quarta-feira, novembro 13, 2013

Não Pagantes 2012 x Não Pagantes 2013

Já abordei essa questão dos não pagantes em março desse ano e ao final do primeiro semestre, mas esse é um tema que merece atenção contínua. Para efeitos de comparação, acho importante lembrar dos números de 2012.

Nos 36 jogos disputados no Olímpico no ano passado a média de não pagantes foi de 5.123 (correspondente a 20,77% do público total). Se desconsiderarmos as seis partidas jogos onde ocorreram promoções que franqueavam entrada de torcedores (confrontos contra Novo Hamburgo, Avenida, Figueirense, Atlético-GO, Náutico e Ponte Preta) a média de não pagantes cai para 3.637 (correspondente a 15,24% do público total).

Até aqui em 2013 foram disputadas 28 partidas do Grêmio na Arena. A média de não pagantes é de 1.950 (correspondente a 7,77% do público total). É de se supor que essa diminuição ocorreu em virtude da mudança na política de ingresso de menores. No Olímpico, menores de 12 anos não pagavam para assistir os jogos no anel inferior. Na Arena, apenas as crianças de colo (menores de 2 anos) ficam isentadas de ingresso. Ainda assim, seria interessante saber quem exatamente são esses torcedores que não pagam ingressos para frequentar o novo estádio gremista.

Curiosamente o clube faz hoje a primeira promoção do tipo de liberar acompanhantes de sócios na Arena. Eu sou totalmente favorável a medidas que visem aumentar o público presente no campo, mas entendo que as promoções devam sempre prestigiar os sócios e/ou visar potenciais novos sócios. Dessa maneira, acho que a medida de liberar ingressos para mulheres é bem questionável, especialmente se considerarmos que elas representam um percentual significativo do quadro social do clube.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Brasileirão - Cruzeiro 3x0 Grêmio

 



É certo que o Grêmio não pode ficar tanto tempo sem marcar gols e, especialmente, ficar tanto tempo sem vencer. O torcedor gremista tem todo o direito de estar indignado, mas não me parece ser o momento mais adequado para se fazer terra arrasada. É sempre ruim perder, mas uma derrota para o líder do campeonato, no Mineirão, é plenamente compreensível. A distância dos dois times na tabela não passa pelo confronto direto.

A atuação tricolor esteve muito longe de poder ser enquadrada como uma das piores do ano. O Cruzeiro, empurrado pelo estádio lotado e pela possibilidade do título, teve mais iniciativa, mais movimentação e foi superior, mas não atropelou o Grêmio como pode sugerir o 3x0 final. O time de Renato, apesar de estar claramente mais preocupado em defender, também conseguiu atacar e levou perigo a defesa cruzeirense. Fábio fez quatro grandes defesas e Barcos colocou uma bola na trave. 

Agora a questão é manter o foco para classificar para a Libertadores do ano que vem (e mais uma vez fazer do limão um limonada). O Grêmio segue no G3 (acredito fortemente que o São Paulo será campeão da Sulamericana) e faz 3 dos 5 jogos restantes em casa. Só depende de si.

Alguns dos critérios do Renato são difíceis de entender. Zé Roberto foi titular na quarta-feira e sequer entrou em campo no jogo de ontem. Não é questão de fazer campanha contra ou a favor do jogador, mas o conceito do treinador sobre seu time e seus atletas não pode mudar tanto em apenas 4 dias.

O time voltou a apresentar um problema recorrente que tem nesse esquema com 3 zagueiros e 3 volantes. A jogada começa numa lateral e ali termina (normalmente em triangulações entre Ramiro, Pará e Barcos pela direita, Alex Telles, Riveros e Kléber pela esquerda. A equipe não consegue fazer uma inversão de jogo ou acionar um jogador na faixa central do gramado, ficando um tanto previsivel na sua movimentação ofensiva.

Quem viu falta do Barcos em Luiz Alberto no gol anulado contra o Atlético Paranaense deve também ter visto falta de Borges em Werley na origem do primeiro gol do Cruzeiro. Questão de coerência.




 
Fotos: Superesportes e Wander Faria (Terra)

Cruzeiro Cruzeiro 3x0 Grêmio Grêmio

CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Leo e Egídio; Nilton, Lucas Silva, Everton Ribeiro (Luan, aos 30 do 2ºT) e Ricardo Goulart; Dagoberto (Willian, aos 30 do 2ºT) e Borges (Júlio Baptista, aos 15 do 2ºT)
Técnico: Marcelo Oliveira

GRÊMIO: Dida; Bressan, Werley e Rhodolfo; Pará, Ramiro, Souza, Riveros (Maxi Rodriguez, aos 36 do 2ºT) e Alex Telles; Kleber (Yuri Mamute, aos 35 do 2ºT) e Barcos
Técnico: Renato Portaluppi

33ª rodada -  Campeonato Brasileiro 2013
Data: 10 de novembro de 2013, domingo, 17h00min
Local: Mineirão, em Belo Horizonte
Público: 58.113 (56.854 pagantes)
Renda: R$ 5.231.711,00 
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Carlos Berkenbrock (SC)
Cartões amarelos: Ramiro, aos 17, Kleber, aos 27, Everton Ribeiro, aos 40 do 1ºT; Ceará, aos 17, Leo, aos 20, Alex Telles, aos 39 do 2ºT
Gols: Borges, aos 33 do 1ºT; Willian, aos 33 do 2ºT, e Ricardo Goulart, aos 40 do 2ºT

domingo, novembro 10, 2013

Camisa Preta 2013

Já disse que não o maior fã da camisa preta do Grêmio, mas sei bem que ela faz grande sucesso com grande parte da torcida gremista.


Eu achei a camisa bonita. Contudo sempre acho que o terceiro fardamento é propício a inovações e alterações, e esse modelo é apenas uma variação de cores da camisa reserva (que é uma homenagem ao uniforme de 83, e naquela ano não havia camiseta preta). 

Um  detalhe que eu esperava que fosse modificado é a disposição dos patrocinadores e do número. Todas as camisas pretas de jogo que o Grêmio teve usaram o Banrisul em branco, seguido do número em azul e Tramontina em branco logo abaixo (ver imagem abaixo). Creio que uma certa variação seria bem vinda.





 
 

quinta-feira, novembro 07, 2013

Copa do Brasil - Grêmio 0x0 Atlético Paranaense


Uma pena que eu ainda não tenha encontrado esse vídeo na internet, mas lembro claramente de um depoimento de Rinus Michels sobre a final da Eurocopa de 1988. Ele reconheceu os méritos da União Soviética naquela partida, mas disse que a vitória da Holanda foi justa pois sua equipe foi melhor num elemento importantíssimo no futebol: Converter as chances em gol.

E o Grêmio não soube converter as oportunidades que teve nessa semifinal. E não foram poucas as situações nessa partida de volta. Como era de se imaginar, o jogo começou truncado. O Atlético ficava todo atrás da linha da bola. No seu posicionamento defensivo, Paulo Baier era o jogador mais avançado (e ficava na altura do círculo central), enquanto Marcelo e Ederson recuavam para bloquear a passagem dos laterais gremistas. Mesmo com essas dificuldade, o Grêmio ia no embalo da torcida e se aproximava da meta adversária, mas só ameaçava em cobranças de escanteios. Susto mesmo o Grêmio só foi dar ao final do primeiro tempo, em dois chutes de fora da área que Weverton espalmou para escanteio (conclusões de Barcos e Alex Telles, respectivamente).

O Grêmio aumentou a carga no segundo tempo, que virou definitivamente um jogo disputado em uma única metade do campo, e assim o tricolor esteve sempre muito perto de marcar. Colocou bola na trave, teve gol anulado, mas pro meu gosto faltou, além de um pouco de sorte, mais velocidade nas ações e mais movimentação (inversões, overlapping e etc). O tempo foi passando e o gol que levaria a decisão para os pênaltis não aconteceu.

É preciso registrar que os homens de frente do Grêmio, embora tenham mostrado empenho, estiveram numa jornada tecnicamente infeliz. Não é justo creditar a desclassificação a um único fator, mas essa pode sim ser uma das razões. Por outro lado, é justo que se reconheça que atletas como Ramiro, Riveros, Souza e Rhodolfo tiveram atuações dignas de jogo decisivo.


O Atlético tem mais qualidade que o Grêmio? Tem mais organização? As duas coisas? Nenhumas das duas, só teve mais sorte?

É bem questionável a marcação do juiz ao apitar falta de Barcos em Luiz Alberto no que seria o gol do Ramiro. Eu considero que aquele tipo de contato (mão nas costas) é faltoso, mas ocorreram lances parecidos com esse na partida em que nada foi marcado.

Mais um jogo decisivo que a torcida do Grêmio é impedida de levar faixas, trapos e bandeiras. Será que é tão difícil resolver essa questão?

É curioso o comportamento de parte torcida. O anúncio do nome do Zé Roberto na escalação foi comemorado como se fosse um gol. Mas na primeira bola que ele segurou um pouco mais (justamente uma das suas características) vários torcedores se impacientaram.

Renato tem grandes méritos na retomada desse grupo do Grêmio. Mas algumas das suas decisões são difíceis de entender. Zé Roberto, que sequer entrou na partida de ida (quando o time estava seriamente desfalcado), acabou virando titular no jogo de volta quando todos os atletas estavam a disposição do treinador. O que mudou nesses 6 dias entre os dois jogos?

O Grêmio jogou seis partidas na Copa do Brasil e marcou apenas 2 gols. Aí fica muito difícil ir adiante, ainda que o time também tenha sofrido poucos (2 em seis jogos).


 Fotos: André Ávila e Mauro Schaefer (Correio do Povo), Daniel Castellano (Gazeta do Povo)

 
Grêmio Grêmio 0x0 Atlético Paranaense Atlético-PR

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Ramiro (Yuri, 35/2T), Riveros (Elano, 20/2T) e Zé Roberto (Vargas, 24/2T); Kleber e Barcos.
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTCO-PR: Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Juninho; Deivid, Zezinho, Everton (Renato, 38/2T) e Paulo Baier (João Paulo, 31/2); Marcelo e Ederson (Dellatorre, 31/2T).
Técnico: Vagner Mancini

Copa do Brasil 2013 - Semifinal - jogo de volta
Data: 07 de novembro de 2013, quarta-feira, 21h50min
Local:
Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Público total: 43.899 (41.234 pagantes)
Renda: R$ 2.061.192,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares:
Emerson Carvalho (SP) e Guilherme Camilo (MG).
Cartões amarelos: Juninho, Léo, Manoel, Luiz Alberto, Zé Roberto, Kleber
Cartões vermelhos: Léo (APR) e Kleber (GRE), depois do jogo.

terça-feira, novembro 05, 2013

1996 - Copa do Brasil - Grêmio 3x0 Atlético Paranaense


A partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 1996, entre Grêmio e Atlético Paranaense, foi disputada no dia 19 de abril, uma sexta-feira. A razão do dia da semana tão peculiar era de que a equipe principal do tricolor recém havia voltado do Japão, onde vencera o Independiente pela Recopa. A direção anunciava que não haveria transmissão do jogo pela televisão e um bom público se deslocou até a Azenha.

Em razão do resultado obtido em Curitiba, o Grêmio jogava pelo 0x0 no Olímpico, e assim o primeiro tempo acabou sendo bastante truncado. Na segunda etapa o Atlético foi obrigado a se abrir e acabou concedendo três pênaltis. Os três convertidos por Adílson. Curiosamente o mesmo fato voltou a acontecer (um jogador convertendo três pênaltis no mesmo jogo) contra o mesmo Atlético no Brasileirão de 2008.

Outro dado interessante da partida foi a estreia de Rodrigo Mendes com a camiseta do clube, na primeira das suas inúmeras passagens pelo clube.


 

 





 

Lance - O que você lembra daquele jogo em que fizeste três gols?
Adílson Batista - Fiz quatro gols, não três. O árbitro pernambucano, o Wilson de Souza Mendoça, mandou voltar, bati quatro vezes no Ricardo Pinto. Sempre tive o carinho pelo Atlético, estávamos vivendo um bom momento do Grêmio. Para mim foi uma satisfação ter feito os gols, contribuído para a vitória, foi um jogo legal. Era à noite, o técnico do Atlético era o Leão. Tenho respeito pelos dois, gosto dos dois clubes. (Lance - 30 de outubro de 2013)


"O resultado encobre as dificuldades enfrentadas pelo Grêmio. No primeiro tempo, o time de Émerson Leão impôs uma marcação severa, tirando espaço. O Grêmio teve uma chance de gol com Paulo Nunes e o Atlético ameaçou num arremate de Jorginho" (Correio do Povo - 20 de abril de 1996)


"Isso é treinamento", resumiu o zagueiro Adílson após a partida." (Correio do Povo - 20 de abril de 1996)

 
 Fontes: Correio do Povo, Globo Esporte, Lance e Zero Hora

 Grêmio 3x0 Atlético Paranaense


GRÊMIO: Murilo; Arce, Rivarola, Adílson e Roger; João Antônio, Goiano, Aílton (Rodrigo Mendes) e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Emerson) e Jardel (Zé Alcino)
Técnico: Luis Felipe Scolari

ATLÉTICO-PR: Ricardo Pinto; Reginaldo (Pavão), Luiz Eduardo, Andrei e Elias; Sidiclei, Alex, Matosas,  e Jorginho; Marcão e Oséias
Técnico: Emerson  Leão

Copa do Brasil 1996 - Oitavas de Final - Jogo de volta
Data: 19 de abril de 1996, sexta-feira, 20h45min
Local: Estádio Olímpico em Porto Alegre-RS
Público:  31.674 (27.338 pagantes)
Renda: R$ 184.441,00
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça
Auxiliares: Kleber Guimarães e Erik Bandeira
Cartões Amarelos: Goiano, Rivarola, Adilson, João Antônio, Roger, Luiz Eduardo, Reginaldo e Elias
Cartão Vermelho: Andrei
Gols: Adílson, aos 15, 22 e 50 minutos do 2º tempo (Todos de pênalti)