olímpico.

Todo esse furdunço visto nas partidas contra o Palmeiras serviu como estopim para um guerra de declarações e bastidores para a semifinal entre Grêmio e São Paulo. O encontro de ida, no Morumbi, de fato foi quente, com o São Paulo fazendo 2x0 num jogo em que aconteceu uma batalha campal e com Márcio Rezende de Freitas deixando de dar um pênalti claro para o Grêmio.


Pelos relatos, o jogo não foi tão violento como se previa. O Grêmio conseguiu abrir o marcador aos três minutos do segundo tempo, com Maurício aproveitando bom passe de Darci para driblar Zetti e tocar pro fundo das redes. Contudo o segundo gol, que traria a classificação, não aconteceu. Os jogadores gremistas reclamaram muito de dois pênaltis não marcados, um em Alfinete e outro Maurício (O segundo me pareceu claro). Assim o São Paulo avançou para a final, onde faria um confronto paulista com o Corinthians (para delírio da TV Bandeirantes, que havia comprado os direitos de transmissão daquele torneio com exclusividade)





"O Grêmio enfrentou dois adversários na vitória de 1 a 0 sobre o São Paulo, sábado à tarde, no Olímpico: Seu escasso futebol e a CBF, que indicou o árbitro Wilson Carlos dos Santos, um carioca que trabalha na Federação Paulista de Futebol. Ele deixou de marcar dois pênaltis a favor da equipe gaúcha, sobre Alfinete e Maurício." (Correio do Povo - 10 de dezembro de 1990)


"O jogo foi tranquilo, sem lances de violência, e os poucos cartões amarelos utilizados pelo juiz Wilson Carlos Santos foram em razão de reclamações e atitudes antidesportivas, negando totalmente as declarações dos paulista, que anteviam muitos problemas" (Jornal do Brasil, 10 de dezembro de 1990)



"O ex-presidente da Cobraf (comissão Brasileira de Arbitragem do Futebol) e indicado como observador pela CBF para a partida, Áulio Nazareno, foi diplomático: "Não posso comentar porque não vi o lance. E se tivesse visto, não poderia comentá-lo por uma questão de ética". Mas, segundo depoimento do radialista Silvio Almeida, da rádio Gaúcha, no momento do lance Áulio comentou: "Que barbaridade". (Jornal do Brasil, 10 de dezembro de 1990)


"O diretor de futebol Túlio Macedo também reclamou. "Não tenho nada contra a pessoa do sr. Wilson Carlos dos Santos, mas o fato de ele pertencer à Federação Paulista nos faz pensar"" (Folha de São Paulo, 10 de dezembro de 1990)

Fontes: Bola na Área, Correio do Povo, Folha de Hoje, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Revista Semana em Ação, Pioneiro e Zero Hora

Grêmio 1x0 São Paulo

GRÊMIO: Sidmar; Alfinete, João Marcelo, Vilson e Hélcio (Biro-Biro); João Antônio, Donizete, Caio e Assis; Maurício e Nilson (Darci)
Técnico: Evaristo de Macedo

SÃO PAULO:  Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ivan e Leonardo; Flávio, Bernardo e Raí; Alcindo (Ronaldo), Eliel e Elivélton
Técnico: Telê Santana

Brasileirão 1990 - Semifinal - Jogo de volta
Data: 8 de dezembro de 1990, Sábado, 18h00min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público: 40.167 pagantes
Renda: Cr$ 23.227.500,00
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos
Cartões Amarelos: Cafu, Alcindo e João Antônio.
Gol: Maurício, aos 3 minutos do segundo tempo