domingo, novembro 21, 2010

Brasileirão - Grêmio 3 x 1 Atlético Paranaense


O começo de jogo do Grêmio foi avassalador. Em 5 minutos de partida o time concluiu 3 vezes com perigo (Cabeçada de André Lima e chutes de André Lima e Rochemback). A partir daí a arbitragem começou a enervar o time e a torcida, começando por não apitar um toque de mão de Manoel na frente da área atleticana, passando por marcar uma saída de bola antes que André Lima mandasse para as redes de cabeça e terminando por ignorar o pênalti de Deivid em Fábio Santos. Mas aos 13, não teve jeito, o Grêmio abriu o placar. Douglas lançou, André Lima escorou de cabeça para Neuton, que dominou, passou pelo zagueiro e concluiu de canhota.

Era jogo de um time só. O principal responsável por evitar uma goleada nos 15 minutos iniciais foi Sálvio Spinola. Aos 17, ele não marcou uma falta (de Guerron em Fábio Santos) na origem do lance que resultou no pênalti de Neuton em Guerron. Paulo Baier converteu e a partir daí o jogo passou a ser igual. A reação gremista foi rápida, aos 24, Lúcio tentou de primeira e acertou o travessão. O Atlético passou a ameaçar também. Aos 33, Guerron ficou cara a cara com Victor e mandou para fora. Pouco depois, o Grêmio teve uma sequência de oportunidades, mas as conclusões de Lúcio, André Lima e Douglas foram fracas. E o primeiro tempo acabou após uma arrojada saída de Victor, cortando um perigoso cruzamento rasteiro.

No segundo tempo, as oportunidades de gol rarearam, mas o jogo seguiu bastante disputado e truncado. O Grêmio passou a jogar mais pelo lado direito, tentando explorar Júnior Viçosa e dali saiu a jogada do pênalti. Edílson botou na frente, Rhodolfo deu um carrinho (que não pegou nem bola e nem adversário) e o lateral gremista caiu na área. Sálvio equivocadamente marcou a penalidade. Douglas cobrou com categoria, recolocando o Grêmio na frente. Com o 2x1, Sérgio Soares partiu para um 4-2-4 suicida, que o tricolor soube travar, principalmente por seus laterais que "venceram" os duelos contra os pontas atleticanos. Contudo o Grêmio não soube valorizar a posse de bola e explorar o buraco na meia cancha atleticana, o que trouxe o adversário para cima, mas ainda assim a meta de Victor não foi ameaçada. E no finalzinho do jogo, Clementino fez jogada individual e guardou o seu.


Depois de toda a polêmica com Sandro Meira Ricci em Corinthians x Cruzeiro eu imaginava que ao menos uma coisa tinha ficado clara: Jogar o ombro contra as costas do adversário é falta. Ou isso só vale para o Ronaldo? Por que Salvio Spinola não marcou o pênalti de Deivid em Fábio Santos aos 11 minutos do primeiro tempo?

Algo que me agradou muito no jogo de ontem foi o fato de os atletas terem ido conversar com o juiz na volta para o segundo tempo. A arbitragem do primeiro tempo foi calamitosa, era preciso fazer algo, todas as marcações favoreciam o Atlético.

Muito embora não tenha saído gol, melhorou o aproveitamento dos escanteios gremistas. Não se viu mais aquela cobrança rasteira. O time preferiu uma batida fechada em cima do goleiro.

Iniciando a partida, Junior Viçosa não foi tão bem como no jogo contra o Cruzeiro. Lutou bastante, mas pareceu meio afoito, com dificuldade no domínio e precipitado nas conclusões.

O que foi aquela bicicleta "a la Argel" que o André Lima mandou na metade do segundo tempo?

Neuton não só fez um um golaço como também um grande partida. Passou segurança e saiu pro jogo com desenvoltura.

Fiquei negativamente surpreso com o público de 30 mil pessoas. Era jogo para estádio lotado. Mas o importante é registar que todos torcedores que foram até o Olímpico ajudaram e muito o time.

Fotos: Richard Ducker (Ducker.com.br) e Neco Varella (UOL)

Grêmio 3 x 1 Atlético Paranaense
Neuton 13'
Paulo Baier 19' (pênalti)
Douglas 58' (pênalti)
Diego Clementino 89'

GRÊMIO: Victor; Edilson(Ferdinando, 29'/2ºT), Paulão e Neuton e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Adilson, Douglas(Gilson, 45'/2ºT) e Lúcio; Júnior Viçosa (Diego Clementino, 25'/2ºT) e André Lima.
Técnico: Renato Portaluppi

ATLÉTICO-PR: Neto, Wagner Diniz(Maikon Leite, 18'/2ºT), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Deivid, Branquinho(Ivan Gonzales, 27'/2ºT) e Paulo Baier; Guerrón e Nieto.
Técnico: Sérgio Soares

36ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2010
Data: 20/11/2010, sábado, 19h30min
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre-RS
Público: 30.117 (27.044 pagantes)
Renda: R$ 572.658,50.
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Vicente Romano Neto (SP).
Cartões amarelos: Neuton (Grêmio); Nieto, Manoel, Branquinho, Wagner Diniz, Rodolpho, Paulo Baier, Chico, Deivid e Guerrón.
Gols: Neuton aos 13min e Paulo Baier, aos 19min do 1º tempo. Douglas(pênalti) aos 13min e Clementino aos 44 do 2º (Grêmio).

sexta-feira, novembro 19, 2010

Média de Público - Séries A, B, C e D

O Blog Rbrito fez um levantamento interessante sobre a média de público nas séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro 2010. Mesmo faltando algumas rodadas na primeira e na segunda divisão, o Santa Cruz não pode ser mais ultrapassado no primeiro lugar do ranking. Algumas conclusões feitas no post merecem ser reproduzidas aqui:
"A média geral da Série A continua sendo a melhor. Em 350 jogos, o público total é de 5.073.140 para uma média de 14.495 pagantes. Por outro lado, a Série B decepciona. Em 360 jogos, a Segundona tem média de 4.992 e público total de 1.797.147 pagantes.

A média da Série C supera a da Série B. Em 93 jogos, a Terceirona tem média de 5.144 pagantes e público total de 478.402. Por fim, com média de apenas 2.730 pagantes, a Série D teve 162 jogos e público total de 442.180.

Se juntarmos todas as quatro divisões serão 965 jogos para um público total de 7.790.912 e média de 8.073 pagantes."

O Grêmio está na sétima posição deste ranking, com uma média de 18.736 pagantes por jogo.



Na era Silas a "média de torcedores no Olímpico foi de 11.020 em seis partidas" (fonte: UOL). O aumento de público no Olímpico após a chegada de Renato já era conhecido, mas ainda assim chama a atenção o crescimento da média gremista na segunda metade do campeonato.

- No primeiro turno foram 106.120 pagantes em 9 jogos ( média de 11.791).
- Já o total de público pagante nos oitos jogos disputados no Olímpico neste segundo turno chega a 212.395, o que nos dá uma média de 26.549 pagantes.

E nunca é demais lembrar que ainda restam dois jogos a serem disputados em Porto Alegre. Partidas onde se espera nada menos do que a lotação máxima do estádio.

domingo, novembro 14, 2010

Brasileirão - Santos 0 x 0 Grêmio


Antes da bola rolar, muito se dizia que o Grêmio, embaldo pela boa fase, tinha uma grande oportunidade de voltar a vencer na Vila Belmiro. Com a bola rolando, o Santos, ainda que sem um objetivo maior na competição, iniciou pressionando e ameaçando o gol de Victor. Quando o Grêmio começava a se ajeitar em campo, ocorreu o lance que definiu toda a dinâmica da partida daí pra frente. Jonas tentou acertar Adriano por duas vezes e acabou sendo expulso. Com um a menos em campo, o tricolor se postou atrás da linha da bola e viu o Santos rodar a bola sem muita velocidade e inspiração. A melhor chance do primeiro tempo foi de Durval, que cabeceou perto da trave.

O Santos voltou mais ofensivo para o segundo tempo. Renato seguiu com a mesma formação, tentando especular em contra-ataques e na bola parada. A bola seguia no campo de ataque Santista, mas foi o Grêmio que quase abriu o marcador na cabeçada de André Lima, aos 10 minutos. O Peixe teve boa chance com Léo, mas o chute do lateral-esquerdo foi providencialemente travado por Rafael Marques. O mesmo R.Marques vacilou e cometeu pênalti em Zé Eduardo, aos 23 minutos. Victor defendeu e garantiu a incolumidade da meta gremista. Já zero no lado santista do marcador foi garantido por Ricardo Marques Ribeiro, que sonegou um pênalti em Lúcio, e pelo goleiro Rafael, que fez boa defesa na bomba que Rochemback soltou em cobrança de falta aos 34 do segundo tempo.


A expulsão de Jonas foi rigorosa, mas ainda assim acertada. O problema foi a falta de critério do árbitro. Poucos minutos depois, Edu Dracena matou um contra-ataque e não ganhou amarelo e Keirrison deveria ter sido expulso quando deu um carrinho sem bola em R.Marques. Tivemos ainda o já mencionado lance de Lúcio, onde o pênalti não foi marcado e aos 14 do segundo tempo a transmissão claramente mostrou Durval puxando a camisa de André Lima dentro da área (mas isso já virou rotina na Vila Belmiro). E alguns membros da imprensa gaúcha dizem que o Grêmio "só" pode se queixar do pênalti em Lúcio.

Victor segue fazendo a diferença. Quinto pênalti defendido no campeonato. Se não é um recorde do Brasileirão certamente é um recorde no Grêmio.

Os escanteios e as faltas laterais voltaram a ser mal aproveitados. A bola raramente passava do primeiro pau.

Não que seja um privilégio dele, mas Jonas vem apanhando bastante nos últimos jogos. Vai ter que aprender a lidar com isso. E o revide (quando bem feito) é sim uma maneira válida de enfrentar este tipo de embate.

Mais uma magistral aparição de Paulão. Terminou com um grande passe para Viçosa, aos 45 minutos do segundo tempo, que caprichosamente não resultou em gol.

Fotos: Ivan Storti (Lance)

Santos 0 x 0 Grêmio

SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 17'/2ºT); Adriano, Roberto Brum(Alan Patrick/Intervalo), Rodriguinho e Marquinhos; Zé Eduardo e Keirrison(Marcel, 31'/2ºT).
Técnico: Marcelo Martelotte.

GRÊMIO: Victor; Edilson, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Adílson, Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima (Júnior Viçosa, 38º/2T).
Técnico: Renato Portaluppi

35ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2010
Data: 13/11/2010, sábado, 19h30min
Local: Estádio Vila Belmiro, Santos (SP)
Público: 7.421
Renda: R$143.950,00
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Marcio E. Santiago (Fifa-MG) e Helbert Andrade (MG)
Cartões amarelos: Léo, Keirrison, Alex Sandro, Adriano (SAN); Rafael Marques (GRÊ)
Cartões vermelhos: Jonas, 18 minutos do 1º tempo


sexta-feira, novembro 12, 2010

Grêmio com chuteiras da Mizuno em 1995


Um dado que me chama a atenção nessa foto* de Palmeiras 5 x 1 Grêmio (na Libertadores de 1995) é que todos os atletas gremistas estão calçando chuteiras da Mizuno. Bastante contrastante com o que se vê nos pés dos jogadores de hoje, onde já não é mais raro o uso de chuteiras personalizadas (até mesmo por jovens promessas).

Mas essa aparente uniformização das chuteiras do time de 95 não se explica somente pelo menor número de opções da época. Uma reportagem da revista Placar, de novembro daquele ano, fez um perfil de Mitiko Ogura, presidente da Mizuno no Brasil e explicou o modo de atuação da marca japonesa no futebol nacional.

O relação com time gremista de então se explica pelo fato de Mitiko ser sogra do Carlos Miguel. Abaixo alguns trechos desta matéria.


*A foto de Palmeiras 5 x 1 Grêmio foi retirada de uma galeria de fotos do Terra entitulada "Veja as camisas mais esquisitas do futebol brasileiro". Bom, não vou entrar na questão do "mais esquisitas", pois fica na questão da subjetividade.

O problema é a legenda da foto que diz "Em 1995, o Grêmio, que costuma ter camisas listradas com as cores azul, preta e branca, fugiu da tradição e criou uma camisa inteiramente azul clara". Afirmar que o Grêmio fugiu da tradição é um ato de tremenda ignorância da história do clube.

terça-feira, novembro 09, 2010

Huachipato do Chile


Almagro, Frontale, Montes Claros, são vários os exemplos de times que "compartilham" do mesmo uniforme e/ou símbolo com Grêmio.

Talvez seja o caso de incluir mais um clube nessa lista. Até pouco tempo atrás, a única informação que tinha sobre o Huachipato era que eles usavam o mesmo símbolo do Pittsburg Steelers, da NFL. O motivo estaria no fato das equipes terem origem na indústria siderúrgica.

Pois ao acessar um site sobre camisetas do futebol chileno, me deparo com fotos do time da cidade de Talcahuano usando um fardamento muito parecido com o do Grêmio.

As fotos foram publicadas pela revista "Estadio" no início dos anos 70 e revelam ao menos três modelos de camisetas que se assemelham bastante a nossa camiseta tricolor.

Hoje em dia o Huachipato veste uma camiseta listrada em azul e preto, sem a lista branca, e disputa a primeira divisão chilena. Sua maior glória foi a conquista do campeonato chileno em 1974