terça-feira, janeiro 13, 2015

Uniformes da Umbro 2015


Não fui no evento do lançamento e confesso que o absurdo aumento de preço da camisa de jogo e (a falta de questionamento e explicação sobre isso) me fez perder o entusiasmo para analisar os novos fardamentos da Umbro. Antes de deixar minhas impressões acho importante registrar que finalmente o clube vai começar a temporada com o fardamento novo. Espero que daqui pra frente a estreia da camisa titular seja sempre no primeiro jogo da temporada. 

Afirmei na quinta passada no Twitter que a camisa está bem tradicional  mas que, pela modelagem, é o tipo de peça que tem que ver ao vivo e no campo para avaliar bem melhor. Pois experimentei os dois modelos da camisa tricolor (de jogo e de torcedor) e o de torcedor da branca. E ainda não encontrei a explicação para a diferença nos preços. É certo que a camisa de jogo é mais justa, com outra modelagem e que isso provavelmente se deve ao elastano, mas não vi nenhuma diferença tão significativa no corte, nas costuras, nos acabamentos e demais detalhes que justifiquem esse salto de 60 reais entre um modelo e outro. Até me pareceu que a camisa de torcedor "veste melhor" do que a camisa de jogo. E na minha lembrança, esses modelos mais justos não costumam ficar bem em todos os atletas e não caem tanto no agrado dos compradores.

Acho que a torcida ainda guarda certo trauma das bizarrices da Puma, de maneira que parece importante que a camisa seja tradicional. Eu gosto das listras mais largas tanto quanto das listras mais finas (e da variação entre as temporadas) e me parece que a proporção entre as faixas azuis, pretas e brancas estão dentro do padrão dos uniformes mais importantes da história. Nesse aspecto não há o que se queixar do nova camisa titular. Contudo, eu não gostei muito de alguns detalhes na peça e tentarei explicar isso logo abaixo.




Sou um pouco implicante com o uso excessivo de dourado nos últimos uniformes do Grêmio. Não entendi porque o logo da Umbro foi bordado nessa cor no fardamento. Me parece que o conjunto ficaria melhor com o diamante e a palavra Umbro em branco e preto, tal como vem sendo usado nos demais clubes que tem contrato com a marca inglesa e como já foi "simulado" na internet.

Acho que o Banrisul está muito extenso e foi colocado muito embaixo. E acho mais a legal a fonte que a Umbro vem usando nos outros times do Brasil (resta saber como ficará no campo na questão de visibilidade). Não entendi porque o Banrisul faz parte do transfer nas costas e é "adesivado" na parte da frente. E igualmente não entendi porque o número é "adesivado" na camisa de torcedor.

E em geral eu esperava mais capricho e atenção aos detalhes. Sei que nunca se falou e prometeu nada da linha "Tailored by Umbro" mas ainda assim eu esperava algo mais sofisticado nesse lançamento. Não vejo na camisa do Grêmio o mesmo grau de refinamento que aparenta ter os últimos fardamentos que a Umbro fez para o Nacional de Montevideo.

Na Zero Hora, a colunista Fernanda Pandolfi escreveu que: "Uma turma de especialistas se reuniu para misturar o estilo de diferentes camisas "responsáveis" por trazer títulos ao time. O resultado foi a valorização do tradicional manto tricolor, na estética clássica, que trouxe como novidade a gola em "v". Até um tanto retrô.".  Eu tenho muita curiosidade em saber que são esses especialistas e como foi esse processo de mistura.

Acredito que para maioria dos torcedores essa camisa remete muito ao fardamento da Kappa que o Grêmio usou na conquista da Copa do Brasil 2001 (e na época a marca italiana também era gerenciada no Brasil pelo Grupo Dass)


Na comparação com o modelo de 2001 com o Banrisul podemos ver como ficou baixa a marca do patrocinador (muito embora muita coisa tenha mudado na questão de diagramação de patrocínio)


Por não ter gola polo, esse modelo de 2015 me lembrou o usado no fatídico ano do centenário tricolor.


Mas desde a primeira vez que vi essa nova camisa tricolor a achei muito parecida com a da Libertadores de 2014(muito embora o azul seja um pouco mais escuro). O desenho, a disposição das listras é tão semelhante que eu, que comprei o modelo da Topper em desconto alguns meses atrás, não vejo motivo para comprar o modelo tricolor da Umbro.






Gostei bem mais da camisa branca. Mas também não vi sentido no logo da Umbro em dourado. O Banrisul, embora também adesivado, parece estar mais bem posicionado e camisa parece vestir melhor. Achei bem legal a gola com botões escondidos (igual a do Everton). Gostaria de ver essa gola na tricolor. Mas com exceção desses botões, também não vejo muitos detalhes que poderiam acrescentar algo a camiseta. 

E com essa gola e punhos/barra da manga em azul, banrisul em preto e logo do fornecedor em dourado essa camisa me lembrou a que a Puma fez para o Grêmio na Libertadores de 2007 (foto abaixo)





Gostei dos detalhes da bandeira nos calções, mas não entendi muito a colocação daquela faixa azul no lado no calção preto. As duas listras a meia altura nas meia ficaram legais, embora seja bem parecidas com as de 2005 e com a camisa preta de 2012.



Não gostei muito dessa camisa do Marcelo Grohe. Essa combinação de listras pretas com cinzas me faz lembrar do Peter Shilton.

E por último eu achei bem legal essa estampa com triângulos das camisas de treino. A toda azul poderia tranquilamente ser uma camisa de jogo.

 

 


quarta-feira, janeiro 07, 2015

Preço das Camisas de 2005 a 2015

* Preço da camisa alternativa. A camisa de jogo custará R$ 299,90


O Grêmio anunciou que seus novos fardamentos da Umbro, que serão lançados amanhã, terão "duas modelagens diferentes para o manto tricolor: uma tradicional, padrão da Umbro no Brasil, e uma intitulada game, mais ajustada, para ser utilizada pelos atletas.
[...] 
A tradicional será vendida ao valor de R$239,90, já a game irá custar R$299,90. Sócios do Clube terão 10% de desconto além dos benefícios do programa de fidelidade do Grêmio, Goleada Tricolor"

Sei que é tendência, mas como leigo/consumidor/colecionador de camisetas/peladeiro sou bem contrário a essa medida de dois tipos de fardamento, que julgo não ser tão bem sucedida em cases anteriores. Acredito que o torcedor queira comprar justamente o mesmo modelo que os atletas usam em campo. E a Umbro não ofereceu uma alternativa mais barata ao torcedor, e sim encareceu o equipamento usado pelos atletas.

Como se pode ver na tabela acima, o valor de R$ 239,90 de certo modo está acompanhando a evolução histórica dos preços das camisas nos seus anos de lançamento desde 2005 (e o valor corrigido dos 150 reais de 2005 pela calculadora do cidadão fica entre os R$ 235 e R$ 251). Contudo, o preço de R$ 299,00 que será cobrado pela camisa de jogo extrapola o razoável. Num cálculo grosseiro, esses trezentos reais de hoje corresponderiam a 180 reais em 2005 e 220 reais em 2010.


segunda-feira, dezembro 22, 2014

Médias de Público do Grêmio em 2014


Em 2014 o Grêmio fez 34 jogos como mandante. A média de público total foi de 23.302 e a média de pagantes foi de 20.916, o que representa um ligeiro acréscimo em relação ao ano passado. Achei importante colocar os números desde 2011 para estabelecer um comparativo (duas últimas temporadas no Olímpico e as duas primeiras temporadas na Arena)


Considerando apenas os jogos disputados na Arena a média da atual temporada é bem parecida com a de 2013. Contudo, é importante lembrar que no ano passado foram realizadas promoções em apenas 3 jogos (Vasco, Flamengo e Goiás), contra 11 partidas com algum tipo de promoção em 2014 (Lajeadense, Aimoré, Novo Hamburgo, Veranópolis, Passo Fundo, Fluminense, Chapecoense, São Paulo, Figueirense, Vitória e Flamengo)


Como se vê, a média de público na Libertadores aumentou. Em 2014 o Grêmio conseguiu sua segunda melhor marca nesse quesito na competição (ficando apenas atrás da participação de 2007). Contudo, mesmo na competição mais atrativa, a ocupação do estádio fica longe do máximo.


No Gauchão, o clube conseguiu a sua melhor presença de público desde 2008. Imagino que o fato de ter jogado dois Grenais com titulares na Arena tenha contribuído para tanto.


Quanto ao Brasileirão, acho importante mencionar o levantamento do Ricardo Araújo, que verificou que a o aumento da média de público de 2013 para 2014 foi acompanhado de uma queda na arrecadação:

"Vale ressaltar ainda, que em 2013, em 19 jogos, o clube arrecadou um total de R$ 15.388.480,00, com  público médio de 20.910, e TM de R$ 36,49. Esse ano, talvez para atender ao clamor dos “precistas”, apesar de baixarem o TM em 18%, o público cresceu apenas 6%, e a receita atingiu R$ 12.571.007,00, em 17 jogos. Mesmo projetando 2 jogos a mais, a receita total do Brasileiro de 2014 seria R$ 1,5 milhão menor que em 2013."




E na Copa do Brasil, infelizmente, o Grêmio só pode disputar uma partida em casa em 2014, o que prejudica as comparações.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Quanto custou ir à Arena no Ano de 2014


Finalizei o levantamento que estava fazendo desde o início do ano, do custo de ir a todos da Arena pelas diversas modalidades de associação e venda de ingresso. Os resultados são em parte curiosos e em parte preocupantes.

Para lembrar, a metodologia que adotei foi a de levar em conta quanto quanto cada tipo de associação e setor paga por mês (com ou sem antecipação do pagamento de mensalidade), e também incluí o preço de ingressos avulsos, sem considerar descontos para estudantes e idosos (uma vez que essa questão não é fixada pelo Grêmio). E para tornar a comparação possível, considerei que o sujeito foi sempre no mesmo setor do estádio, apesar de saber que a possibilidade de variação é um atrativo do programa do sócio-torcedor.

Um dado curioso é que, na maioria dos casos, um sócio-torcedor diamante que foi a todos os jogos acabou pagando um valor total muito próximo do que um sócio patrimonial (ou sócio migrado) paga. Pode ser apenas uma coincidência, mas tal aproximação me parece ser justa. Também não consideraria de todo injusto o sócio patrimonial pagar um pouco a mais pelo fato de ter o seu lugar garantido, restando saber qual seria um montante razoável para se cobrar por essa conveniência. 

O dado preocupante é que em muitas categorias o total que um não sócio desembolsa para ir em todos os jogos é menor do que pagam um sócio patrimonial, sócio-torcedor ouro ou diamante. Em outras a diferença em favor dos sócios é menor única e exclusivamente em função do desconto dado para quem paga as mensalidades antecipadamente. 

E a comparação poderia ser ainda pior se considerássemos que um não sócio ainda pode contar com os descontos de estudante ou de idoso. Ou mesmo contar com a promoção de levar um acompanhante de graça, que o Grêmio repetiu em diversos jogos nessa temporada.

Tendo isso em vista, me arrisco a dizer que a direção gremista parece não ter feito uma grande reflexão ou estudo ao decidir manter os mesmos preços de mensalidades de 2014 para 2015. E fico um pouco alarmado ao perceber que o cenário para próxima temporada não parece ser tão atrativo quanto o do ano que passou (especialmente pela ausência da Libertadores).

Tenho preocupação ainda com o fato de que o sócio torcedor fique sempre sujeito a política de preço dos ingressos que é feita jogo a jogo. Esse ano, o preço do ingresso da arquibancada custou um mínimo de 30 e um máximo de 50 reais. Não há nenhum garantia (ou mesmo promessa) que a variação não seja maior em 2015, ou mesmo que alguém decida repetir a infeliz ideia do ingresso a R$ 700,00 no Mineirão.

Em 2014 o Grêmio fez 31 jogos na Arena (17 pelo Brasileirão, 9 pelo Gauchão, 4 pela Libertadores e 1 pela Copa do Brasil) Esse número poderia ter chegado a 34, não fosse a punição sofrida para a partida diante do Pelotas, disputada em Novo Hamburgo e a inexplicável inércia da direção na questão do uso da Arena na Copa do Mundo, que fez com que os jogos contra Palmeiras e Botafogo fossem realizados em Caxias). A média de público nesses 31 jogos foi de 24.686 (22.173 pagantes). O maior público aconteceu contra o San Lorenzo 47.244 (44.042 pagantes) e o menor foi diante do Lajeadense 5.029 (3.360 pagantes). Fevereiro foi o mês mais movimentado, com 5 jogos e  no mês de junho  não foi disputada nenhuma partida na Arena.

Segue abaixo a divisão por setores (clique nas imagens para ampliá-las):


No caso da arquibancada norte (Geral) vale lembrar que o levantamento em relação ao não-sócio é meramente hipotético, uma vez que em diversas partidas, como as da Libertadores, os ingressos para o setor se esgotaram antes de que fosse aberta a venda para o público em geral


Aqui um não sócio acaba pagando menos do que um sócio-torcedor ouro, mesmo que esse último pague sua mensalidade antecipadamente.




Em todos os setores do anel mais alto acaba saindo mais caro comprar ingresso como sócio-torcedor ouro do que como não sócio, o que se reforça a ideia de que essa modalidade se destina a quem não pode ou não deseja ir ao estádio com tanta frequência.



No gramado sul, o sócio migrado que paga mês a mês acabou gastando mais do que um não sócio para ir em todos os jogos do ano. E esse é um setor que é bem raro de se vender todos os ingressos antes da venda para o público em Geral.


Para ir em todos jogos no setor gramado central e corner saiu consideravelmente mais em conta ser sócio-torcedor diamante


 Acho importante a existência de cadeiras VIP individuais, aproveitando o mesmo serviço dos camarotes. O conceito parece interessante. Mas o setor gold da Arena, até aqui, parece superdimensionado. Sempre se encontram assentos vazios ali nos grandes jogos. E aqui também saiu mais barato ir nas partidas como sócio torcedor diamante.






Por último, quanto ao estacionamento. No início do ano os valores para o pagamento anual do E1 foram ofertados no guia da partida conforme a imagem acima. R$ 990 para Cadeira Gold e R$ 1.390 para cadeira gramado e cadeira superior. Confesso que não entendi por que a cadeira gold paga menos. Na divisão pelos 31 jogos, o valor por partida ficaria em R$ 31,93 e R$ 44,83.  É valido lembrar que o estacionamento E2 custa R$ 30,00 (o que daria um total de R$ 930 para todos os jogos) e o os tickets avulsos para o E1 custam R$ 50,00 (o que daria um total de R$ 930 para todos os jogos), lembrando que até o jogo contra o Bahia, em 31 de agosto, os tickets do E1 só eram disponibilizados para os para torcedores que tem acesso às cadeiras Gold e camarotes. E é de se perguntar por que o sócio não ganha um desconto nesses tickets de estacionamento vendidos jogo a jogo.

sábado, dezembro 13, 2014

Quanto custou ir à Arena em Dezembro


Grêmio x Flamengo foi a única partida realizada na Arena no mês de dezembro. E apesar do jogo já não valer mais nada, o valor dos ingressos foi exatamente o mesmo dos meses anteriores e a promoção de valores reduzidos para os menores entre três e 11 anos de idade já tinha sido posta em prática contra Figueirense e Vitória, quando o Grêmio ainda tinha esperanças de, ao menos, se classificar pela Libertadores.

Segue abaixo a divisão por setores: