terça-feira, junho 03, 2008

Caso Tcheco

Grêmio não sabia dos riscos

O Grêmio já admite que não tinha ciência do risco de não contar com Tcheco – que será apresentado no final da tarde de hoje no Olímpico – antes de agosto. Quando o meia
foi contratado, em abril, a idéia no clube era a de que a CBF não seria rígida em relação ao regulamento que proíbe a contratação de reforços vindos do exterior fora da janela de contratações. “Tínhamos certeza de que as coisas continuariam como era antes”, afirma o diretor executivo Rodrigo Caetano.

O dirigente refere-se a casos tanto do Brasileirão de 2007 como do atual. No ano passado, o Santos utilizou o centroavante Kléber Pereira em situação parecida. Para tanto, valeu-se de uma liminar judicial conseguida junto à Justiça do Trabalho.
Mesmo artifício foi utilizado pelo Atlético-PR ao fechar com Fahel para a competição deste ano. No entanto, após utilizar o jogador contra o Ipatinga, o clube paranaense recebeu uma notificação da CBF avisando dos riscos (pode perder seis pontos). A direção do Atlético-PR decidiu então esperar o mês de agosto para escalar novamente Fahel.

O Grêmio não descarta que Tcheco busque na Justiça uma liminar para atuar antes de agosto. Os dirigentes, no entanto, admitem que tal medida traz riscos, já que a Fifa
proíbe a busca na Justiça Comum antes de esgotadas todas as possibilidades no meio esportivo. “O risco existe”, admite Caetano. Em caso de utilização do meia, a denúncia poderia ser feita por qualquer outra equipe da Série A.
CARLOS CORRÊA carlos.correa@correiodopovo.com.br (Correio do Povo - 3 de junho de 2008)



Não to gostando dos rumos que o "caso Tcheco" está tomando. O Grêmio tem que mostrar mais convicção. O caso é exatamente igual ao ocorrido no ano passado com Kleber Pereira, e naquela ocasião nem o Santos, nem o atleta sofreram punições. Claro que a questão envolve muita política, mas o Grêmio não pode ficar refém da insegurança jurídica promovida pela CBF.

3 comentários:

luís felipe disse...

o brabo é que os dirigentes não conhecem quase nada da legislação de transferências. Além do mais, o Santos entrou com liminar ano passado para garantir a presença do Kléber Pereira - acionou a Justiça do Trabalho, se não me engano. As portarias da CBF podem ter mudado desde lá para evitar esse tipo de ação, pois pode afetar a autonomia da entidade.

André Kruse disse...

O Santos no ano passado estava na mesma situação. Chegou a esperar algumas rodadas, mas depois de mal resultados acabou escalando o Kleber Pereira. Nada mais aconteceu.

A autonomia da CBF nao pode passar por cima do ordenamento jurídico do País.

Leonardo disse...

Não estou gostando desta situação que o gremio vivc, o atlético-pr conseguiu este feito e agora corre risco de não poder usar seu jogador comprado do exterior Fahel.
Os dirigentes do gremio presição se ligar ou ao contrtar tcheco pode pagar como o atlético-pr.
Se tcheco não conseguir a liminar liberando sua contratação o (bicho vai pegar).
A CBF não pode atropelar a ordem do BRASIL!