quarta-feira, abril 16, 2008

Desgaste (Desnecessário) de Odone

Blog Grêmio 1983 - Sábado
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Odone sequer ouviu ou consultou grupos como o Grêmio Novo e Grêmio Independente" (Grêmio1983 - 12 de abril de 2008)

Zero Hora - Segunda-feira

Sua permanência, a rigor, já havia sido definida sexta-feira. Durante almoço em uma cantina no bairro Moinhos de Vento, Odone debateu com seu assessor, Alfredo Oliveira, os vice-presidentes Eduardo Antonini e César Pacheco, e o demissionário Paulo Pelaipe, a conveniência de manter um técnico contestado. Apenas Antonini foi contra. O passo seguinte foi tentar convencer o conselheiro Antônio Vicente Martins a aceitar o futebol, missão confiada a Oliveira. Problemas particulares levaram Vicente a declinar.

A partir daí, o alvo passou a ser Krieger. Foram pelo menos três horas de reunião, sábado à tarde, até ouvir o sim de Krieger, campeão do Gauchão e da Copa Sul de 1999, junto com Roth. O ex-presidente Fábio Koff e o presidente do Conselho, Raul Régis de Freitas Lima, envolveram-se na missão de convencimento
.(Zero Hora - 14 de abril de 2008)


Bom, vocês devem estar se perguntando como tentaram convencer Antônio Vicente se sequer ouviram o Grupo Grêmio Independente. Bem a Zero Hora corrigiu-se:

Zero hora - Segunda-feira
Racha na base governista
A mudança de comando no futebol gremista provocou um novo racha na base governista do clube. Na noite de segunda-feira, o Movimento Grêmio Independente (MGI), cujos expoentes são Antônio Vicente Martins, Homero Bellini Júnior e Sérgio Pegoraro, retirou seu apoio ao presidente Paulo Odone. Junto com o grupo Grêmio Novo, o MGI ajudou a eleger Odone.

Segundo Vicente Martins, o motivo do racha foi que o presidente gremista não procurou seus aliados na hora de escolher André Krieger (mais Milton Kuelle e Luiz Onofre Meira) como novo diretor de futebol, e, sim, apenas dois "cardeais" - ex-presidentes do clube com grande ascendência sobre o Conselho Deliberativo.

- Não rompemos com presidente, apenas não votaremos mais com o Odone - disse Martins. - Quando não se ouve os grupos aliados, mas se procura a benção de um ou dois cardeais, trata-se de um erro político grosseiro. Vicente Martins lembrou que o MGI tem 29 conselheiros no clube, mas conta com mais de 50 votos de simpatizantes no Conselho.

O que pode parecer um erro estratégico de Odone na verdade foi um lance político do presidente. Se ele perdeu de 29 a 50 eleitores ligados ao MGI, ganhou mais de cem votos de conselheiros ligados ao grupo Grêmio Unido (de André Krieger) e ao Grêmio Imortal (de Cacalo).
(Zero Hora - 16 de abril de 2008 )


Jornal do Comércio - Quarta-feira
Fora de campo, o Grêmio Independente, que apoiava Paulo Odone, decidiu não dar mais sustentação política ao presidente. "Acho que quem rompeu com a gente foi o presidente Paulo Odone, e não o contrário", afirmou Homero Bellini Junior, em referência à forma como foi definida a constituição do novo departamento de futebol do Tricolor. Segundo Bellini, não existe nada contra os nomes que foram indicados, mas não houve nenhuma consulta ao movimento, que possui cerca de 50 simpatizantes dentro do Conselho Deliberativo. (Jornal do Comércio - Quarta-Feira, 16/4/2008)


O raciocínio final da reportagem da Zero Hora é equivocado. Odone podia muito bem ampliar sua base de aliados sem ter que perder ninguém. Penso que com alguns telefonemas Odone podia ter evitado tudo isso. Não precisa se vincular as opiniões da antinga "base aliada", precisava apenas ouvi-los com um pouco de atenção.

Vale lembrar que os grupos como Grêmio Novo e Grêmio Independente foram de uma fidelidade canina a Odone em episódios como a indicação de Britto, eleição do conselho, arena e etc...

23 comentários:

Orlando Ditaliani disse...

Nada contra as pessoas, mas o autointitulado Grêmio Independente é subordinado a Guerreiro. E o Grêmio Novo foi extremamente fisiológico, optando por cargos mesmo com renúncia ao discurso. Perdeu completamente o discurso ao apoiar Madeira que há 20 anos não comparece ao Conselho do Grêmio e Pegoraro caninamente guerreirista.

Anônimo disse...

O blogdacornetaprogremio registra o acerto do gremio1983. Parabéns André!

Eduardo Wilsmann disse...

Fala amigo. Se quiseres fazer uma parceria entre blogs, passa no meu e comenta pra confirmar...Abraços!

Jeferson Thomas disse...

Orlando, quando falas do Grêmio Novo te equivocas. Não nos apegamos a CARGOS - mas seria uma IMENSA IRRESPONSABILIDADE deixar à deriva a implantação dos programas de qualidade total, a condução do Projeto Arena e a reformulação em andamento do Quadro Social - todos projetos de profissionalização defendidos desde o início do MGN e que vem obtendo sucesso dentro do clube.

Ass: Jeferson Thomas, que "está" conselheiro e membro do MGN.

Jorge Vieira disse...

O Obino deixou herdeiros como o Jeferson, senão vejamos - o time é uma porcaria já o programa de qualidade total é MARAVILHOSO.

Luiz Moreira disse...

O poder corrompe, o poder deixa embriagados os neo-gremistas. Tem razão o Jorge Vieira, além de trabalharem com a gestão Obino e depois negarem como fez Judas, agora como viram que o barco está afundando, mais que rápido abandonam o mesmo.

Anônimo disse...

André Krieger era homem do Guerreiro, foi Vice-Presidente em sua gestão e só se afastou do bigodudo bem depois, quando a casa caiu. Coerência?

Paulo R. T. Sanchotene disse...

É fácil criticar de fora. Não tenho procuração para defender o MGN, mas vou fazê-lo assim, mesmo.

O MGN tem uma idéia de clube, dentro e fora de campo, a qual defende. Quando foram convidados pelo Obino, não hesitaram em auxiliar o clube no que podiam.

Ao contrário do que alguns ignorantes do funcionamento do clube, ele é maior do que o Departamento de Futebol e é muito difícil fazer futebol quando tudo em volta está uma bosta.

O MGN não está largando o barco agora, continua no auxílio ao clube nas áreas em que tem ingerência. Nada mudou. Critica o que pensa estar errado, mas são críticas em prol do clube. Não do MGN.

O MGN quer um Grêmio profissional, livre dessas lideranças amadoras que se adonaram do clube. Odone, com a nomeação de Krieger, volta-se contra esses que o apoiávam, costurando acordo com a ala "conservadora" do clube. Não é à toa que ficaram chateados.

Vamos pensar antes de escrever. Vamos pensar antes de condenar. Foi por ações impetuosas que o clube quebrou. Paixão tem limites.

Um abraço.

Gremista Vigilante disse...

Sanchotene, exemplo de argumentação racional.

Eu não mudaria uma vírgula.

Anônimo disse...

a verdade é que com a arena cresceu o olho da gateada,como diria o xiru véio.

Anônimo disse...

Temos que pensar no Grêmio como uma empresa que a atividade fim é o futebol. Com gestores executivos profissionais e remunerados, para que todas as áreas possam andar individualmente, objetivando o futebol.
Não podemos parar de criar novos negócios que reduzirão custos e gerarão receita que alavancaram o futebol. O MGN pensa nisso, defende suas idéias, mas nunca abandonará o Grêmio.
Demonstrar fraqueza é renunciar a suas idéias. Manifestamos-nos contra o que entendemos um retrocesso na gestão do clube, e continuaremos fazendo isso de forma positiva. Não somente pela crítica.
Por que continuar na diretoria tocando os projetos em andamento? Arena: O Olímpico custo anualmente R$ 4 milhões, isso sem uma reforma estrutural grande e é usado no máximo 40 dias no ano. Maior receita que gera é bilheteria. Com um novo estádio, temos a previsão de R$ 56 milhões (65% para o Grêmio). Isso significa R$ 36,4 milhões por ano para ser investindo no clube. Quadro Social: Aumentar o número de sócios e receita. Valorizando o associado, reestruturando o espaço físico, criando novos benefícios. Defendendo tudo aquilo que queríamos quando éramos apenas sócios e não éramos ouvidos. Atualmente o QS representa R$ 24 milhões anual com aproximadamente 50 mil sócios.
Outra coisa que defendemos, é ser um link da gestão do Grêmio com o associado, por isso dispomos em nosso site um mural de discussões, onde nossos membros que estão conselheiros responderam os questionamentos.

Obrigado pela atenção,

Eng. Thiago Karan

Jarbas L. Gevaerth disse...

Eng. Thiago
Respeitando sua argumentação, os números têm de ser apresentados corretamente.O Olímpico não é só bilheterias. Tem as lojas, todas, tem o espaço da administração que tem um valor - do aluguel que não é pago. Tem de ser computadas, na receita do estádio, as mensalidades do quadro social (só existem para o futebol) ou no mínimo terão de ser consideradas as entradas (dos sócios) que não entram no borderô porque os sócios não pagam. Propaganda estática etc. etc. etc.
Então - sob pena de enganação - os números têm de ser apresentados corretamente. Na receita da futura arena, tudo isso está computado. Com o detalhe de que no Olímpico 100% são do Grêmio e na futura arena serão somente 65%. Não se defende um projeto - sou a favor dele - apresentando números maquiados, distorcidos.

Paulo (P. Alegre) disse...

Jarbas, releia o Karan. O que ele diz é "Maior receita que gera é bilheteria". Se é a maior, não é a única.

Um abraço.

Jarbas disse...

Paulo:
Deste o argumento final e definitivo para o meu reparo. Se, na futura arena, estão computadas TODAS as receitas, para o Estádio Olímpico não pode ser computada só "a maior receita qaue gera". Tem de ser computadas TODAS sob pena de comparação inválida. Aliás, ponho em dúvida que a bilheteria seja a maior receita. E o quadro social que está computado direta ou indiretamente na futura arena...
Paulo, o debate é bom e tem de ser feito neste nível SÓ EM BUSCA DA VERDADE.
Grande abraço gremista

PS. Já aprendi, pelo menos em parte, que na nossa idade, a gente tem a tendência de achar que sabe tudo, que sabe mais que os outros e que as nossas verdades são as definitivas. Calma com o andor...

Jarbas disse...

Já aprendi o motivo pelo qual os outros não dão tanta mancada como nós - me refiro aos mais velhos.
É que eles por terem tido mais experiências e dado com a cabeça na parede mais vezes, acabaram - pelo menos os inteligentes - aprendendo que as coisas não podem ser feitas com dados parciais num e dados totais no outro. Nesse nível, não vale nada.

Anônimo disse...

Porque um cara tem que se identificar como engenheiro??? Esses mauricinhos se acham.

Anônimo disse...

Jarbas,
Coloquei desta forma, pois quis expressar que o Olímpico hoje é pouco aproveitado e acaba gerando custo maior que receita. Quanto ao QS, quando um sócio, que tem o benefício de entrar sem pagar, vai ao jogo, o Grêmio tem que repassar valores as federações.
O que quero dizer é que o clube tem que andar em todos os seus departamentos, sempre pensando em reduzir custo e gerar novas receitas.
Com relação à Arena, o clube Grêmio terá dentro do complexo, sem ônus, o mesmo espaço físico para a área administrativa que tem no Olímpico, espaço para loja e memorial, assim prevê a carta de intenções.
Estou aberto para conversar com civilidade e se possível esclarecer o que for possível,

Eng. Thiago Karan

Anônimo disse...

Este é o Brasil da Era LULA.

O cara indica uma qualificativo de formação superior (engenheiro), e é logo apodado de mauricinho.

Bom mesmo é ser ignorante.

Anônimo disse...

E de gente preconceituosa então! Como vc acima.

Thiago Karan disse...

Costumo não responder post sem "pai", ainda mais não tratando do assunto em questão. Pelo motivo de muitas vezes tentarem desvirtuar o tema sério que está se discutindo e levantar falsas informações e calúnia. Mas desta vez faço isso, pois alguém tomou partido e não quero que isso se prolongue.
Formai-me em universidade particular com bolsa de 50%, muito batalhada, e financiamento dos outros 50%. Não financiamento público, pois meu irmão mais velho já tinha o benefício do FIES e somente dão para um membro da família. Por este fato me honro em colocar que sou engenheiro e sempre farei isso.
Porém, em nada agrega mensagens como estas citadas anteriormente ao Grêmio e à sociedade – vamos parar ter opinião formada antes de se obter conhecimento adequado e começar a batalhar para um futuro melhor.
Desculpe aos outros membros deste mural.
Eng. Thiago Karan

Jarbas disse...

ENG. THIAGO KARAN
Primeiro, cumprimentos pelo fato de ser engenheiro e pela batalha empreendida. O resto é bobagem. Não perder o humor.
Segundo, é inverídica a informação de que o Olímpico gera mais despesa do que receita. Aliás uma grande bobagem que foi divulgada pelo Sr. Tulho.
Ou, se eu estiver errado, favor informar as receitas do Olímpico (TODAS)e as despesas.

Anônimo disse...

"Tulho"????

Anônimo disse...

Sim. Para dizer uma bobagem dessas só Tulho Massedo.