sábado, setembro 06, 2008

Brasileirão - Fluminense 0 x 0 Grêmio


Grêmio entrou em campo no 3-6-1, com a tão esperada entrada de Souza no time titular. Outra novidade era Helder na ala-esquerda.

Aparentemente o Grêmio adotou uma postura mais cautelosa, esperando o Fluminense e não se "atirando" nos traiçoeiros espaços oferecidos para quem joga no Maracanã.

Não foi um bom jogo. Bola ia de intermediária a intermediária. Poucas opurtunidades eram criadas. Aos 15, Tcheco tem a bola na ponta direita, aplica janelinha em Fabinho, tenta passar para Marcel e recebe devolta e leva um carrinho faltoso de Roger. Pênalti. A bola venho de um jogador de Fluminense (e não Marcel), logo não havia o impedimento que foi marcado.

Aos 33, Souza faz boa jogada pela ponta direita, ingressa na área a dribles e chuta forte, mas em cima de Diego, que espalmou para frente.

Aos 38, Fluminense ataca pela ponta direita, Rever sai na cobertura, o cruzamento sai rasteiro, Pereira não corta, Washigton girou em cima de Léo, mas bateu em cima de Victor, que se antecipou ao lance e fez parecer fácil a defesa.

Aos 42 Marcel arrancou do meio campo, tentou o passe para William Magrão que entrava livre pelo meio, mas a bola saiu um pouco forte e Diego antecipou.

No final do primeiro tempo, escanteio para o Flu, bola desviada no primeiro pau, Washigton livre chuta para o gol, a bola bate na trave e depois em Victor e o Grêmio se escapa.


No segundo tempo o jogo não melhorou. O Fluminense tentou ir ao ataque, Cuca sacou um volante (Fabinho) e colocou outro atacante (Somáli), mas os tricolores cariocas ameaçaram mais ainda.

Grêmio mudou por lesão, Saiu W.Magrão e entrou Soares. Tcheco passou para segunda função do meio-campo. O Curioso é que ele permaneceu recuado quando Orteman entrou no lugar de Souza.

Grêmio ameaçou em bolas paradas. Aos 31, Paulo Sérgio cobrou falta e Diego mandou para escanteio. Aos 37, Tcheco bate falta de longe, a bola sai forte e rasteira, Diego solta e André Luís por pouco não pega o rebote.

O Fluminese só assustou mesmo no último lance do jogo, em cabeçada de Luís Alberto que atravessou a frente do gol.


Achei justa a expulsão de Washigton, mas talvez fosse caso para cartão amarelo. Engraçado que foi depois desse lance Héber saiu mostrando vários cartões para jogadores gremistas.

Seguem os nomes e a numeração fixa nas camisas.

Hélder é um jogador que faz somente o básico, o feijão-com-arroz. Prefiro Anderson Pico, apesar de sua irregularidade.

Novamente gostei da entrada de Orteman. Sem dúvida que passa a ser uma alternativa.



Fotos: Terra, Fluminense e ZeroHora.com


Fluminense 0 x 0 Grêmio

FLUMINENSE: Diego, Thiago Silva, Luiz Alberto e Roger; Everton Santos (Alan, 36'/2ºT), Fabinho (Somália, 4'/2ºT), Maurício, Conca e Junior Cesar; Maicon (Tartá, 13'/2ºT) e Washington.Técnico: Cuca.


GRÊMIO: Victor, Leo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Rafael Carioca, William Magrão (Soares, 12'/2ºT), Tcheco e Hélder; Souza (Orteman, 19'/2ºT) e Marcel (André, 29'/2ºT).
Técnico: Celso Roth.



24ª Rodada - Campeonato Brasileiro 2008Data: 6 de setembro de 2008, sábado, 18h20minLocal: Maracanã, Rio de JaneiroPúblico: 21.528 (18.852 pagantes)Renda: R$ 297.216,00Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (RN) e Ivan Carlos Bohn (PR)Cartões amarelos: Soares, Helder e Orteman (G)Cartões vermelhos: Washington (F)

quinta-feira, setembro 04, 2008

Rompimento TBZ / OAS

Não surgiram novas (e melhores) notícias sobre os motivos do rompimento do consórico da TBZ e OAS.

A melhor justifcativa é encontrada no site do Movimento Grêmio Novo. Mas para mim, ainda não explica tudo:

"Segundo o Presidente do Movimento Grêmio Novo e um dos membros da comissão de conselheiros do Clube que está tratando dos assuntos da arena Rodrigo Karan, o projeto não sofrerá alterações em qualquer nível. Segundo Karan, uma das questões que mais preocupava a comissão era o banco que daria as garantias de construção do empreendimento, e este foi apresentado pela OAS. Será o Banco Santander, um dos maiores bancos do mundo. Antes, com a TBZ, seria o Banco português EIFSA, que segundo um dos membros da comissão ligado ao Banco Central do Brasil, não tinha liquidez suficiente para suportar este projeto, problema eliminado com a entrada do Santander no negócio. Rodrigo ressalta também que o rompimento entre os parceiros não teve qualquer motivo ligado ao Grêmio. Foram questões de ordem interna do consórcio entre a TBZ e a OAS que geraram o desligamento da empresa portuguesa do projeto." (Site do Movimento Grêmio Novo)


Palmeiras quer ganhar no apito

Francamente, tento não dar a menor bola para o Milton Neves. Mas essa história dele em relação aos "erros" de arbitragem está começando a causar consequências.

Bandeirantes vem explorando esse assunto ao máximo, forçando a barra. Ultimamente até Mauro Betting (Palmeirense assumido, mas sobretudo um jornalista correto) fez um "mea culpa" em seu blog:

"1. Não editei a reportagem a respeito de erros de arbitragem no BR-08 exibida no "Terceiro Tempo" da Band, no domingo. Não editei e só a vi quando foi ao ar.

2. Do mesmo modo como somos independentes para comentar no programa, a edição também é independente. Foram usados dados do meu blog. Mas não necessariamente as minhas conclusões. (Blag do Mauro - 02/09/2008)

A parcialidade da Band não é novidade para ninguém. O que muitos talvez não saibam, é que um dos diretores da Bandeirantes, Mário Quaranta, é conselheiro do Palmeiras.

A pressão "Palmeirense" começa a dar resultados. Blog do Paulo Calçade:
"O árbitro Cléber Wellington Abade divulgou nota para explicar o que aconteceu na vitória do Palmeiras sobre a Portuguesa por 4 a 2, dia 24 de agosto, no Pacaembu. Ele nega que tenha proibido o atacante Alex Mineiro de dar a paradinha antes da cobrança do pênalti que originou o primeiro gol palmeirense." (Blog do Calçade - 03/09/2007)

Vejam bem, o Juiz divulgou nota se desculpando por algo que não fez em jogo que o Palmeiras venceu por 4x2.




Ilgo Wink percebeu bem o Clima:

Já começou.

Escrevi no penúltimo comentário que o Grêmio poderia ser vítima de um complô para beneficiar o Palmeiras.

A previsão é resultado da minha paranóia crônica com uma pitada do conhecimento que adquiri ao longo do tempo sobre o futebol e suas entranhas mal-cheirosas.

Citei a curiosa (obscena?) situação da Traffic, que tem parceria com um clube, o Palmeiras, e também com o organizador do campeonato, a CBF, não é santa, como todos sabem.

Citei também os gols do Diego Souza contra o Atlético PR. Parecia que ele estava passeando entre os zagueiros ao fazer os dois gols. Está bem, isso pode ser fruto da minha paranóia com uma dose de esquizofrenia.

Agora, aos fatos mais recentes:
1. Carlos Alberto Parreira foi contratado pela Traffic. Reforçou o vínculo com a CBF, ou não? Além disso, Parreira por ali já pode pegar o Palmeiras no caso de Luxemburgo assumir no lugar de Dunga. Alguém duvida que a CBF vai chamar o Luxa para o lugar de Dunga, se for necessária a substituição?

2. O Fantástico, com aquele apresentador metido a engraçado (por que não chamam o Renato Aragão?), começou o quadro de futebol mostrando três lances truculentos de jogadores do Grêmio sobre os do Vasco (tem uma cama de gato no meio de campo, por exemplo), sugerindo que é com violência que o Grêmio segue líder.

3. Feito o gancho, o procurador Paulo Schmit, aquele que, talvez por falta do que fazer, gosta de azucrinar os gaúchos, pediu o teipe do jogo para avaliar possível punição ao Grêmio, aos seus jogadores, sei lá. Quem sabe à torcida, que vibra demais? Incentiva demais? Se ele pedir teipe desse jogo, tem de pedir de todos, onde acontecem lances iguais ou piores.


Por fim, tudo isso me remete ao que aconteceu com o Inter três anos atrás.

Já começou.

O Grêmio precisa ficar atento e começar a agir preventivamente. (Blog de Ilgo Wink)




Sobre esta disputa que se desenha entre Grêmio e Palmeiras e o tratamento dado pela mídia Rodrigo Alvares elaborou um texto muito interessante que foi publicado no Impedimento. O título é "Meu time é ruim, mas o teu é pior". Recomendo.


Ainda sobre este tema, Hiltor Mombach faz algumas considerações interessantes:

■ Não se trata de paranóia, apenas de uma constatação: o amigo leitor sabe qual o time que mais cartões vermelhos recebeu no Brasileiro? O Palmeiras. Interessante: não se fala, no centro do país, que estamos diante de um time violento. E se fosse o Grêmio? Ainda: o leitor saberia dizer quantos vermelhos tem o Grêmio? Dois. Em comportamento, só perde para o Santos.

■ Ainda: qual o segundo time que mais recebeu amarelos até agora? O Palmeiras. Foram 73 cartões. O Santos lidera, com 76. (Correio do Povo, Coluna de Hiltor Mombach - 4/09/2008)

terça-feira, setembro 02, 2008

Numeração Fixa

No Grenal da Sulamericana era obrigação da competição, mas contra o Vasco, viu-se o Grêmio também usando a numeração fixa e nome dos jogadores na camiseta.

Imaginou-se que era um movimento tardio do Marketing tricolor para vender mais camisetas. Atendendo uma demanda antiga que existe entre os torcedores.

Mas não é isso. O Blog Clube da Bolinha esclarece:

"Nesta última rodada do Brasileirão o Grêmio jogou com numeração fixa nas camisas. Os uniformes com nome e número foram confeccionados para a disputa da Copa Sul-Americana, de onde a equipe já foi eliminada. No entanto, o time vai seguir com a numeração para o restante do campeonato nacional. A idéia agradou aos torcedores gremistas que se manifestaram no chat de domingo, após os jogos, e também nos comentários aqui do blog.

Por enquanto, a assessoria do Grêmio diz que o clube não vai vender essas camisas." (Clube da Bolinha, 1º de setembro de 2008)


Hipocrisia

Muito se fala da "janela", da ida de jogadores cada vez jovens para o exterior.

Entre os que reclamam, tem muita gente ingênua, muitos demagogos, muitos populistas. E tem também gente que reclama só da boca para fora, para a torcida ver.

Gostei muito da matéria sobre as transferências para o exterior publicada na Zero Hora de Domingo:

"Já Marco Aurélio Cunha acha que a janela serve como desculpa perfeita para os clubes praticarem algo que não têm como evitar:

Reclamar da janela é uma hipocrisia. Os clubes brasileiros e de todo o mundo precisam vender e se reciclar.

Culpar a janela pela saída de um craque, acrescenta o dirigente, seria jogar para a torcida. Vale lembrar declaração recente do presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, a ZH. À certa altura da entrevista, Koff revelou que o governo federal pensou em propor idade mínima de 21 anos para transferências internacionais, mas foi demovido da iniciativa justamente pelos clubes – interessados no dinheiro das vendas." (Zero Hora, 31 de agosto de 2008)