segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Gauchão - Universidade 1 x 5 Grêmio


Promovendo a estréia de Douglas, Silas voltou ao 4-4-2, tendo Maylson como um meia direita e o estreante como um organizador na meia esquerda. Deu certo, Douglas (auxiliado pelo passe longo de Rochemback) fez com que o time rodasse mais a bola, e a superioridade do Grêmio sobre a Universidade ficou evidente ainda nos minutos iniciais. Com 10 minutos de jogo, Borges tinha desperdiçando duas ótimas assistências dadas por Jonas. Na terceira, aos 11, o camisa nove não perdoou, abrindo o marcador num forte chute de fora da área. O tricolor diminuiu um pouco o ritmo e passou a administrar o jogo, sem ser efetivamente ameaçado pelo adversário. Aos 37 Douglas bateu falta e Borges, de carrinho, se antecipou ao goleiro e marcou o 2º gol da partida.

Com um minuto do segundo tempo, Lúcio foi ao fundo e cruzou para Jonas, de boca, marcar o terceiro e definir o jogo. A partir daí o jogo ficou um tanto enfadonho, mas nada que justifique o fato de um comentarista ter passado a fazer análise sobre o trabalho do Técnico Argel do São José e fazer constatações completamente precipitadas sobre a injustiça dos possível cruzamentos das quartas de final. George, subiu para marcar Jonas e fez contra o quarto gol do Grêmio, que passou a ser um tanto displicente em campo, como no lance em que Lúcio tentou sair driblando na sua área defensiva e no gol de honra da Universidade, onde a barreira se abriu. Aos 37, Borgesrecebeu bom passe de Mithyuê e fez mais um gol de centroavante.


Dever ser dado o devido desconto em virtude da fragilidade de má jornada do time da Universidade. Ainda assim, foi uma atuação bastante satisfatória do time do Grêmio.

Douglas estreou bem e deu mostras que pode acrescentar qualidade ao time.

Levando em conta o que aconteceu na quarta-feira, Rafael Marques não deveria ou poderia ter sido poupado.

Eu fiquei bastante contente com o fato de o jogo ter sido realizado as 19h00. O sindicato pode ter demorado a agir, pode ter sido oportunista, mas nada disso lhe tira a razão. O Juiz da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre deferiu liminar favorável aos atletas. Decisão que foi mantida pelo TRT da 4ª Região e classificada como "Irrepreensível a decisão judicial, sob o ângulo científico" por Eugênio Hackbart.

Confesso que é com certa alegria que vejo o "establishment" sofrer esse revés. Contudo é bastante preocupante (para não dizer triste) a forma com que essas pessoas tentam defender seu ponto de vista e valer seus interesses.

Novelleto (que é presidente da federação dos clubes de futebol ou das emissoras de TV?), apelou para um terrorismo barato e usou de argumentos jurídicos bastante questionáveis.

Os jornalistas (como algumas honrosas exceções como Nando Gross, Reche, Ostermann) foram de um "peleguismo" que beirou a imbecibilidade. A analogia com os trabalhadores da construção civil é de uma fragilidade impressionante.

A RBS publicou um editorial irresponsável e sobretudo hipócrita. É sabido que os árbitros de futebol não possuem o poder de decisão sobre as condições para a realização da partida.

Aconteça o que acontecer daqui pra frente, acho muito válido que se questione esse modelo de transmissões esportivas. Pena que nem todos os envolvidos aproveitaram o episódio para fazer uma reflexão sobre esta questão


Fotos: ClicRBS, Correio do Povo e Grêmio.net

Universidade 1 x 5 Grêmio

UNIVERSIDADE: Espada; Thiago Junior, Marquem e Rodolfo (George 9 do 2º); Anderson, Doriva, Marcos Tora (Coelho 9 do 2º), , Cleiton (Preto - intervalo); Leandro Rodrigues, Léo Dias.
Técnico: Lorival Santos.

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Maurício e Lúcio; Ferdinando (Willian Magrão 26 do 2º), Fábio Rochemback, Maylson e Douglas (Mithyuê 21 do 2º); Jonas (Bérgson 21 do 2º) e Borges.
Técnico: Silas.

7ª Rodada - 1° Turno - Campeonato Gaúcho 2009
Data: 07/02/2010, domingo, 19h00min.
Local: Complexo Esportivo da Ulbra,
Arbitragem: Leonardo Gaciba
Auxiliares: Alexandre Kleiniche e José Inácio de Souza.
Cartões amarelos: Douglas, Ferdinando e Maylson (Grêmio).
Gols: Borges, 11 e 37min do 1º tempo e 36min do 2º tempo, Jonas, 1min do 2º tempo e George (contra), aos 10min do 2º tempo (Grêmio); Coelho, 26min do 2º tempo (Universidade).

6 comentários:

Adriano Snel disse...

O jogo foi bom e gostei do time no 442.

Sobre a celeuma dos horários de Tv, chega a ser constrangedor os comentários da imprensa e do Chico Neveletto sobre o episódio. Lamentável. Há de se ter uma intervenção federal neste quesito como houve na Argentina. Afinal, o Futebol é um patrimônio nacional, assim como o carnaval, e este tem de ser tratado como espetáculo de massas, sendo assim, a massa tem de ter acesso universal ao espetáculo. Urge por mudanças nos horários e nos preços dos ingressos.

Abração!

Eduardo Doria disse...

Batemos em bêbado.

André Kruse disse...

Snel, não sou a favor do estado mínimo ou coisa assim, mas acho que o futebol é uma área onde o governo não precisa ou não deve se meter.

Mas acho válido essa citação a Argentina como um exemplo de outro modelo de exploração das transmissões.

Eduardo, não só batemos. Surramos um bêbado.

Renato disse...

No futebol, bater em bêbado é obrigação de quem está sóbrio.

Anônimo disse...

nando gross,tem uns babacas que acham que entende de futebol,é claro pela sua demencia fanatica pelo timeco que torce, é mais um amargo.
estes tres babacas que citastes, sempre preservaram os jogadores,dizendo que é desumano eles jogarem, em menos de 48 horas outra partida, e estes mesmos dementes, fazem analogia ,com trabalhadores,que alem de serem muito mal remunerados,tambem são os que, hora serviço,mais pegam no pesado.sem desmerecer time ou clube algum, no futebol a superioridade passa sim pelo placar,5 a 1 não é 2 a 1,viu eduardo doria,teu time apanhou de um bebado ,neste caso o avenida.

..... disse...

Muito boa a citação sobre a palhaçada do horário. Os mesmos que fazem esse paralelo no mínimo infeliz com os trabalhadores da construção civil nunca devem ter jogado futebol na vida, nem virado concreto. Se fizessem uma dessas coisas saberiam que a outra não tem absolutamente nada a ver. Se querem comparar com algo parecido, que falem dos nossos garis de caminhão, que precisam correr (não como quem corre atrás de uma bola, mas correr) atrás de um caminhão. E vejam se encontram algum deles trabalhando antes das 18hs, horário que tem mais sombra.

E tem mais: além de horrível para os atletas, é um inferno para os torcedores. Com a estrutura que temos, nem mesmo o Olímpico tem condições de manter o mínimo de conforto térmico para quem está na geral. Quem é que nunca viu alguém passar mal em jogo com estádio lotado às 16?

O mais lamentável foi a mudança de postura que a Guaíba teve: passou, em menos de dez horas, de apoiadora dos jogadores a crítica. Pelo que dizem, sindicatos de outros estados estdam fazer o mesmo. Se não se defende intervenção estatal, pelo menos que os demais envolvidos no espetáculo - torcedores e jogadores - se organizem e façam alguma coisa contra as arbitrariedades da televisão.

Saludos,
Fagner