terça-feira, outubro 07, 2008

Imagens e Imagens



O vídeo acima foi "tranqüilizador" para os gremistas, mas foi também preocupante para quem acompanha futebol.

Para quem não sabe, no lance que resultou na expulsão de Léo e Jorge Henrique, a transmissão da TV só mostrou o soco (revide) de Léo, sem mostrar a agressão inicial de Jorge Henrique. (como pode ser visto neste vídeo, a partir de 55 segundos) A edição de imagens induziu o torcedor ao erro, levando o a crer que o juiz havia cometido uma injustiça com o atleta do Botafogo.

O jogo inicou-se as 16 horas, terminando por volta das 18. A imagem "esclarecedora" , mostrando a agressão de Jorge Henrique, só foi aparecer depois das 22h. Levando muita gente a mudar as opiniões que já haviam sido emitidas.

A imagem só foi exibida tardiamente, mas poderia também sequer ter aparecido. Bastaria um diretor/editor relapso, preguiçoso ou até mesmo mal intencionado não fazer seu trabalho direito.

O Pênalti de Junior Baiano em Tore Andre Flo na copa de 98 é sempre citado como um paradigma nesta questão de uso de imagens para esclarecer jogadas. Penso que este lance de sábado passa a ser um exemplo também.

A propósito, deixo na sequência um texto de Carlos Gerbase sobre o assunto. (Fui atrás após uma referência feita pelo Ruy Carlos Ostermann).


"A OBJETIVA NUNCA É OBJETIVA

O procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, está usando a TV para denunciar jogadores de futebol. Ele tem predileção por casos de agressão que não foram vistos pelo juiz do jogo e, portanto, não foram punidos com a expulsão, e muito menos foram a julgamento. A justificativa parece ser a seguinte: se, no tribunal, os advogados de defesa usam vídeos para tentar inocentar os jogadores, a promotoria pode usá-los também para acusar. É óbvio que essa ação do procurador está gerando muita polêmica, porque ninguém sabe exatamente qual é a sua sistemática para encontrar os lances. Ele assiste na íntegra a todos os dez jogos de cada rodada da Série A? Nesse caso, seriam mais de quinze horas de trabalho por rodada. Ou vê apenas os jogos mais importantes? Ou vê os “melhores momentos” de todos? Como ele assiste? Em que canal? Ele grava todos os jogos? Enfim, é tudo muito nebuloso. Os juízes de campo erram (e como erram!), mas todo mundo sabe quais são as suas limitações. Essas limitações fazem parte do jogo. Chamar o juiz de ladrão é tão comum quanto vaiar o adversário. Ninguém sabe as limitações (se é que existem) do procurador. E pior: quase todo mundo (eu fora!) acha que ele está fazendo as acusações a partir de um relato “objetivo” do jogo, porque captado pela "objetiva" da câmera de TV.

Santa ingenuidade, Robin! A presunção de objetividade das imagens fotográficas (e de todas que derivam dela: cinema, TV e vídeo) caiu por terra em medos do século dezenove. Todas as imagens técnicas são manipuladas. O fotógrafo Henry Peach Robinson, em 1858, criou "Desaparecendo", uma obra de arte dramática sobre a tuberculose. Parece um instantâneo de uma família desesperada pela morte prematura de uma jovem. Na verdade é uma fotomontagem de oito negativos diferentes. Perfeita. Sem computador. Sem Photoshop. Sem tecnologias digitais. Como é que alguém ainda acredita que as imagens técnicas produzidas em 2008 são registros objetivos da realidade?

Todos os registros de uma câmera (inclusive, obviamente, um jogo de futebol) dependem de uma escrita, de uma construção discursiva. Todas as imagens são resultado de opções retóricas. Ou seja, em vez de se basear na súmula, com todas as suas imperfeições e omissões, mas que tem um autor declarado (o juiz do jogo), o sr. Paulo Schmitt está se baseando em relatos que são igualmente subjetivos e autorais, MAS NÃO PARECEM SER. Vilhém Flusser, em sua “Filosofia da caixa preta”, faz exatamente esta advertência. Ou o homem compreende como funciona a tecnologia, ou será eternamente enganado por ela. Esses enganos às vezes podem ser bobos, talvez até inconseqüentes. Mas também podem ser gravíssimos.

Vamos considerar que o sr. Paulo Schmitt assista a todos os jogos na íntegra, pois seria absurdo se não fosse este o seu procedimento. Não quero acreditar que ele baseie suas acusações em edições de "melhores momentos", ou em reportagens editadas depois de um jogo, com cenas especialmente escolhidas por um editor cujas preferências clubísticas o sr. Paulo Schmitt ignora. Mesmo assim - se ele vê todos os jogos na íntegra - está na mão de várias pessoas que não conhece e sobre as quais não tem qualquer controle: os operadores de câmera, os suítes (encarregados de determinar que imagem está no ar em dado momento, escolhendo entre todas as câmeras disponíveis) e os diretores de TV (encarregados de determinar onde estão as câmeras, que tipo de ângulo elas devem ter, seus eventuais movimentos e qual é a estratégia narrativa da cobertura).

Os operadores de câmera apontam a câmera para onde o suíte e o diretor mandam, mas quem disse que eles não podem tomar algumas decisões próprias, como buscar sempre ter enquadrado em close determinado jogador, para flagrar seus deslizes? E os suítes? Se eles quiserem esconder determinado fato, é só não botar no ar. A câmera capta, mas ele omite. E o diretor de TV? Basta que ele determine, por exemplo, que os técnicos não devem ser mostrados, e eles desaparecem da tela. Enfim, é óbvio que uma transmissão de um jogo de futebol é SEMPRE manipulada. Se essa manipulação é ética, se segue os preceitos deste ou daquele manual, eu não sei. E o sr. Paulo Schmitt também não tem condições de saber.

O futebol é coisa séria e tem regras muito antigas. Elas não incluem as imagens técnicas como base para flagrar agressões. Por um motivo simples: essas imagens não são confiáveis. O sr. Paulo Schmitt pode até estar bem intencionado, mas trabalha sobre um terreno absolutamente inseguro. Sou jornalista e trabalho com narrativas audiovisuais no cinema e na TV. Acredito em procedimentos éticos e acredito que a maioria dos meus companheiros jornalistas e radialistas tenta fazer seu trabalho da melhor maneira possível, com isenção e profissionalismo. Mas, em matéria de futebol, não boto a mão no fogo por ninguém. Qualquer um deles - operador de câmera, suíte ou diretor - pode oferecer ao sr. Paulo Schmitt um relato parcial e tendencioso de uma partida de futebol. Qualquer um deles pode decidir um campeonato trabalhando pela condenação de determinado jogador, obtida por imagens de sua conduta cuidadosamente coletadas e selecionadas - ao vivo - durante 90 minutos. Anotem aí: isso vai acontecer em breve. Se é que não está acontecendo agora.

Não é paranóia, nem teoria da conspiração. É apenas o estatuto ontológico das imagens técnicas, conhecido desde o tempo de Henry Peach Robinson. Só acreditam nelas os ingênuos, ou seja, quase todo mundo, incluindo o sr. Paulo Schmitt. (Carlos Gerbase - 22/09/2008 - Casa de Cinema)

domingo, outubro 05, 2008

Brasileirão - Grêmio 2 x 1 Botafogo

Mediante dúvidas, questionamentos, lesões e suspensões, Roth escalou o time "da torcida". Jean, Paulo Sérgio, Pico e Marcel foram barrados. Sem ninguém para pegar no pé, os corneteiros resolveram vaiar Roth.

A chuva anunciada durante semana chegou pontualmente, fraquinha e insistente. O jogo era pegado, disputado, brigado (alguns jogadores chegaram a confundir as coisas, não é, Carlos Alberto?). O Grêmio jogava mais no embalo da torcida, fazendo jogadas pelas pontas. Logo a juventude e o desontrosamento da equipe se fizeram presentes, o time correu muito e por vezes correu "errado". O Botafogo era mais organizado e conseguia tocar a bola, no chão, no meio campo. O Grêmio conseguiu levar perigo na bela jogada de Douglas Costa, terminada com um pretensioso chute de três dedos.

Aos 30 falta para o Fogão. Bola cruzada por Lúcio Flávio, um jogador gremista deu condição de jogo para vários adversários, um deles cabeceou, Victor fez a defesa que pode, mas no rebote, Renato Silva empurrou para as redes. A reação do Grêmio foi rápida, aos 32 Morales fez jogada de pivô e serviu Douglas Costa que chutou. A bola desviou em André Luís e fugiu do alcance de Castillo.

O clima do jogo continuou quente, em jogada que começou com um pegada de Morales em Alessandro, a bola foi lançada em direção ao gol do Grêmio, enquanto viajava pelo alto, Jorge Henrique procura Léo e lhe acerta um cotovelaço, o zagueiro gremista revida. Jogo para, pressão dos dois lados na arbitragem. Cartão amarelo para Morales e Cartão Vermelho para Léo e Jorge Henrique. Critico a arbitragem quando ela erra. Sou obrigado a elogiar agora, quando acerta. (Muito embora o acerto seja sua obrigação)


Ney Franco mudou sua equipe para o segundo tempo. Colocou o já folclórico centroavante Zárate, buscando eliminar a sobra da zaga gremista. Roth não fez substituições, deixando uma linha defensiva de 4 jogadores.

O Grêmio melhorou e passou a criar chances. Douglas Costa achou espaço e deu uma bela assistência para Felipe Mattioni, mas o ala chutou em cima do goleiro. Mais tarde, boa jogade de Mattioni pela direita, cruzamento rasteiro, corta-luz de Soares e péssima conclusão de Morales. Aos 17, Hélder bate bem o escanteio e goleiro Renan põe denovo pela linha de fundo. Hélder repete a boa cobrança e Réver sobe de cabeça no primeiro pau para estabelecer o placar final.

Grêmio ainda ameaçou na cabeçada de Mattioni. Mas o cansaço veio. Douglas Costa deu lugar a Makelele. Pouco mais tarde Morales, já amarelado, foi substiuído por Reinaldo. Aos 38, Soares saiu para entrada de Marcel. Hélder, exausto, permaneceu em campo. O Grêmio tratou de garantir os 3 pontos. O Botafogo foi para cima, mas não chegou a ameaçar tanto, a melhro chance surgiu aos 44, na virada de Zárate que Victor fez firma defesa, no meio do gol.



Boa estréia de Douglas Costa. Mostrou qualidade e uma apuradíssima visão de jogo. Não é (ou ao menos não foi) tão participativo nas armações da jogada. A dúvida vai ficar em relação ao seu tamanho. Prevejo acalorados debates sobre este tema.

Felipe Mattioni mostrou ser o acréscimo que a muito se aguardava. Não tem a mesma velocidade e preparo do que Paulo Sérgio, mas demontra mais qualidade no drible e na tabela.

Hélder exibiu alguma qualidade no cruzamento, principalmente na bola parada. Mas ficou por isso. Não superou Anderson Pico. A ala-esquerda segue sendo um problema.

Richard Morales fez o que se esperava dele. Brigou muito e ganhou a maioria das bolas pelo alto. Faltaram melhores cruzamentos para o cabeceio a gol. Na bola que teve para concluir, pelo chão, foi mal. Mas é incomodação constante para os adversários. Segura ao menos um marcador consigo sempre. Terror dos zagueiros.


Léo estava enlouquecido ontem, e digo isso não só pelo lance da expulsão. Fugiu do seu "normal".

Que partida fez Réver. Melhor em campo sem a menor dúvida. Deu chutão quando necessário. Matou no peito e saiu jogando quando possível. Ganhou por cima, ganhou por baixo. Bateu boca, foi ao ataque, fez o gol.

Muitos desfalques, bom aproveitamento da base. Todo o meio campo que iniciou jogando poderia, hipoteticamente, ter jogado nos juniores no ano passado.

Resultado importantíssimo. Não era jogo para jogar bem, era jogo para ganhar.

Fotos: ClicRBS, Grêmio.net e Impedimento/Roberto Vinícius

Grêmio 2 x 1 Botafogo

Renato Silva 30´
Douglas Costa 32´
Réver 63´

GRÊMIO: Victor; Leo, Réver e Thiego; Felipe Mattioni, Rafael Carioca, Willian Magrão, Douglas Costa (Makelele, 24'/2ºT) e Hélder; Soares (Marcel, 35'/2ºT) e Richard Morales (Reinaldo, 31'/2ºT)
Técnico: Celso Roth

BOTAFOGO: Castillo (Renan, intervalo), Alessandro, Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Gil, 22'/2ºT); Leandro Guerreiro (Zárate, intervalo), Túlio, Diguinho e Lucio Flavio; Carlos Alberto e Jorge Henrique
Técnico: Ney Franco

28ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2008
Data: 04 de outubro de 2008, sábado, 16h00min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre-RS
Público Total: 37.891 (pagantes: 33.740)
Renda: R$ 631.375,00
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR).
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Carlos Berkenbrock (SC).
Cartões amarelos: Willian Magrão, Morales, Makelele (Grêmio); Triguinho, Carlos Alberto (Botafogo).
Cartões vermelhos: Léo (Grêmio), Jorge Henrique (Botafogo). aos 44 do 1ºtempo.
Gols: Renato Silva, aos 30, Douglas Costa, aos 32 minutos do primeiro tempo; Rever, aos 18 minutos do segundo tempo

quinta-feira, outubro 02, 2008

Ainda a arbitragem do Grenal



Gol colorado ainda gera polêmica

O segundo gol do Inter no GreNal continua rendendo polêmica.
Agora, ao invés de discussões sobre a decisão de Evandro Ro
man em validar o lance, o problema se dá na atitude do auxiliar Roberto Braatz.

Ontem, o zagueiro Pereira revelou que no momento da falta, o paranaense teria se dirigido aos jogadores do Grêmio: “Ele disse para o Pico: ‘Fica tranqüilo que é só no apito’”, referindo-se à cobrança. D’Alessandro, no entanto, bateu rápido e encontrou Alex livre. O meia colorado chutou e fez Inter 2 a 1.

O auxiliar nega que tenha falado com qualquer jogador antes do gol. “Eu estava na linha da lateral e o lance foi muito rápido. Mesmo se eu quisesse, nem daria tempo. Não falei com ninguém, não existe nada disso”, justifica Braatz. (Correio do Povo - Porto Alegre, Terça-Feira, 30 de Setembro de 2008)


As marcas de Tcheco

Dois dias após o Gre-Nal, Tcheco ainda exibia no tornozelo esquerdo as marcas da falta cometida por Edinho, no lance que originou a expulsão dos dois no clássico. O meia, que cumprirá dois jogos de suspensão – pelo terceiro amarelo e pelo vermelho –, não perdoou o volante.

– A entrada dele foi por cima. Arrancou minha caneleira, rasgou toda a minha perna. Só disse a ele: “por que fazer isso?”. E aí começou toda a confusão – explicou o capitão gremista.

Tcheco rejeita o rótulo de jogador esquentado. Para ele, não dá comparar o episódio ocorrido no Gre-Nal com a briga com Claiton, do Atlético-PR, em 2007.

– Coisas do passado a gente aprende e deixa por lá – afirmou. (Zero Hora 01 de outubro de 2008)


Eleições Presidenciais

Lançadas os candidatos e suas chapas


- Presidente: Duda Kroeff
- Conselho de Administração: Cesar Pacheco, Mauro Knijnik, Marcos Hermann, Alberto Guerra, Flávio Paiva e Irany Sant'ana Júnior.


- Presidente: Antônio Vicente Martins
- Conselho de Administração: Eduardo Antonini, Rodrigo Karan, Daniel Tevah, Homero Bellini Jr., Francisco Santos e Nelson Nonohay.


Estatuto do Grêmio


CAPÍTULO V
Da Assembléia Geral
Art. 55. A Assembléia Geral é constituída dos associados maiores de 16 (dezesseis) anos, pertencentes ao quadro social há mais de 2 (dois) anos, ininterruptamente, e em situação regular
com o GRÊMIO nos 12 (doze) meses anteriores a realização da eleição.
Parágrafo único. Não integram a Assembléia Geral os Familiares Inscritos.

Art. 56. Compete exclusivamente à Assembléia Geral, sempre em escrutínio secreto:
I – eleger o Presidente e os Vice-Presidentes do GRÊMIO, após a aprovação prévia das chapas de que trata o artigo 57, § 2º;


Art. 57. As respectivas eleições dar-se-ão por meio de chapas, que deverão conter os nomes dos candidatos:
a) a Presidente e aos 6 (seis) cargos de Vice-Presidentes do GRÊMIO; ou
b) ao Conselho Deliberativo, na condição de membros efetivos e suplentes.
§ 1º. As chapas deverão ser registradas na Secretaria do GRÊMIO no mês de setembro do ano das eleições, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da publicação do anúncio convocatório
da Assembléia Geral.
§ 2º. As eleições para Presidente e Vice-Presidentes do GRÊMIO serão precedidas de aprovação prévia das chapas, na forma que segue:

I – o Conselho Deliberativo se reunirá para aprovação das chapas concorrentes à eleição do
Presidente e dos Vice-Presidentes do GRÊMIO, observado o seguinte:
a) cada Conselheiro votará em uma chapa, em sua composição completa;
b) o escrutínio será secreto;
c) será considerada aprovada a chapa que obtiverpor 30% (trinta por cento) dos votos dos
presentes, no mínimo.

II – caso nenhuma das chapas inscritas alcance o quociente mínimo de aprovação, proceder-se-á,
de imediato, nova votação, em que somente concorrerão as 2 (duas) chapas que tiverem
obtido o maior número de votos;

III – ultimada a apuração o Presidente do Conselho Deliberativo fixará as nominatas das
chapas habilitadas a concorrer à eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes do GRÊMIO
em local acessível, para conhecimento dos associados;

IV – ultimada a aprovação pelo Conselho Deliberativo, a Assembléia Geral se reunirá, no
prazo máximo de 10 (dez) dias, para eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes do GRÊMIO.
V – se apenas uma chapa for aprovada, o Presidente do Conselho Deliberativo a aclamará eleita, dispensada, nesse caso, a realização de eleição pela Assembléia Geral.


CAPÍTULO VIII
Do Presidente do GRÊMIO
Art. 82. O Presidente deverá ser Associado do GRÊMIO por mais de 10 (dez) anos, ininterruptos, maior de 28 (vinte e oito) anos, em pleno gozo de seus direitos sociais, e será eleito para um mandato de 2 (dois) anos, permitida uma reeleição, não podendo estar enquadrado em qualquer dos casos de impedimentos previstos em lei ou neste Estatuto.

CAPÍTULO VII
Do Conselho de Administração
Art. 77. O Conselho de Administração é constituído pelo Presidente e pelos 6 (seis) Vice-Presidentes eleitos pela Assembléia Geral.

CAPÍTULO IX
Dos Vice-Presidentes
Art. 90. O GRÊMIO terá 6 (seis) Vice-Presidentes, eleitos conjuntamente com o Presidente para um mandato de 2 (dois) anos, os quais comporão o Conselho de Administração.

Art. 91. São atribuições dos Vice-Presidentes:
a) substituir o Presidente em seus impedimentos ou ausências;
b) executar as delegações outorgadas, assim como as tarefas que lhe forem atribuídas pelo
Presidente;
c) colaborar com o Presidente para o exercício de suas funções.

Art. 92. Os cargos de Vice-Presidente são de exercício gratuito.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Sempre STJD

Celso Roth critica STJD por suspensão a André Luís
Atacante foi punido em dois jogos pelo Tribunal

O técnico Celso Roth não escondeu a irritação com a suspensão de dois jogos aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) ao atacante André Luís, em sessão na noite de segunda-feira, no Rio de Janeiro. O jogador do Grêmio foi a julgamento por ter sido flagrado em vídeo atingindo com a perna direita o peito de um adversário, no jogo Grêmio 2x1 Vasco, no Olímpico, pelo Brasileirão. Na partida, o árbitro sequer marcou falta, mas o procurador-geral do STJD, Paulo Schmidt, ofereceu denúncia.

– O André foi punido de uma maneira inédita. Não houve falta, sequer recebeu cartão. E foi suspenso por uma pessoa que assistiu ao jogo não sei de onde – protestou Roth.

Com a suspensão, André Luís está fora do jogo contra o Atlético-PR e do Gre-Nal, dia 28. Richard Morales e Soares são as opções de Roth para formar o banco de reservas. Perea e Marcel são os titulares. (ClicRBS - 17/09/2008)



STJD absolve Kleber por expulsão contra o Náutico
O atacante Kleber, que foi expulso na vitória do Palmeiras sobre o Náutico por 2 a 0, no dia 29 de junho, pelo carioca Djalma Beltrami, foi julgado e absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta terça-feira.

Beltrami relatou na súmula que expulsou Kleber, aos 34 minutos do segundo tempo, porque o atacante retardou o jogo, ao chutar a bola para longe, e reclamar do árbitro, perguntando, ironicamente, se Beltrami "queria aparecer".

Por isso, Kleber foi denunciado no artigo 251 (reclamar, por gestos ou palavras, contra as decisões da arbitragem ou desrespeitar o árbitro e seus auxiliares) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê uma suspensão de um a quatro jogos. (A TARDE On Line - 08 de Julho de 2008 )



Kléber ganha elogios e conselhos no STJD
Os árbitros podem continuar pegando no pé do palmeirense Kléber, mas pelo menos nos Tribunais, o atacante já encontra menos resistência. Pelo menos foi o que o jogador percebeu após ser julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, quando pegou apenas uma partida de gancho, já cumprida, pela expulsão contra o Goiás, em 20 de julho, em rodada do Campeonato Brasileiro. (Terra 26 de setembro de 2008)



Diego Souza absolvido no STJD
Por maioria de votos, Tribunal decidiu absolver o meia do Palmeiras, que poderá enfrentar o Atlético/MG

O meia Diego Souza, um dos destaques do Palmeiras e do Campeonato Brasileiro de 2008, foi absolvido nesta terça-feira, dia 30 de setembro, em decisão por maioria de votos da Segunda Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador foi denunciado através de prova de vídeo por lance ocorrido no duelo com o Cruzeiro, no Estádio do Mineirão. No mesmo julgamento, seu companheiro de equipe Lenny acabou suspenso por uma partida, mas também está liberado para jogar por já ter cumprido a suspensão automática.

Diego Souza saiu satisfeito com o resultado do julgamento: "Estou muito aliviado, até estava suando esperando pela decisão da Segunda Comissão Disciplinar. Na primeira vez que fui julgado, acabei punido, e por isso estava muito preocupado. Mas, felizmente, fui absolvido e continuo com condições de jogo", comentou o meia palmeirense em entrevista ao site Justicadesportiva.

O jogador não cumpriu nenhuma suspensão em função do lance, já que foi denunciado por vídeo tape e não por expulsão em campo. Com a absolvição, Diego Souza poderá enfrentar o Atlético/MG no próximo sábado, dia 4 de outubro, no Palestra Itália.

Em seu depoimento perante à Segunda Comissão Disciplinar, Diego Souza afirmou que não teve objetivo de machucar o adversário. "O árbitro estava perto do lance e nem marcou falta. E como a jogada correu normalmente, não notei se o adversário havia sangrado", disse o meia.

O Palmeiras soma hoje 50 pontos na liderança do Campeonato Brasileiro, mesma pontuação do Grêmio, que está em segundo lugar por ter uma vitória a menos no critério de desempate.

Entenda o caso:

De acordo com a denúncia, na imagem de vídeo da partida pôde ser visto que, em jogada próxima à linha lateral do campo de defesa do Cruzeiro, quando estava com a posse da bola, Diego Souza atingiu com a mão direita o rosto de seu adversário. Pela infração cometida, Diego Souza de Andrade respondeu ao artigo 255 (Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de uma a três partidas.

Essa não foi a primeira vez de Diego Souza no banco de réus do STJD. Ele já tinha sido suspenso por três partidas em sessão da Terceira Comissão Disciplinar, julgado no artigo 253 (Praticar agressão física contra o árbitro ou seus auxiliares, ou contra qualquer outro participante do evento desportivo), mas teve sua infração desclassificada para o artigo 255 do CBJD.

Após o Recurso, Diego ainda teve sua pena reduzida para uma partida em sessão do Pleno, no dia 29 de maio. Por ter sido julgado nesta terça no mesmo artigo em que foi punido, o meia foi considerado reincidente específico pelo Tribunal. (Justiça Desportiva 30/9/2008)



Atualizado, 15h28min

Pior ainda é quando o procurador do STJD prefere nem denunciar:


"Sinceramente, acreditava que podia haver algum tipo de perseguição da arbitragem com Kléber, do Palmeiras. Não achava normal o jogador em 13 partidas ter sido expulso em três. Mas eis que fui ver Grêmio e Palmeiras no domingo. E definitivamente não é perseguição...Em uma disputa de bola no meio-campo com um atleta do Grêmio, sem perigo algum (nenhum meeesmo), Kléber acertou o rosto do adversário e já quando a disputa pela bola já havia ocorrido. Levou amarelo. Fiquei parada na frente da TV analisando o lance e não vi absolutamente nada que pudesse tirar Kléber do sério. Fico pensando o que deve se passar pela cabeça do atleta alviverde para se descontrolar tanto." (Clube da Bolinha - 29/07/2008)

"O Denílson reclama novamente de parcialidade pró-Palmeiras por conta do diretor Mário Quaranta ser conselheiro do clube, citando como exemplo uma "abafada" na cotovelada do Kléber no comecinho do jogo com o Grêmio, e reclama que os comentaristas não tem personalidade para discordar" (Papo de Bola - 31/07/2008)

"27min - Kléber recebe amarelo por falta em Guiñazu, mas fica barato pelo cotovelaço que deu no jogador colorado " (Zero Hora 20/08/2008)