domingo, novembro 04, 2012

Brasileirão - Grêmio 1x0 Ponte Preta


É sabido que a Ponte Preta é um time chato. Uma equipe consciente de suas limitações e bastante aplicada na sua proposta de jogo. E também igualmente sabido que o Grêmio encontra dificuldades contra advesários que jogam fechados no Olímpico. E assim o jogo foi chato, com o tricolor pouco inspirado na hora de propor o jogo.  Os comandados de Luxemburgo forçavam o ataque pelo lado direito, com Leando e Pará aparecendo por ali, mas a bola pouca chegava em Marcelo Moreno. Enquanto isso a Ponte levava perigo nos contra-ataques e esteve sempre muito  mais perto de abrir o marcador.

O jogo não melhorou no segundo tempo. O Grêmio seguiu tendo a bola longe do gol e a Ponte ficou ainda mais confortável na partida, ainda que tenha rareado as suas idas ao ataque. Luxemburgo atendeu a torcida e colocou Elano em campo (parecia descontado). Minutos mais tarde foi André Lima que entrou e deu um pouco mais de "vida" ao ataque, mas o tricolor não criava chances concretas. Aos 25 do segundo tempo Júlio César foi expulso ao impedir, com falta, uma oportunidade clara de gol da equipe adversária. Aí estranhamente a Ponte se acomodou e passou a tentar amorcegar o jogo. O Grêmio passou a ter uma série de escanteios (a maioria mal aproveitado) até que aos 45 minutos André Lima tomou a frente do goleiro e marcou o único gol de jogo.


Reitero que André Lima é um atleta muito útil para se ter no grupo. Dentro da área ele tem grande serventia. E deu uma declaração interessante para um jogador que é considerado como "marketeiro" por alguns.

Bem que tentei, mas não vi falta no lance do gol. André Lima não fez carga em nenhum dos seus marcadores. O goleiro da Ponte saltou muito pouco.

Júlio César foi expulso ao fazer uma falta providencial para os rumos da partida. Era a sua obrigação, mas muito atletas se furtam dessa obrigação. É importante dizer que houve uma falta não marcada em Elano no início da jogada.

Eu já disse que não gosto muito da forma que o clube faz estas promoções de ingressos. Mas ontem foi mais uma vez reconhecido que um estádio cheio pode fazer a diferença. É preciso achar um meio termo nessa questão, encontrar um ajuste na política de preço dos ingressos.

Ainda que não venha jogando bem o Grêmio atingiu uma interessante marca de 13 jogos invictos.

Fotos: Lucas Uebel (Grêmio Oficial)

Grêmio 1x0 Ponte Preta
André Lima 90´


GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Naldo e Anderson Pico (Julio Cesar, 46'/1ºT) ; Fernando (Elano, 15'/2ºT) , Souza, Marco Antônio e Zé Roberto; Leandro (André Lima, 23'/2º T) e Marcelo Moreno
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

PONTE PRETA: Roberto; Tiago Alves, Ferron, Cleber e João Paulo; Baraka, Renê Júnior, Wendel e Nikão (Marcinho, 31'/2º T) ; Luan (Rildo, 20'/2ºT) e Roger (Giancarlo, 36'/2º T)
Técnico: Guto Ferreira.

34ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2012
Data: 3/11/2012, sábado, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Público: 40.760 (21.833 pagantes)
Renda: R$ 577.215,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (Fifa-RJ) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Marco Antônio e Werley (GRE); Luan e Renê Junior (PPO)
Cartão vermelho: Julio Cesar, aos 24 do 2º tempo
Gol: André Lima, aos 45 minutos do 2º tempo

sexta-feira, novembro 02, 2012

E o cartão amarelo?


Na vitória contra o Sport, na Ilha do Retiro, Kléber recebeu cartão amarelo. Na súmula, o árbitro da partida afirma que advertiu o avante gremista, aos 41 minutos, por "colocar a mão na bola". Escrevi na ocasião, e reitero, que o juiz ignorou a regra do jogo.


No vídeo do lance fica claro que Kléber, em uma jogada de ataque, acabou usando o braço ao tentar dominar uma bola passada por um companheiro. Mas nem todo o toque de mão é passível de punição com cartão. Muito antes pelo contrário. As regras do jogo são bem restritivas na apresentação de cartões nesse tipo de jogada. São 3 hipóteses:

-  tocar a bola com a mão para impedir que um adversário tenha posse da mesma ou desenvolva um ataque (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal) - CARTÃO AMARELO
- tocar a bola com a mão para tentar marcar um gol (não é necessário que consiga)- - CARTÃO AMARELO
- impedir um gol ou acabar com uma oportunidade clara de gol, com uso intencional de mão na bola (isso não vale para o goleiro dentro de sua própria área penal)- CARTÃO VERMELHO




Não há como incluir o lance do Kléber em nenhuma dessas hipóteses. O que torna o cartão recebido completamente ilegal. No jogo em questão não houve um prejuízo imediato, mas Kléber ficou de fora da partida seguinte contra o Botafogo, quando o Grêmio teve que se valer de juniores para completar o banco de reservas.

E quem era juiz da partida em questão? Francisco Carlos do Nascimento. Era de se supor que a comissão de arbitragem tomaria alguma atitude em relação à um juiz que contraria a regra do jogo. Mas na semana seguinte lá estava Francisco do Nascimento escalado para apitar na série B.

E quem foi o principal responsável pela grande confusão do jogo entre Inter e Palmeiras? Francisco Carlos do Nascimento, que incrivelmente titubeou para marcar o toque de mão de Barcos (supostamente se valendo de auxílio externo) no que seria o gol de empate alviverde. Um detalhe que vem passando quase despercebido é que, se foi marcado o toque de mão, deveria também ser apresentado o cartão amarelo para o atacante palmeirense  (que tocou a bola com a mão para tentar marcar um gol). 



Surpreendentemente (para não dizer revoltantemente) o status quo da arbitragem nacional ensaia usar esse detalhe na defesa do árbitro. Isso mesmo, na DEFESA do juiz, tentando justificar um erro com outro erro. O argumento é risível.Se não se sabe quem foi o jogador que cometeu, como foi possível dizer para qual time deveria ser marcada a falta? É de se imaginar que tal argumento de pronto caia no rídiculo, mas não dá pra se duvidar de nada em um país no qual Carlos Simon foi escolhido para apitar 3 Copas do Mundo.

O debate sobre o uso de meios eletrônicos no auxílio da arbitragem no futebol está caindo de maduro. Mas no Brasil o buraco é bem  mais em baixo.O problema reside na falta de critérios e na simples aplicação das regras. Como é que se permite a escala de um juiz que apita de forma contrária as regras do jogo? Por que a comissão de arbitragem só toma providências quando certos times são prejudicados?


quarta-feira, outubro 31, 2012

Sulamericana - Grêmio 1x0 Millonarios


A "cartilha" dos torneio de mata-mata recomenda que o time da casa construa uma boa vantagem no primeiro jogo. Essa era a missão do Grêmio ontem contra o Millonarios. Mas a situação trouxe a tona o trauma da eliminação para o Palmeiras na Copa do Brasil, onde o tricolor se expôs excessivamente e acabou sendo surpreendido. Dessa vez o time de Luxemburgo não se desesperou e não cai na arapuca do adversário. O Millonários tentou se valer da posse de bola e da troca cadenciada de passes para tirar o Grêmio do lugar. Não deu tão certo. O tricolor teve paciência para marcar e conseguiu ir ao ataque, especialmente pelo lado direito, com Pará. Talvez tenha faltado um pouco mais de presença de área para os atacantes, de penetração para o meias e de ultrapassagem para os volantes e laterais, mas ainda assim o Grêmio incomodou. E num escanteio fez o 1x0. Marco Antônio aproveitou no segundo pau, a bola desviada pelo defensor adversário.

O Millonários não se incomodou muito com a desvantagem e seguiu com a sua proposta de jogo no segundo tempo. O Grêmio foi um busca de um segundo gol, e passou a forçar mais em cruzamentos e chute de longa distância. Marcelo Moreno desperdiçou boa chance após passe rasteiro de Leandro e Léo Gago carimbou a trave em arremate de fora da área. Nos minutos finais, quando o Millonários parecia satisfeito e o Grêmio estava ressabiado em levar um gol, André Lima marcou e o juiz anulou. O lance é duvidoso. O juiz inicialmente sinalizou o gol, mas atendeu o chamado do bandeirinha, que incorretamente marcou impedimento (a bola foi desviada por Renteria). Resta dúvida se André Lima completou para as redes com a mão ou com a cabeça/ombro. Uma pena que ninguém tenha consultado as imagens da TV. Uma pena que o delegado da partida não tenha inteferido. Uma pena que nenhum repórter tenha assoprado nada para a arbitragem.


Leandro parece afobado, mas ainda mais afobados me parecem alguns críticos dele. É prata da casa e ainda tem idade para estar nos juniores. E sempre aparece pro jogo. Ontem, o escanteio do gol se originou de uma tentativa de arremate dele, assim como duas importantes oportunidades começaram com cruzamentos feitos por ele.


Como bem ressaltou Luxemburgo, Pará fez uma partida excepcional. Apareceu no ataque e nunca deixou de auxiliar na marcação.


Não é a primeira vez que Luxemburgo retira um atacante e avança o Zé Roberto para tentar segurar um resultado. Eu confesso que não gosta de ver o nosso camisa 10 tão perto da área, apesar de ver nele o jogador mais recomendado para segurar a bola.



Fotos: Lucas Uebel (Grêmio.net)

Grêmio 1x0 Millonarios

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Gilberto Silva, Naldo e Anderson Pico; Fernando, Léo Gago (André Lima - 42'/2ºT), Marco Antônio (Souza - 25'/2ºT) e Zé Roberto; Leandro e Marcelo Moreno
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

MILLONARIOS: Delgado; Ochoa, Torres, Franco e Martínez; Ramírez, Ortíz (Vasquez - 25'/2ºT), Candelo (Blanco - 33'/2ºT) e Otálvaro; Rentería e Cosme (Perlaza - 29'/2ºT)
Técnico: Darío Sierra.

Copa Sulamericana 2012 – Quartas de final  - jogo de ida
Data: 30/10/2012, terça-feira,  21h50min
Público:  20.055 (16.334 pagantes)
Renda: R$ 281.775,50
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Julio Bascuñan (CHI)
Assistentes: Sergio Roman e Marcelo Barraza (CHI)
Cartões Amarelos:  Leandro, Marco Antônio e Naldo (GRE); Torres, Ramírez e Martínez (MIL)
Gol: Marco Antônio, aos 36 minutos  do 1º tempo
 

segunda-feira, outubro 29, 2012

1954 - Millonarios 5x1 Grêmio


A história dos confrontos entre Millonarios e Grêmio teve início em 24 de janeiro de 1954. O tricolor estava na parte de final  de uma excursão ao exterior, iniciada no final do ano de 1953, tendo passado pelo México e Equador até chegar em Bogotá, onde faria os seus três últimos jogos antes do retorno para Porto Alegre.

A chamada Copa da Forças Armadas era um torneio de início de temporada, disputado pelos clubes locais (Santa Fé e Millonarios) e clubes convidados do Brasil (Grêmio) e do Uruguai (Rampla Jr.). O embate entre o Millonarios e Grêmio foi o primeiro jogo do torneio e o placar final foram acachapantes 5x1 para o time da casa.

Mesmo tendo desembarcado em Bogotá quatro dias antes da partida, o Grêmio sentiu bastante os efeitos da atitude. O tricolor até iniciou bem a partida, marcando um gol através de Vitor logo aos 14 minutos. Solano Patiño empatou para o Millonarios aos 31 minutos do primeiro tempo. Os 45 minutos finais foram desastrosos para o time de técnico Telemâco, que logo aos 3 minutos sofreu a virada. O time da casa ainda marcou outras três vezes sem que o Grêmio conseguisse reagir. 

O destaque do jogo foi o paraguaio Solano Patiño, que jogou emprestado, uma vez que era jogador do Boca Juniors de Cali. O grande nome do Millonarios era o argentino Adolfo Pedernera, que acumulava as funções de treinador e jogador em Bogotá. Pedernera (integrante da chamada máquina do River Plate) foi um dos percursores do "El Dorado" do futebol colombiano  ao deixar o futebol argentino para se somar a liga pirata da Colômbia.

Um dado curioso é que a imprensa de Bogotá se referia ao Grêmio e seus atletas como "cariocas", e seguiu fazendo isso mesmo depois de ser introduzida a expressão "Gaúcho" . 

Segue abaixo algumas fotos, crônicas e a ficha da partida.

 Na foto acima vemos os jogadores Camacho e Pipoca, seguidos pelo treinador Telemâco Frazão de Lima, retornando ao vestiário do estádio El Campin no intervalo da partida.


"24 DE JANEIRO - Alguns jogadores, acompanhados dos dirigentes, foram à missa, sendo que a maioria permaneceu tôda a manhã no hotel, já que o almôço foi servido às 10,30. Deixamos o hotel com destino ao Estádio, por volta das 13 horas em ônibus especial. Todos os jogadores mostravam-se bem dispostos e durante todo o trajeto foram cantando as nossas marchas carnavalescas, bem como a marcha oficial do Cinquentenário do Grêmio. Depois das clássicas massagens ministradas pelo Biscadrdi, a turma, carregando uma enorme bandeira colombiana, deu entrada na cancha sob ovações de uma massa de torcedores calculadas em mais de 30 mil pessoas, que lotava quase por completo o belíssimo estádio local. Sob a arbitragem do juiz uruguaio Luiz A. Fernandes, que por sinal teve uma grande atuação, o jôgo foi iniciado, com a saída da nossa equipe. Já nos primeiros cinco minutos notava-se que o nosso adversário possuía mais valores que nossa equipe. Decorriam cerca de 14 minutos quando Tesourinha, numa de suas escrimagens, cedeu o balão para Vitor que, após fintar o Zuluaga, alinhou a pelota nos fundos das redes contrárias, marcando o nosso primeiro e único tento. Os colombianos, ou por outra, os argentinos, já que quase todo o team do Milionários é composto de jogadores buenairenses, passou a atacar com mais volume de jôgo, até que aos 31 minutos Noronha se deixou envolver numa jogada, dando lugar a uma confusão dentro da nossa área, do que se aproveitou Solando, jogador que pertence ao Boca Juniors, de Barranquila, e que jogou como refôrço para, num tiro rasteiro, empatar a peleja para os Milionários. Nosso quadro lutou de igual para igual até os 45 minutos finais, sendo que as equipes atuaram com a seguinte formação: Grêmio: - Sérgio - Pipoca e Altino - Roberto - Sarará e Noronha - Tesourinha - Mujica - Vitor - Alvim e Itamar.

Milionários com Ochoa - Pini e Zuluaga - Martinez - Rossi e Soria - Leticiano - Villaverde - Solano - Genes e Valeck. Iniciado o segundo tempo os locais entraram com Cozzi no arco e o afamado Pederneiras, que também é o treinador da equipe apareceu na meia direita em lugar de Villaverde, que passou para a ponta esquerda substituindo Valeck. Aos três minutos de jôgo, já se notava que nosso quadro estava atordoado dentro da cancha. Aos 5 minutos Pipoca falhou lamentavelmente numa jogada, dando lugar a Solano invadir a área, que se encontrava sem nenhuma cobertura, Sérgio saiu em falso, indo ao encontro do center-forward local, que conseguiu levar a melhor e alinhar a pelota nos fundos das rêdes: 2 a 1. Dois minutos mais tarde formou-se uma indecisão no trio final, tendo Noronha e Pipoca se deixando envolver o que resultou no terceiro tento dos locais marcados pelo mesmo Solano. Nossa equipe se acovardou por completo, dando prova de cansaço e ressentir da altitude, pos notava-se que nossos jogadores não tinham nenhuma disposição para disputar a pelota. Na altura dos 11 minutos, os locais conseguiram mais um ponto, ou seja, o quarto, por intermédio de Villaverde, aproveitando-o de uma trama muito bem urdida por Pederneiras. Nosso quadro já estava completamente entregue e algumas modificações nesta altura foram feitas como sejam, a entrada de Camacho para a meia esquerda, saindo Alvim de campo, e também Torres entrando no lugar de Itamar na ponta esquerda, passando êste jogador para a meia, em substituição a Camacho. Coube a Villaverde encerrar a contagem da tarde, aos 35 minutos, quando nosso zagueiro Pipoca falhou novamente em um lance de que também participou Sarará. Os locais passaram a fazer várias modificações em sua equipe, tendo Avila entrando em lugar de Solano. Podemos dizer que realizamos a pior partida de nossa gira. Aliás não estava eu enganado quando mandei dizer que nosso quadro já havia rendido demais e que se encontrava a esta altura completamente esgotado. Também tivemos pela frente um grande quadro com um padrão vistoso, tipo porteño, enquanto nosso team nada apresentou, nem padrão e nem tática de jogo. Assim que, depois do jôgo, ficamos para assistir ao encontro de fundo que reunia os quadros de Independiente de Santa Fé e Rampla Juniores de Montevideu.

[...]

Na volta, de ônibus, vieram todos os nossos jogadores tristes e à noite, depois do jantar, foram todos dormir, isso muito cêdo. Houve comentários entre os jogadores depois do prélio, conforme mandei dizer, e todos são unânimes em afirmar que altitude foi o fator principal de nossa péssima produção. Devo dizer que Roberto, Sarará e Camacho, que foi substituído, foram os únicos que escaparam da debacle bem como Tôrres que, embora seja esteja em segundo lugar na classificação de nossos artilheiros, entrou nos últimos minutos como vem acontecendo ultimamente." (Edison Pires - Diário de Viagem - Revista Super Grêmio - Nº 3 - Páginas 115 e 116)


"Na chamada "Pequena Temporada Internacional de Foot-Ball", que teve por cenário o Estádio "Nemésio Camacho", de Bogotá, o Grêmio participou do quadrangular em que tomaram parte também o Milionários de Cali e o Santa Fé, da Colômbia e o Rampla Junior do Uruguai.

Concluindo sua "tournée" por gramados do México, Equador e Colômbia, o clube tricolor gaúcho defrontou-se primeiramente com um dois mais categorizados quadros colombianos - O Milionários - ao qual cedeu a vitória por 5 x 1, no dia 24 de janeiro.

A equipe gremista vencia o Milionários por 1x0, no primeiro tempo, quando os atletas tricolores começaram a sentir os efeitos da altitude. Cinco jogadores tiveram de ser socorridos para aliviar a asfixia. Depois de meia hora de jôgo, os colombianos tomaram as rédeas da partida e iniciaram a "virada". Assim mesmo, no primeiro tempo, as ações puderam ser equilibradas até o final, quando terminou empatado em 1x1.

Com o estádio quase lotado, a equipe tricolor adentrou-se no gramado portanto a bandeira do país amigo e ovacionada pela torcida colombiana que, pela primeira vez, via atuar um clube gaúcho em sua terra.

Tratando-se de uma agremiação do porte do Milionáros, que representava verdadeiro combinado internacional (a grande maioria era de jogadores argentinos), havia que prever-se uma partida cheia de categoria e equilíbrio, o que veio a se confirmar através de um bom primeiro tempo, quando a igualdade no marcador deu a dimensão da contenda.

Coube a Tesourinha proporcionar a Vitor a oportunidade de abrir a contagem, aos 14 minutos, quando êste último conquistou o único tentou da esquadra tricolor recebendo a bola do ponteiro direito e driblando a Zuluaga para arrematar com êxito contra o arco de Ochoa.

Solano, aos 31 minutos, empatou para o Milionários, permanecendo êste resultado até o fim do primeiro período, ao longo do qual a equipe gremista conseguiu impor-se em igualdade de condições no gramado.

No segundo tempo, iniciado com algumas alterações do quadro colombiano as coisas pioraram para os gaúchos que demonstraram visíveis sinais de terem sido atingidos em cheio pelos perniciosos efeitos da grande atitude.

Já aos 5 minutos, Solano fazia o segundo golo, seguido do terceiro, ainda por intermédio de Solano, aos 7 minutos, cabendo a Villaverde ampliar para 4 o marcador do Milionários, aos 11 minutos.

Tentou o treinador gremista, a esta altura, introduzir substituições, alcançado com isto mais equilíbrio de fôrças, até que, aos 35 minutos, novamente Villaverde deu cifras definitivas ao placar marcando o quinto golo do Milionários.

Foi assim que a representação tricolor, completamente esgotada pela longa caminhada, e vítima, acima de tudo da altitude, realizou a pior partida de sua excursão."  (Revista Super Grêmio - Nº 3 - Páginas 92 e 93)




Fontes: Revista Super Grêmio, Correio do Povo e El Tiempo

Millonarios 5x1 Grêmio

MILLONARIOS: Ochoa (Julio Cozzi); Pini e Zuluaga; Martinez, Rossi e Soria; Leticiano Guzmán, Villaverde, Solano Patiño (Avila), Genes e Valeck  (Pedernera)
Técnico: Adolfo Pedernera

GRÊMIO: Sérgio; Pipoca e Altino; Roberto, Sarará e Noronha; Tesourinha, Mujica, Vitor (Camacho), Alvim e Itamar (Torres)
Técnico: Telêmaco Frazão de Lima

Data: 24 de janeiro de 1954, domingo, 14:00
Local: Estádio El Campin, em Bogotá Colômbia
Juiz: Luís Alberto Fernandez
Gols: Victor aos 14 e Solano Patiño aos 31 minutos do primeiro tempo; Solano Patiño aos 3 e aos 5, e Villaverde aos 10 e aos 35 minutos do segundo tempo


domingo, outubro 28, 2012

Brasileirão - Bahia 1x1 Grêmio



O primeiro tempo do jogo foi de todo de iniciativas do Bahia, que impôs um ritmo forte e um jogo acelerado. O Grêmio se defendia de forma eficaz, mas não conseguia articular jogadas de ataque. Apesar de muita disputa, não se via um bom futebol na partida. Aos 40 minutos Gabriel abriu o placar e o tricolor gaúcho responde rápido, com Kléber anotando o empate após o rebote de um chute de Elano aos 43 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo o Bahia seguiu pressionando, mas a velocidade do jogo já era a menor e qualidade do futebol apresentado não melhorou. O Grêmio passou a ter chances no contra-ataque, especialmente com Leandro, mas não conseguiu aproveitar as oportunidades e teve que se contentar com o empate em 1x1.

Kléber não fez grande partida, mas acho importante que tenha voltado a marcar gols.

Na minha opinião, deveria ter sido marcado impedimento no lance do gol do Bahia. Werley cortou um cruzamento que buscava o centroavante Souza (que estava em posição de impedimento).

Fotos: Felipe Oliveira (EC Bahia)

Bahia 1x1 Grêmio

BAHIA: Marcelo Lomba; Neto, Danny Morais (Lucas Fonseca, 10'2ºT), Titi e Jussandro; Fabinho, Diones (Elias, 24'2ºT), Hélder e Gabriel (Jeferson, intervalo); Jones Carioca e Souza.  
Técnico: Jorginho.

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Pará, Werley, Naldo e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano (Léo Gago, 15'/2ºT) e Marquinhos (Marco Antônio, intervalo); Kleber e Marcelo Moreno (Leandro, 12'2ºT).  
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

33ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2012
Data: 27/10/12, sábado, 18h30min
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA).
Público: 32.157 pagantes 
Renda: R$ 566.495,00
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Cartões amarelos: Titi, Jones Carioca, Souza, Lucas Fonseca (BAH), Pará, Kleber e Leandro (GRE)
Gols: Gabriel, 40'/1ºT  e Kleber, 43'1ºT