segunda-feira, janeiro 05, 2009

Câmara Municipal aprova projeto da Arena do Grêmio

Na minha modesta (e leiga) opinião o Grêmio precisa sim de um novo estádio. Não há reforma que traga ao Olímpico o conforto necessário a um jogo de futebol do século XXI.

Inicialmente, por uma série de razões, não me agradava muito a saída da Azenha, mas o projeto com um futura mudança se mostrou sensato. Não foram apresentadas muitas alternativas além do terreno no Humaitá. O Grêmio, através do seu Conselho Deliberatitvo, tomou sua decisão: Estádio novo no Humaitá. Com todo o respeito, acho que é infrutífero, a esta altura dos acontecimentos, apresentar alternativas ao projeto escolhido. Tal atitude pode muito bem ser encarada como um desrepeito a decisão do conselho, que é soberana.

Repito que sou favorável a construção da Arena, e assim sendo penso que o Grêmio pode e deve buscar facilidades e eventuais incentivos decorrentes da Copa de 2014. (Ser ou não sede é uma questão bem menor).

Mas tudo tem limite. Não posso aceitar qualquer coisa em nome do "projeto arena" e do "progresso da cidade de Porto Alegre".

Essa votação que ocorreu no apagar das luzes da legislatura da Câmara de Vereadores de Porto Alegre foi vergonhosa. Aprovada sem maiores problemas, com apenas uma muito mal explicada posição contrária da bancada do PT (aparentemente estavam preocupados com o possível impacto na região da Azenha).

Pior ainda aconteceu com o "Projeto" do Co-irmão, que foi aprovado por unanimidade, com uma série de emendas para inglês ver.

Por favor, não entendam o texto como uma bravata contra a modernização do futebol, contra o "progresso", "lucro" e etc...; Quero muito acompanhar futebol em melhores estádios. Penso que este progresso deve ser responsabilidade dos clubes e da iniciativa privada. Os governos devem fiscalizar, ajudar, vetar, incentivar, ceder, restringir e não simplesmente anuir com qualquer pedido que venha com o rótulo de "futebol" e "copa do mundo"

6 comentários:

Paulo Roberto disse...

Dois nomes que deveriam, voando, ser buscados pelo Grêmio. Mas, assim, para já! Trazidos pela mão pelo novo diretor de futebol, Mauro Galvão (que perda, essa, do Rodrigo Caetano!).

Por favor, contratem Paulo Bayer (ex-Goiás) e Roger (ex-Fluminense).

Seriam duas contratações de caráter. Bons caráteres. Dois jogadores experientes, e que mostraram ainda ter bola para acrescentar ao grupo. Dois jogadores que tirariam a pressão de Tcheco e Souza, boleiros razoáveis, mas sem a menor capacidade de liderança. Dois atletas que viriam comer a bola na Libertadores e mostrar aos guris o que é ser jogador PROFISSIONAL.

Com eles, para mim, o grupo estaria fechado. Não precisaríamos de mais ninguém.

Gustavo disse...

Se o projeto servir para vitalizar uma região paupérrima de POA, como o Humaitá, terá servido pro bem.

André, não há como não concordar com a tua indignação pela forma como o assunto foi conduzido. Ficaram enchendo linguiça por décadas, já que demorou uma eternidade para ser votado pelo conselho do Grêmio e depois, teve que ser aprovado às pressas por uma câmara municipal em seu último dia útil.

Mas depois da VERGONHA que passei quando fui nas sociais do Olímpico com o meu pai, de 67 anos, que teve que ficar EQUILIBRANDO-SE de pé em cima da banqueta de concreto, para poder ver o jogo, não tenho dúvidas de que o novo estádio é mais do que necessário.

Concordo muito que não há reforma que transforme o Olímpico em um estádio minimamente razoável.

André Kruse disse...

Acho que os dois juntos não dá. Não gostei muito do segundo semestre do Roger no Flu. Além disso ele tem um passado no clube, é sempre complicado. Daria uma "chance" ao Paulo Baier, se bem que ele anda jogando de meia, e ali temos Tcheco, Souza e Douglas. Mas concordo com essa idéia de veteranos "agregadores".

Gustavo, ia até colocar no texto que quem frequenta o anel inferior do Olímpico sabe que não tem reforma que salve. Vivi isso que tu viveu com teu pai no jogo contra o Figueirense em 2007 (aquele do gol do Saja). Mas aí tem outro problema. Tem um "banco" nas sociais. È de concreto, é ruim, mas tem. Ocorre que as pessoas não só não ficam sentadas como agora resolveram ficar de pé em cima do banco. Pra mim é demais. Muita Lei de Gerson.

Vine disse...

O único problema é que o "progresso" que tu cita, no caso para a cidade, é transformá-la numa São Paulo, com prédios gigantescos e com pouca ou nenhuma atenção para as conseqüências no trânsito, esgoto, poluição, etc...

Gabriel disse...

Eu fui no anel inferior na area dos sócios no jogo contra o Atletico mineiro e todo mundo fica em pé na hora do jogo, você é obrigado a ficar de pé em cima do banco para conseguir acompanhar o jogo.

Agora, o Jadilson é uma boa. Também daria uma chanceo ao Baier, mas parece que ele foi pro Sport. Só falta um segundo atacante para termos um bom time no papel ( Eu acredito no Rafael Marques)

Gustavo disse...

André, como sempre tem um monte de gente que assiste o jogo apoiados na mureta (ou sentados nela - um perigo), o pessoal da primeira fila sobe no banco pra conseguir enxergar. Consequentemente, gera um efeito cascata.

Teria que proibir (não sei como) o pessoal de ficar junto ao muro. Nunca acontecerá.