terça-feira, agosto 07, 2007

Dispensa do Amoroso

Amoroso dispensado. Quando venho achei uma boa contratação. Não jogou no Milan , mas era reserva do Shevchenko. No Corinthians não se firmou, mas o clube estava numa bagunça. No Grêmio acabou na reserva de Carlos Eduardo. Mesmo assim teve várias opurtunidades, considero apenas o segundo jogo contra o São Paulo na libertadores uma boa atuação, de resto foram atuações rídiculas. Talvez merecesse mais chances, muito mais pelo seu passado do que pelo que apresentou no Grêmio. Contudo, dou crédito ao Grêmio e ao Mano por terem acertado em suas última dispensas. Acima um levantamento feito pela Placar sobre os últimos dois anos de Amoroso; abaixo uma entrevista de Mano Menezes, para a mesma Placar, respondendo sobre as dispensas de Somália e Léo Lma.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Brasileirão - Grêmio 0 x 2 São Paulo

É inadmissível que o Grêmio não tenha conseguido obter as condições de jogo de Eduardo Costa. É inadmissível que o Grêmio não tenha feito nada em relação ao São Paulo, que ainda não liberou Marcel. É inadmissível que o Grêmio tenha permitido que Héber Lopes ser escalado para essa partida, tendo em vista o que o mesmo Héber fez, contra o mesmo São Paulo, no Brasileirão do ano passado. Pequenos detalhes que podem custar muito.

Dentro de campo um "pequeno detalhe" acabou por definir o jogo. Aos dois minutos a zaga afastou uma bola mal, Borges foi lançado sem impedimento (William dava condições), Saja saiu mal e facilitou para o avante São Paulino fazer o 1x0. A partir daí o São Paulo fez o jogo que quis, se posicionou todo atrás do meio de campo. Héber teve tranquilidade para fazer o que queria: Acomodar. Permitiu a cera do São Paulo e só faltou estender um tapete vermelho para Rogério Ceni fazer o que bem entendesse. Josué, Rycharlisson (insira sua piada aqui), Borges e Souza levaram o cartão amarelo. Josué fez mais duas faltas fortes ainda no primeiro tempo e não levou o segundo amarelo. Borges e Souza chutaram a bola longe após o apito do juiz e igualmente não levaram o segundo amarelo. No primeiro tempo a sensação é que o jogo não andou, seja pela postura do São Paulo, pela incompetência do Grêmio e pela cara de pau do juiz. A única chance surgiu no chute cruzado de Everton, Tuta não alcançou no carrinho.

No segundo tempo o Grêmio melhorou e pressionou o São Paulo. Três cabeçadas foram as maiores ameaças, a de Tuta não entrou por puro azar. Bustos sofria improvisado pela esquerda, melhorou bastante quando passou para direita. De resto o Grêmio foi um time lento, conduzindo demais a bola e demorando demais na hora da conclusão. Evérton ainda não mostrou futebol, não consegue enfrentar os zagueiros. Sandro fez péssima partida, mas deu gosto ver a "vontade" que ele chegava na marcação de Hugo.

Grêmio 0 x 2 São Paulo

GRÊMIO: Saja; Patrício (Itaqui), William, Pereira e Bustos; Gavilán, Sandro, Tcheco (Douglas) e Diego Souza; Everton (Kelly) e Tuta.
Técnico: Mano Menezes

SÃO PAULO:
Rogério Ceni; Breno, Miranda, Alex Silva; Souza, Josué, Richarlyson, Hugo e Jorge Wagner; Leandro (Reasco) e Borges (Diego Tardelli).
Técnico: Muricy Ramalho

17ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2007
Data: 5 de agosto, 18h10min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre
Público: 23.540 (21.551 pagantes)
Renda: R$ 324.720,00
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR), auxiliado por Gilson Coutinho e José Amilton Pontarolo (PR).
Cartões amarelos: Sandro (G); Josué, Richarlyson, Souza, Borges, Hugo e Rogério Ceni (SP)
Gols: Borges, aos dois minutos do primeiro tempo, e Diego Tardelli, aos 42 do segundo

quinta-feira, agosto 02, 2007

Brasileirão - Figueirense 1 x 0 Grêmio

Mais um jogo que poderiamos ter vencido. Já perdi a conta de quantos já foram. O Campeonato vai passando e o Grêmio perdendo pontos preciosos,pontos esses que podem custar o título. Tá na hora do tricolor começar a se impor, chega de mergulhar de cabeça e se juntar na mediocridade dos adversários. O Grêmio tem um time um pouco superior a média dos participantes, precisa começar a jogar com mais naturalidade. Isso nao significa que o time tenha que jogar sempre no ataque ou algo do gênero, mas os resultados tem que começar a aparecer. Hoje o Grêmio está a 6 pontos do líder (podendo ficar a 9) e fora da zona da libertadores, atrás do Goiás. Não da pra aceitar. Dificil falar em atitude e raça, mas parece que o time precisa de um chacoalhão parecido com o que houve nas semifinais do gauchão.

Sobre o jogo em si muito pouco a falar, mas o Grêmio entrou menos improvisado. Anderson Pico de lateral esquerdo e Sandro no meio. O time começou bem, apesar do gramado que dificultava para as duas equipes. Porém antes dos 15 minutos o Grêmio já tinha desperdiçado três cobranças de faltas. Mano a todo momento cobrava, com razão, mais participação de Tcheco e Diego Souza. No segundo tempo o tricolor se escapou aos2 minutos, mas teve diversas chances para matar no contraataque. Carlos Eduardo adentrou a área várias vezes, em poucas delas tentou o chute a gol. Quase como castigo o Grêmio tomou o gol chorado e no fim do jogo.

Não sei se devemos levar o campeonato brasileiro a sério. Tenho diversos motivos para o não. Primeiro o adiamento dos jogos do Flamengo. Temos ainda o "fantástico julgamento" do Dodô. E temos as arbitragens, que ontem se manteve no nível. Não bastasse os bandeirinhas terem errados todas as marcações de impedimento ainda tivemos o Juiz. Cléber Abade se superou. O lance é o seguinte: Anderson segura a bola (por poucos segundos) e leva um tapa de Ruy. O árbitro expulsa Ruy corretamente, mas se deixa pressionar pelos jogadores do Figueirense e dá um amarelo para Anderson, por suposto retardamento do jogo. Não satisfeito com a primeira compensada, Abade aceita um pressão rídicula da não menos rídicula torcida do Figueirense e expulsa Anderson por novo suposto retardamento. Anderson chutou a bola uma fração de segundo após o juiz parar o jogo, numa jogada em que parecia que a arbitragem daria vantagem. A Zero Hora de hoje consegue a proeza de não dedicar uma linha sequer a esse lance, talvez ocuparam todo a capacidade da redação na choradeira com a sáida do Pato.
Fotos: ClicRBS

Figueirense 1 x 0 Grêmio


FIGUEIRENSE:
Wilson; Edson, Felipe Santana e Chicão; Ruy, Diogo, Cleiton Xavier, Peter e André Santos; Ramon (Anderson Luiz) (Alexandre) e Jean Carlos.
Técnico: Mário Sergio

GRÊMIO: Saja; Patrício, William, Pereira e Anderson Pico; Edmílson, Sandro Goiano, Diego Souza e Tcheco (Ramon 31 do 2º); Carlos Eduardo (Kelly 37 do 2º) e Douglas (Itaqui- intervalo).
Técnico: Mano Menezes

16ª Rodada - Campeonato Brasileiro
2007
Data: 2 de agosto, quinta-feira, 20h30min
Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis
Público: 6.096

Renda:R$ 68.137,50
Arbitragem: Cleber Welington Abade (SP), auxiliado por Marinaldo Silvério (SP) e Evandro Luís Silveira (SP)
Cartão Amarelo: André Santos, Alexandre e Anderson Pico
Cartão Vermelho: Ruy aos 33 e Anderson Pico aos 37 do 1ºtempo
Gol: Peter 41 do 2º tempo

STJD

Dodô foi absolvido. Rídiculo. Confiram a defesa do Botafogo segundo o site GloboEsporte.com:

"O advogado Carlos Portinho foi o responsável pela defesa do atacante. Ele iniciou sua argumentação falando da possibilidade de sabotagem no caso de doping, um fato que não deveria ser ignorado. Carlos reafirmou que Dodô sempre foi profissionalmente correto e muito disciplinado. Ele relembrou o histórico da carreira do atleta e apontou os detalhes do caso do doping. Mais uma vez, pediu a absolvição do jogador."

Espero que não tenha levado em conta essa argumentação rídicula na hora de absolver o Dodô. Se bem que até seria mais fácil de aceitar. O duro é a composição do STJD nesse julgamento. Seriam 9 auditores, portanto 9 votos. Um não votou. Foram 8 votos com o "placar" de 5 a 3 pela absolvição. O que choca foi a cara de pau dos auditores vejam:

"Antes do primeiro voto, o presidente do STJD, Rubens Approbato Machado, fez questão de informar que três dos auditores eram botafoguenses, sendo dois deles conselheiros do clube. Confira a relação abaixo:' (GloboEsporte.com)
Auditores Voto
Alexandre Quadros
Virgílio Val
José Mauro Couto
Paulo Valled Perry
Francisco Mussnich
Eduardo Machado
Caio Rocha
Rubens Approbato
contrário à absolvição
favorável à absolvição
favorável à absolvição
favorável à absolvição
favorável à absolvição
contrário à absolvição
favorável à absolvição
contrário à absolvição

Segundo o que eu pude apurar os conselheiros do Botafogo seriam José Mauro Couto e Paulo Valed Perry. Eles garantiram a absolvição de Dodô.

Não é possível que estes auditores não tenham a consciência ética de se declararem impedidos de votar. Beira o mau caratismo.

Segundo o que ouvi de especialistas Dodô teve sim benefícios por tomar tal medicação. Não interessa se tem carreira exemplar ou não. Isso só deve contar na hora de calcular a pena.

Assim fica díficil disputar com o Botafogo, fica mais fácil entregar a taça pro Fogão e acabar logo com essa palhaçada.

Perdão?

Saiu no jornal Tribuna do Paraná:

"Para Alex, não há culpados pela grave contusão. “Foi um lance normal de jogo”, lamenta. Nem mesmo o dono da chuteira que atingiu violentamente seu rosto, em uma dividida na pequena área. “O Tcheco está isento de qualquer culpa. Não houve intenção nenhuma e, mesmo que tivesse, ele não iria conseguir fazer um estrago como esse”, brinca o goleador, inocentando o meia gremista."

Ainda bem que ao menos o Alex Mineiro tem noção de que foi um acidente típico de uma partida de futebol. O curioso é que nesse brasileiro Alex passou por situação semelhante no jogo entre Atlético e Náutico, válido pela 9ª rodada, no dia 3 de julho:

"
Na segunda etapa, o volante Vagner Rosa recebeu uma cotovelada do atacante Alex Mineiro, e também teve suspeita de afundamento na cabeça" (NáuticoNet)

"
Na partida de ontem à noite, o goleiro Fabiano e o volante Vagner Rosa, deixaram o campo com a mesma lesão. Afundamento no malar... Os atletas vão ser operados amanhã pelos médicos do clube. O período de recuperação pode passar de 30 dias" (NáuticoNet)

Será que naquela ocasião o presidente do Atlético chamou os próprios jogadores de bestas-feras?