sábado, junho 14, 2008

Violento

É certo. Todo o ano, cedo ou tarde, aparece alguém tentando rotular o time do Grêmio como violento. Não raro, essa tentativa se dá quando o Grêmio vive bons momentos e passa a incomodar os adversários. Em 2006, depois da estréia vitoriosa no Brasileirão, Eric Faria fez uma matéria afirmando que o Grêmio praticava anti-jogo. Em 2007, após o 1º jogo das semifinais da Libertadores, um tal de Odir Cunha tentou de todas formas formas associar o Grêmio à barbárie.

A novidade, esse ano, é que tal atitude parte da imprensa de Porto Alegre, vejam:

- "Líder nas faltas e nos cartões" (Correio do Povo, 12 de junho de 2008)
- "Negando o rótulo de violento" (Zero hora, 12 de junho de 2008)
- "Grêmio lidera ranking de cartões amarelos e faltas" (O Sul, 12 de junho de 2008)
- "Só falta o Victor" "Dos 20 times do Brasileirão, o Grêmio é o que mais levou cartões amarelos: 23 em cinco rodadas. Goleiro é o único não advertido pela arbitragem" (Diário Gáucho, 12 de junho de 2008)



Chega a ser estranho tamanha coincidência. Dos jornais da capital, apenas o Jornal do Comércio não tocou no assunto. Será que a falta de assunto acabou gerando essa pauta em comum? O que pretendem os jornalistas ao abordar isso? Infelizmente somente a matéria do Diário Gaúcho é assinada, por Hector Werlang.

Os números em questão:
-O Grêmio cometeu: 136 faltas (27,2 por partida)
-O time gaúcho levou 23 cartões amarelos
-O zagueiro Leo cometeu 20 faltas
-Cartões Amarelos por jogador Eduardo Costa, Pereira, Paulo Sérgio e Helder (Três); Perea, Reinaldo e Leo ( Dois); Felipe, Roger, Rafael Carioca, Rever e Makelele (Um)

Ok, os números são fatos. Mas não é nada que mereça tamanho alvoroço. Quase não se menciona o fato de o time não ter tomado cartão vermelho e de não ter tido o azar de machucar nenhum adversário. Além disso, até a 5ª rodada, mais 7 times já haviam ultrapassado a barreira de 100 faltas (20 por jogo), inclusive o co-irmão, líder, até o momento, em expulsões Os jogadores apresentaram justificativas:

- "Há rigor demasiado. Se o time fosse violento, também teríamos recebido cartões vermelhos" (Paulo Sérgio)

- "Faz parte do jogo. Se forem ver, não tem nenhuma falta daquelas escandalosas nem nada” (Léo)

- "A falta e o cartão fazem parte da partida. Alguns são injustos. Pereira, por exemplo, recebeu um porque o árbitro do jogo contra o São Paulo entendeu que ele voltou a campo sem autorização" (Léo)


Enquanto isso, no Paraná, a imprensa encaminha correspondência a CBF reclamando dos erros de arbitragem que teriam prejudicados os times de lá.

7 comentários:

guilherme disse...

FUTEBOL FORÇA!

Anônimo disse...

Li o texto deste grande jornalista que é o Odir Cunha e ele só escreveu verdades. O Santos realmente ganhou de três na Vila e o Grêmio se borrou todo. Só se salvou com aquele chute do Diego Souza no começo do jogo.
O Santos era mesmo melhor e teria feito menos feio na final contra o Boca, que o Grêmio perdeu por 5 a 0
(3 a 0 e 2 a 0).

Anônimo disse...

Eh, eh, no dia em que a Republiqueta de Piratini tiver um jornalista esportivo como Odir Cunha, os gaúchos vão tirar as botas pra jogar futebol, tchê!

Anônimo disse...

Realmente, o futebol jogado no Sul é mesmo algo entre futebol e rúgbi. O Grêmio deve estar sentindo a falta do Sandro Goiano, aquele sim um craque para os padrões gaúchos.

André Kruse disse...

2007 ainda tá doendo?

Nao dever ser problema, visto que tens memoria curta, esqueceu completamente a final de 2003 5 a 1 (2x0 3x1).Mas discutir quem faria menos feio é de uma estupidez sem igual.

Podem ficar com Odir Cunha para voces.

Anônimo disse...

Você tem razão. Santos e Grêmio deram vexame igual na final com o Boca. E este ano o Santos vai pra Segundona, enquanto o Grêmio no mínimo pegará a Libertadores.

Anônimo disse...

O Grêmio é mesmo violento. Mais do que isso: é um time do Demônio! A auxiliar de enfermagem que jogou o filho de oito meses pela janela e não se arrependeu usava uma camisa do Grêmio. Só podia ser. Solou o tornozelo do filho e depois jogou pela janela.